domingo, 25 de setembro de 2016

Gélido.

Então, eu espero.
Dia, após, dia,
meus olhos cinzados,
o que vêem? Nada,
ninguém.
Está frio aqui,
meu chá esfria,
o cão na cama,
ninguém ao redor,
garoa firmemente,
o vidro tange a luz monocromática,
aqui tudo vai tão... Ai,
chove lá fora, moça,
os grãos,
flores,
troncos,
pessoas,
bancos, estão gélidos,
eu vejo,
da minha,
janela.
Meus pés,
não saem do chão.
Acredito em mim,
no violão,
na moça,
na tristeza,
não.
Ave tão bela,
quem te mandou cantar?
Não diz, faz,
olha pra mim,
risca o Céu,
e no Crepúscluo Esmeralda,
aonde eu estou?
A multidão me cerca,
e na multidão morro,
me caio em penares,
nada demais,
nada além,
só eu,
aqui.
Aonde está você agora?
Grão, após, grão.

Um comentário: