quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Conversando no Bar.

Minha barba não é modismo. É voto.
É meu vaticínio a vida que escolhi, e o que quero para minha vida - escolha que pelo visto nunca mais me poderer desvincilhar, sequer cogitar não ser; Noto hoje que o têmpo me trouxe experiência para aprender a ficar quieto, não chorar na frente dos outros, e aprender a sorrir, mesmo quando tudo vai mal. Mais além, o têmpo me ensinou a pensar na frente, o que me dá tino necessário para ir ou ficar. Sentir ou absortar. Viver ou morrer.
Deitado, ouvi a notícia que atordoa, e caminhando, não sentindo o respirar, ouvi os outros pordizeres, até não entender mais nada, e apenas ratificar a verdade que sabia deste pôvo, tão estranho, pequeno, vazio e sem ter nem porquê de ser. No mesmo instante que a bomba caiu em meus ouvidos, lembrei da vida no interior, dos sinos tinando, e das Laudes. Lembrei da vida depois da morte, a 2ª vida. Lembrei dos amigos, e suas caminhadas, e de mim, tão pequeno, sempre se reduzindo nos mesmos de ser, ter, e viver. Até hoje não sei meu erro, mas, de facto deve de ser algo grave, pois não é possível.
No alto da madrugada, após a conversa com o Herói das Estepes, percebo que eu necessitei viver idosamente enquanto alguns outros modernos e contemporâneos necessitam dessa rapidez e fluidez na vida, nas coisas, no universo que orbita ao seu redor - nunca fiz ou quis ter parte nesse batalhão, ainda me pertenço e sei de mim.
Ainda com o peito em sangue, noto que ainda estou cansado e despreparado para muitas coisas, pessoas, e seus golpes; Melhor dizendo: Suas reações. Eu sou apenas mais um dos inúmeros rapazes burros, feios e bobos que trafegam na rua, nunca pude - e hoje mais ainda - e nem posso acreditar que exista a pureza que busco, ou a clareza retilínea dos factos que vivo, a pureza que eu busco, talvez esteja apenas na 2ª morte, indubitávelmente, e quanto as minhas decepções, já se fazem num saco grande, arrobatado e pesado, penoso. 
No mais, para acabar essa infeliz contra-crônica de ordem sentimental: Triste de mim por achar que as coisas iriam dar 100% certo, ou que eu iria ser feliz de primeira, ou do dias corridos, pensamentos e atos, mais ainda: Das coisas que foram ditas pela felicidade, pelo carinho, menos além, do sentimento de tristeza, por reviver a história e remoçar a dor do passado, ou por saber o final de uma história que poderia ter sido a mais linda de uma vida: Uma Torre Eifel que tornou-se Taj Mahal, um silêncio que quebrei achando que era recíproco, ou que pude me igualar a Thomas de Aquino, achando que eu poderia ter o Sol no peito. Ledo engano.

...O Sol só brilha para quem tem tempo de se queimar por Êle, não é?

Nenhum comentário:

Postar um comentário