Segue-me até as paragens, até onde os feixes nos rodeiam até a cintura, e, não tens medo - cousa que me faz ser mais valente ainda ao teu lado. Não há serpente alguma em nosso caminho, amada, pelo simples fato de você estar comigo. Quem nos guarda é Deus. Segue meu rastro entre o centeio pisado, e há de me ver ali onde sempre gostei de estar (e sabes tão bem), e aonde minha mão se abrir, poderá ter da tua para segurá-la. Rende seus braços para segurar meu corpo cansado, e enquão você for meu arrimo, deixae eu desabar ao menos (mais) uma vez, para renascer dentro de mim a esperança, a fôrça, e o amôr; Vós que me auxilias sendo a candeia pros meus caminhos e mãe que me defende do feo, é quem carinha minha cabeça e me olha. Mostra-me o vento batendo nas folhas e nos juncos como sempre me mostrastes, para me desaguar um riso, o grato riso que tanto penei pra obter. Meu riso, é obra tua, Mulher.
Toma a minha mão, como tantas outras vezes, e leva-me aonde nunca fui, apresenta-me das pessôas e dize-me quem são, e quais me cabem, e quais são minhas gentes, dá-me a Cecília como consorte e consolo, que afaga meu peito sussurra coisas tão lindas e tão nossas em meu ouvido, dize-me, Mulher, se é da alegria minha ser teu, ou é mais do que a vida além da vida saber que estás comigo até o fim do fim. Olhando para mim, saiba que não olho nos teus olhos por não ser digno, mas, cinjo minha fronte a respeito a Ti, Tua história, Teu amôr eterno e carinho para comigo; Minha Mulher, lâmpada de meus pés e sorriso de sábado que brota em meu rosto, eu lhe amo, eu vos amo.
Guarda-me na barra do teu sari, e defende-me da injustiça, mostra-me onde devo estar, e lá estarei sendo por mim e você, e se preciso, dou da minha vida por seu nome, pelo seu legado. Eu vos ofereço minha vida pelo seu legado e panteão, Mulher. Minha boca tem sede do seu nome, e o cheiro do seu cabelo domina minhas ventas, e suas mãos são mais quentes que a lã. Seu nome é mais gostoso do que tôdo tipo de vinho, ou cerveja que possa se existir nesta terra, e sua beleza é algo que tanjo a palavra, pois dizer por si só é loucura demasiada, e sua voz, é a afirmação da unicidade, de que tudo estará aqui, e vai dar mais certo ainda.
Diz-me, mais uma vez, apertando-me no teu abraço, preso em um laço, que tudo vai ficar bem, e todas as coisas irão se acertar, e que essa alegria que há tanto experimento em doses homeopáticas, irá se findar e me inundar; Você bem sabe dos meus pés cansados e das minhas costas pesadas e dores sôfregas, feridas lancinantes em que ninguém põe a mão, e que ninguém sente além de mim. Diz-me quando tudo isso acaba e tudo isso vem.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
A Hora Do Trem Passar.
E quando nossos olhos são nossos maiores inimigos?
Quando nossas vontades, tão únicas e amplas - pedaços de sonhos mastigados e cuspidos pela realidade, que ainda recolhemos e atrelamos a nossa forma de vida - atingem um patamar de acensão, devemos erguer nossos arietes e batalhar pelo nosso querer. Qual de nós, não adoraria ver uma concretização, e ter na boca um gosto de satisfação, de que se venceu em absoluto (ou em momento) contra esta terra cã?
Devemos, sonhar de acordo com nosso braço, cansaço, fôrça, fé e vontade de alma. É totalmente vão ou inacessível sonharmos em um carro se não soubermos dirigir, ou totalmente estúpido viver uma vida de santidade se não buscarmos a santidade, ou tampouco sonhar numa felicidade, se não a buscarmos. Deus é que nos impulsiona, nos põe além, e nos força a entender a vida de um modo simplório e viver em ecclesia. Enquanto a fraternidade sem interesse, jôgo-de-poder ou maldade não existir, ainda sim existirão críticas direcionadas ao Divino por não atender este ou aquele pedido. As pessôas não sabem se contentar com o que tem, ou entender a necessidade do tempo e dos tempos de cada situação. E assim nos separamos, eu e você.
E este parágrafo é dedicado a Velha Senhora, Rainha que não tem trono, reza nove terços por dia, criou seus sete filhos lavando e bateando roupa na beira do São Francisco, e não se abriu para qualquer homem para buscar interesse, venceu, e até hoje carrega a aliança do Chico no dedo, e até hoje diz pra rezar o Ofício da Imaculada, que vem lá de Deocleciano, e hoje vê os netos virando chefes de família, e os bisnetos correndo ao seu redor; Minha dôce avó, minha eterna reverência a você e meu amôr, que por muitas vezes a senhora foi minha candeia na terra, a benção. Se Cecília é minha advogada, a senhora com tôda a certeza seria minha prima testemunha, que o Místico Guerreiro da Capadócia esteja com a senhora, Dôce Bruta Antônia. Marrom Glacé pra gente que é pra alegria ser a de sempre na casa da Rua J, na Waldemar, em tudo, em tudo, em tudo.
Observa a raíz, para a fruta não cair longe, mas, gerar boas sementes para novas raízes fortes, mais estruturadas que as nossas. Olhemos para nossos avós, pais, e vejamos os valores, conceitos, e formas que os trouxeram, e consequentemente nos trouxeram até aqui, pela lei, pela religião, pela ordem, contestação, humildade, rebelião, ou até mesmo silêncio. De tôda qualidade de nossa nascente desmembra uma virtude para nós, e deste desmembramento dá-se um nôvo desmembramento para nossa semente. A fé de minha avó deu a perseverança de minha mãe e me deu a fôrça, que se desdobrará em algo para meus filhos.
E tudo isso, nos ensina de modo claro, calmo e ameno a vermos nossos sonhos, sua necessidade de existir, e o quão isso nos impulsionaria ou nos afetaria, havendo-se este pensar, logo entenderíamos mais dos planos de Deus, da vida em ecclesia e da união, enquanto irmãos; E nos impulsionaria a sermos pessôas melhores.
Quando nossas vontades, tão únicas e amplas - pedaços de sonhos mastigados e cuspidos pela realidade, que ainda recolhemos e atrelamos a nossa forma de vida - atingem um patamar de acensão, devemos erguer nossos arietes e batalhar pelo nosso querer. Qual de nós, não adoraria ver uma concretização, e ter na boca um gosto de satisfação, de que se venceu em absoluto (ou em momento) contra esta terra cã?
Devemos, sonhar de acordo com nosso braço, cansaço, fôrça, fé e vontade de alma. É totalmente vão ou inacessível sonharmos em um carro se não soubermos dirigir, ou totalmente estúpido viver uma vida de santidade se não buscarmos a santidade, ou tampouco sonhar numa felicidade, se não a buscarmos. Deus é que nos impulsiona, nos põe além, e nos força a entender a vida de um modo simplório e viver em ecclesia. Enquanto a fraternidade sem interesse, jôgo-de-poder ou maldade não existir, ainda sim existirão críticas direcionadas ao Divino por não atender este ou aquele pedido. As pessôas não sabem se contentar com o que tem, ou entender a necessidade do tempo e dos tempos de cada situação. E assim nos separamos, eu e você.
E este parágrafo é dedicado a Velha Senhora, Rainha que não tem trono, reza nove terços por dia, criou seus sete filhos lavando e bateando roupa na beira do São Francisco, e não se abriu para qualquer homem para buscar interesse, venceu, e até hoje carrega a aliança do Chico no dedo, e até hoje diz pra rezar o Ofício da Imaculada, que vem lá de Deocleciano, e hoje vê os netos virando chefes de família, e os bisnetos correndo ao seu redor; Minha dôce avó, minha eterna reverência a você e meu amôr, que por muitas vezes a senhora foi minha candeia na terra, a benção. Se Cecília é minha advogada, a senhora com tôda a certeza seria minha prima testemunha, que o Místico Guerreiro da Capadócia esteja com a senhora, Dôce Bruta Antônia. Marrom Glacé pra gente que é pra alegria ser a de sempre na casa da Rua J, na Waldemar, em tudo, em tudo, em tudo.
Observa a raíz, para a fruta não cair longe, mas, gerar boas sementes para novas raízes fortes, mais estruturadas que as nossas. Olhemos para nossos avós, pais, e vejamos os valores, conceitos, e formas que os trouxeram, e consequentemente nos trouxeram até aqui, pela lei, pela religião, pela ordem, contestação, humildade, rebelião, ou até mesmo silêncio. De tôda qualidade de nossa nascente desmembra uma virtude para nós, e deste desmembramento dá-se um nôvo desmembramento para nossa semente. A fé de minha avó deu a perseverança de minha mãe e me deu a fôrça, que se desdobrará em algo para meus filhos.
E tudo isso, nos ensina de modo claro, calmo e ameno a vermos nossos sonhos, sua necessidade de existir, e o quão isso nos impulsionaria ou nos afetaria, havendo-se este pensar, logo entenderíamos mais dos planos de Deus, da vida em ecclesia e da união, enquanto irmãos; E nos impulsionaria a sermos pessôas melhores.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Be Yourself.
Não há santidade eterna, mas, existem caminhos que nos limpam da sujeira que a vida nos joga. Somos espezinhados, humilhados, e jogados no acostamento, justamente para crescermos forte como o junco, e brotarmos de forma ímpar. Somos brotos de uma raíz forte, que precisa ter firmamento e sustância para nosso crescimento e desenvolvimento. E apesar de tôdo o pecado que nos afasta da santidade que tanto buscamos, ainda sim somos reis, e ainda sim somos profetas. Guardemos a língua contra a maldade feia, e sejamos mansos e humildes de coração - tenhamos, de forma ampla, aberta e irrestrita, o Santo Cordeiro posto no madeiro - para nossa melhora enquanto pessôas e enquanto almas de um reino invisível, em que um Rei é Real e visível, e ao nosso alcance está, e ao nosso alcance fica; Um Rei que habita e coexiste dentro de nós, ao nosso redor, em tôdas as coisas possíveis e imagináveis.
Tenha a fôrça nos seus ombros, ânimo, e segue; Nas voltas que a vida dá, a gente (o pôvo que padece e perece) irá ser feliz por demais da conta. A benção, Dona Antônia!
Doce menina, meu coração pula ao ver você feliz, e minhas mãos se erguem em forma de oração quando meu amigo consegue o que mais quer, e ao entrar e sair do trabalho, por mais bom ou não que o dia tenha sido, levanto as mãos pelo Bôm Deus que me deu mais do que eu precisava: Me deu o que eu queria. A gratidão é uma das chaves de acesso para aprender a têr a humildade em si, e para compreender o universo, para têr e não caber em si de tanta alegria que bate no peito - por ora, me sinto como São Thomás de Aquino, com um Sol me rasgando o peito, de tão abençoado, e como São Jorge, eternamente combatendo o dragão feo da maldade; Há dias que passam como manhãs e há dias em que as noites penam em dar as vésperas. Doce menina, comemora a vida de teu filho no colo, e olha pro universo, assim como se comemora a cerveja na mesa, o teto sobre a cabeça no dia da tempestade, do barco que pôde ser virado, do ouvir que gera o sôm indefectível das músicas, da Cecília bem mais que amada... O tino ainda me arrebata, e ainda sim sou aquela criança que me sinto afã quando aprendo algo sozinho, me sinto sozinho mesmo estando bem acompanhado.
Enquão profeta das estepes, deixo como legado estas séries de textos que tanto dizem e tanto ressonam vazios num obscuro canto do universo, deixo a vontade de mudar o mundo com a linha que abrange apenas uma pouca parte de meus amigos, e aquela vontade de abraçar tôdos que seguram a raiva do chefe, que seguram a barra de cuidar sozinho de casa, dos que engolem o orgulho, dos diferentes, dos massacrados, humilhados, rejeitados, passados para trás: A cada um de vocês, meu beijo e meu cingir: O Reino é tôdo de vocês, e queira Deus que se eu fôr para lá, seja eu um servo ativo no evangelho, e na atuação de vocês.
Quero ser o alferes do Alferes do Alferes da causa celeste, propagando por onde eu fôr, estiver e passar, aquilo que tanto inquieta a minha língua, palpita meu coração, domina minha mente e me faz suspirar de amôr. Por Cristo, com Cristo e Em Cristo. Se estiver difícil teu fardo, se a dôr querer dominar, vem comigo - toma uma cadeira, senta, eu estou aqui irmã(o), como sempre estive e estarei; Mas toma a régula: Sou amigo, não amôr, e tenho carinho, não outra intenção, e te ouvirei, serei compreensivo, e se fôr de vontade geral, juntos acharemos uma saída. A falta da união, compreensão e fraternidade tem nos feito máquinas carnais insensíveis, e por isso falhamos enquanto eiamos neste vale de lágrimas, nos degladiando por causa alguma - apenas pelo prazer do dinário e pela vaidade e culto as carnes; Lhe peço: Olhe além, irrompa, cresça. Floresça! E enquanto unidos estivermos, ninguém nos vence em vibração (Salve Bahea), e unidos somos um tôdo, seremos o príncipio do bom reino na terra, e assim, será dado a comunhão: Na terra como nos Céus, no sertão como no Mar. E tôdo o resto, será apenas lembrança, e tôdo o resto será só o vento lá fora, e o que nos cabe, é a nossa fôrça em sobreviver aos dias, que se baseia na alegria do Senhor, Nosso Deus.
Tenha a fôrça nos seus ombros, ânimo, e segue; Nas voltas que a vida dá, a gente (o pôvo que padece e perece) irá ser feliz por demais da conta. A benção, Dona Antônia!
Doce menina, meu coração pula ao ver você feliz, e minhas mãos se erguem em forma de oração quando meu amigo consegue o que mais quer, e ao entrar e sair do trabalho, por mais bom ou não que o dia tenha sido, levanto as mãos pelo Bôm Deus que me deu mais do que eu precisava: Me deu o que eu queria. A gratidão é uma das chaves de acesso para aprender a têr a humildade em si, e para compreender o universo, para têr e não caber em si de tanta alegria que bate no peito - por ora, me sinto como São Thomás de Aquino, com um Sol me rasgando o peito, de tão abençoado, e como São Jorge, eternamente combatendo o dragão feo da maldade; Há dias que passam como manhãs e há dias em que as noites penam em dar as vésperas. Doce menina, comemora a vida de teu filho no colo, e olha pro universo, assim como se comemora a cerveja na mesa, o teto sobre a cabeça no dia da tempestade, do barco que pôde ser virado, do ouvir que gera o sôm indefectível das músicas, da Cecília bem mais que amada... O tino ainda me arrebata, e ainda sim sou aquela criança que me sinto afã quando aprendo algo sozinho, me sinto sozinho mesmo estando bem acompanhado.
Enquão profeta das estepes, deixo como legado estas séries de textos que tanto dizem e tanto ressonam vazios num obscuro canto do universo, deixo a vontade de mudar o mundo com a linha que abrange apenas uma pouca parte de meus amigos, e aquela vontade de abraçar tôdos que seguram a raiva do chefe, que seguram a barra de cuidar sozinho de casa, dos que engolem o orgulho, dos diferentes, dos massacrados, humilhados, rejeitados, passados para trás: A cada um de vocês, meu beijo e meu cingir: O Reino é tôdo de vocês, e queira Deus que se eu fôr para lá, seja eu um servo ativo no evangelho, e na atuação de vocês.
Quero ser o alferes do Alferes do Alferes da causa celeste, propagando por onde eu fôr, estiver e passar, aquilo que tanto inquieta a minha língua, palpita meu coração, domina minha mente e me faz suspirar de amôr. Por Cristo, com Cristo e Em Cristo. Se estiver difícil teu fardo, se a dôr querer dominar, vem comigo - toma uma cadeira, senta, eu estou aqui irmã(o), como sempre estive e estarei; Mas toma a régula: Sou amigo, não amôr, e tenho carinho, não outra intenção, e te ouvirei, serei compreensivo, e se fôr de vontade geral, juntos acharemos uma saída. A falta da união, compreensão e fraternidade tem nos feito máquinas carnais insensíveis, e por isso falhamos enquanto eiamos neste vale de lágrimas, nos degladiando por causa alguma - apenas pelo prazer do dinário e pela vaidade e culto as carnes; Lhe peço: Olhe além, irrompa, cresça. Floresça! E enquanto unidos estivermos, ninguém nos vence em vibração (Salve Bahea), e unidos somos um tôdo, seremos o príncipio do bom reino na terra, e assim, será dado a comunhão: Na terra como nos Céus, no sertão como no Mar. E tôdo o resto, será apenas lembrança, e tôdo o resto será só o vento lá fora, e o que nos cabe, é a nossa fôrça em sobreviver aos dias, que se baseia na alegria do Senhor, Nosso Deus.
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Tender.
Ih, caraio, parece que vai chover hoje.
Tomara que sim, tomara que não.
Se chover hoje, vou me rumar pra casa, ouvir uns sons com o cão e curtir a noite que vai se acabar com as respostas das pessôas pro outro dia de manhã - tenho andado muito cansado, tenho sentido e vivido a flôr da pele, na pele. Se não chover, vou cair na rua e ver os amigos, tomar aquela geladíssima, e louvar os meus dias que me restam embaixo dos firmamentos: Em qualquer caminho vou ser feliz, em qualquer lugar estarei feliz. Ah, e antes que eu me esqueça: Tenho andado muito por aí, ouvido muita coisa, sentido, aprendido e deixando algumas coisas simplesmente serem, não por maldade, não por ocaso, mas, pelo simples fato de ser afã a situação/pessôa que está comigo, tenho conhecido muitos caminhos, e por vezes foi luz que trouxe pessôas para o Clareio, e por outras me deixei ser conduzido por Luzes maiores que a minha, que me ensinam em lidas diárias. Ando constantemente sentindo tôdos os sentidos do mundo, provando do seu amôr e ingratidão, sua necessidade e desprezo, e da forma de vida das pessôas para com as outras.
Levo na bolsa umas idéias meio loucas, e água para os dias difíceis, no bolso direito da calça esmaecida, um masbaha que faz eu rezar ainda que pouco, e no coração, uma amargura que finalmente anda sumindo, e na cabeça, pensamentos que andam se silenciando pro mundo, mas, cada vez mais evidentes e grandes para mim, e eis que me deparo: Sou meu maior desafio, quando me pego pensando na escrita do muro, no Damião, nas Chagas, na Zécão, na môça de franja, avenca no braço e cheiro de jasmin, nos discos, na minha família, na incrível e lancinante dôr que tenho no ombro, e tôdo o resto que me consome. Country roads, take me where this is where i belong. Somewhere i belong.
Quando olho pra trás, só consigo me assustar por têr sobrevivido, e agradecer por estar vivo, inteiro, íntegro e bem. As vezes me bate uma saudade de pessôas, lugares, cheiros, gôstos e sons; E em tudo isso ficou uma marca de aprendizado, uma forma correta ou incoerente de como se manter, ou de como dobrar o som do violão, de como escrever exímiamente, dos tempos de exílio para pôr a cabeça no lugar, das cervejas com os amigos, da descoberta e re-descoberta que sempre me envolve na Teocêntrica diária, e apesar de não ter mudado nem um pouco desde lá até aqui, eu mudei tanto...
Roubo da tarde, o Céu para enfeitar as côres da sua pele, e roubo do vento, um carinho que mando entregar para aninhar nos seus ombros, busto e ventre, e te mandar um telêgrama de vêm-me-ver; Tomo emprestado das árvores, planas superfícies no alto para te proteger do Sol, e nos sorrisos das crianças que você ver na rua, estarei lá eu também, sorrindo pra você.
E de mim, cabe apenas acreditar e bendizer das coisas que acontecem em meu peito, e que tanto exortar neste velho blog. Só cabe agora, acontecer.
Tomara que sim, tomara que não.
Se chover hoje, vou me rumar pra casa, ouvir uns sons com o cão e curtir a noite que vai se acabar com as respostas das pessôas pro outro dia de manhã - tenho andado muito cansado, tenho sentido e vivido a flôr da pele, na pele. Se não chover, vou cair na rua e ver os amigos, tomar aquela geladíssima, e louvar os meus dias que me restam embaixo dos firmamentos: Em qualquer caminho vou ser feliz, em qualquer lugar estarei feliz. Ah, e antes que eu me esqueça: Tenho andado muito por aí, ouvido muita coisa, sentido, aprendido e deixando algumas coisas simplesmente serem, não por maldade, não por ocaso, mas, pelo simples fato de ser afã a situação/pessôa que está comigo, tenho conhecido muitos caminhos, e por vezes foi luz que trouxe pessôas para o Clareio, e por outras me deixei ser conduzido por Luzes maiores que a minha, que me ensinam em lidas diárias. Ando constantemente sentindo tôdos os sentidos do mundo, provando do seu amôr e ingratidão, sua necessidade e desprezo, e da forma de vida das pessôas para com as outras.
Levo na bolsa umas idéias meio loucas, e água para os dias difíceis, no bolso direito da calça esmaecida, um masbaha que faz eu rezar ainda que pouco, e no coração, uma amargura que finalmente anda sumindo, e na cabeça, pensamentos que andam se silenciando pro mundo, mas, cada vez mais evidentes e grandes para mim, e eis que me deparo: Sou meu maior desafio, quando me pego pensando na escrita do muro, no Damião, nas Chagas, na Zécão, na môça de franja, avenca no braço e cheiro de jasmin, nos discos, na minha família, na incrível e lancinante dôr que tenho no ombro, e tôdo o resto que me consome. Country roads, take me where this is where i belong. Somewhere i belong.
Quando olho pra trás, só consigo me assustar por têr sobrevivido, e agradecer por estar vivo, inteiro, íntegro e bem. As vezes me bate uma saudade de pessôas, lugares, cheiros, gôstos e sons; E em tudo isso ficou uma marca de aprendizado, uma forma correta ou incoerente de como se manter, ou de como dobrar o som do violão, de como escrever exímiamente, dos tempos de exílio para pôr a cabeça no lugar, das cervejas com os amigos, da descoberta e re-descoberta que sempre me envolve na Teocêntrica diária, e apesar de não ter mudado nem um pouco desde lá até aqui, eu mudei tanto...
Roubo da tarde, o Céu para enfeitar as côres da sua pele, e roubo do vento, um carinho que mando entregar para aninhar nos seus ombros, busto e ventre, e te mandar um telêgrama de vêm-me-ver; Tomo emprestado das árvores, planas superfícies no alto para te proteger do Sol, e nos sorrisos das crianças que você ver na rua, estarei lá eu também, sorrindo pra você.
E de mim, cabe apenas acreditar e bendizer das coisas que acontecem em meu peito, e que tanto exortar neste velho blog. Só cabe agora, acontecer.
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Dashboard.
Quero sentir o gôsto de tua boca. Sentir como sinto o gôsto da cerveja, o gôsto da infinidade, a interatividade dos Céus quando pesavam em meus ombros, e meus olhos eram capazes de fitar aquilo que não se nomeia, mas ousamos dizer que é bonito.
Minhas mãos não me obedecem, e seguem até o rumo de suas fotos, e minhas audições procuram as vibrações que emanam de você, sua voz, seus sons, e meus olhos não me respeitam e te procuram na vasta e extensa Avenida, e algumas músicas arremetem aquele dia, e aquela noite parece ter sido ontem, e cria-se uma expectativa que logo, tudo se acerte e se aceite. Apenas o vento que venta nos cabelos diz coisas que só a mente ousa dizer, e apenas as pessôas que tanto nos estimam dizem; Ou dão a entender.
Quero dar em mim, um gôsto do Sol, do cabelo cristalino da velha senhora que dá danone pro Zécão, quero a geral arrepiando num grito de gol, o carinho da mulher amada, e mesmo neste pouco, no pouco que tanto busco, no pouco que para mim me saciaria e transbordaria, sei que é isto: É isto que eu quero, é isto que busco, e isto que preciso. Logo, quase me esqueci dos dias fitando o Tau de Damião, e logo, me esqueci dos pensamentos perdidos enquanto acima do viaduto, e logo me esqueci de mim - esqueci até da resposta a tudo isso, e a Zécão tava com ração no pote mais comeu um danone que a Velha Senhora deu pra ela. E eu apenas continuo pela razão que me trouxe aqui. E até agora, as últimas cinco linhas foram uma tentativa inútil de fazer esse texto de ordem social sair de foco em você, mesmo caindo por terra agora.
Deita minha cabeça na campa fria, e quando os olhos turvarem, beija minha testa. Desalinhando meus cabelos, sei que você vai conseguir alinhar minhas idéias, e segurando meu ímpeto vai liberar meu desejo, e trancando meu amôr, será sacrário de algo maior que eu consiga ou possa imaginar - quando seus olhos, novamente, cruzarem os meus, palavras não vou dizer, nem ousar cingir seus olhos. Time well tell us.
Quanto aos sons, serão sempre sons, são usucapião da metáfora de gostar, ser e estar. Nada é real quanto a turvação dos Céus sob o Sol, e nada é tão sincero quanto o sorriso de quem achou cinco reais no bolso da calça que ia pôr pra lavar.
Nada é tão real quanto essa minha vontade de môrder o teu perfume.
Minhas mãos não me obedecem, e seguem até o rumo de suas fotos, e minhas audições procuram as vibrações que emanam de você, sua voz, seus sons, e meus olhos não me respeitam e te procuram na vasta e extensa Avenida, e algumas músicas arremetem aquele dia, e aquela noite parece ter sido ontem, e cria-se uma expectativa que logo, tudo se acerte e se aceite. Apenas o vento que venta nos cabelos diz coisas que só a mente ousa dizer, e apenas as pessôas que tanto nos estimam dizem; Ou dão a entender.
Quero dar em mim, um gôsto do Sol, do cabelo cristalino da velha senhora que dá danone pro Zécão, quero a geral arrepiando num grito de gol, o carinho da mulher amada, e mesmo neste pouco, no pouco que tanto busco, no pouco que para mim me saciaria e transbordaria, sei que é isto: É isto que eu quero, é isto que busco, e isto que preciso. Logo, quase me esqueci dos dias fitando o Tau de Damião, e logo, me esqueci dos pensamentos perdidos enquanto acima do viaduto, e logo me esqueci de mim - esqueci até da resposta a tudo isso, e a Zécão tava com ração no pote mais comeu um danone que a Velha Senhora deu pra ela. E eu apenas continuo pela razão que me trouxe aqui. E até agora, as últimas cinco linhas foram uma tentativa inútil de fazer esse texto de ordem social sair de foco em você, mesmo caindo por terra agora.
Deita minha cabeça na campa fria, e quando os olhos turvarem, beija minha testa. Desalinhando meus cabelos, sei que você vai conseguir alinhar minhas idéias, e segurando meu ímpeto vai liberar meu desejo, e trancando meu amôr, será sacrário de algo maior que eu consiga ou possa imaginar - quando seus olhos, novamente, cruzarem os meus, palavras não vou dizer, nem ousar cingir seus olhos. Time well tell us.
Quanto aos sons, serão sempre sons, são usucapião da metáfora de gostar, ser e estar. Nada é real quanto a turvação dos Céus sob o Sol, e nada é tão sincero quanto o sorriso de quem achou cinco reais no bolso da calça que ia pôr pra lavar.
Nada é tão real quanto essa minha vontade de môrder o teu perfume.
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Bread.
Dado os dias em que eu me encontro
Tudo eu sinto, tudo eu tenho
minha carne será a fiança do meu querer
Teus olhos serão farol de minha guia
e teus abraços, infante da vontade
de correr para me perder em sua existência
Minha rainha, minha guarda,
minha querida, ó meu amor,
abençoados sejam os braços teus
venho de uma guerra que me desnorteia
e até os vermes comerão meu pão]
neste longo e extenso caminho.
Estes são os dias de minha vida
aonde o pouco se torna muito
e a vida, se vivencia suas estranhas
e o têmpo, corre para se tinar
E o mistério se desvencilha do segredo
Sonho pelo teu carinho, rainha minha, ó meu amôr
E dos mais belos dias em tua presença
quão perdido me encontrar
ao teu retrato, cairá o meu mirar
e me acharei, e serei, e viverei.
Tudo eu sinto, tudo eu tenho
minha carne será a fiança do meu querer
Teus olhos serão farol de minha guia
e teus abraços, infante da vontade
de correr para me perder em sua existência
Minha rainha, minha guarda,
minha querida, ó meu amor,
abençoados sejam os braços teus
venho de uma guerra que me desnorteia
e até os vermes comerão meu pão]
neste longo e extenso caminho.
Estes são os dias de minha vida
aonde o pouco se torna muito
e a vida, se vivencia suas estranhas
e o têmpo, corre para se tinar
E o mistério se desvencilha do segredo
Sonho pelo teu carinho, rainha minha, ó meu amôr
E dos mais belos dias em tua presença
quão perdido me encontrar
ao teu retrato, cairá o meu mirar
e me acharei, e serei, e viverei.
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Action Woman.
Há (vera) sorte;
Em saber que num fim-de-semana fui rei.
Ao lembrar do pedido na terça/a música de quarta/a cerveja de quinta/solidão de sexta
(você já dava seus sinais de vinda, eu que não me apercebi de imediato)
E a convite da amada, ao encontro dos diásporas, iguais a mim
Lá estava você:
So woman and so childesh.
pretty and fine
God protect me for take u for a beer
Ao apresentar-nos, cingi meu rosto, pois já havia lhe visto desde que me adentrei naquele local - e era linda
É linda, eia!
E ao ver o amigo e o felicitar, a banda começou a inebriar o sôm
(e nesta altura eu já me inebriava de você)
Foi quando vendo as byrdies a dançar
E The Litter inundar o salão, lá de longe te olhei - e tu, olhando de volta, sorriu.
Maybe? Cheguei perto
No mesmo murete, tentando puxar qualquer merda de assunto apenas pra ouvir tua voz once again
(Deus, como sou trouxa pra essas cousas...)
Já sei: "É um Doc?"
E você sorriu(!), e respondeu, e cerveja de amêndoas (tinha gosto de toddy)
O cabelo longo, franja reta, meia de criança
So woman and so childesh
Você riu
Você se aproximou
Você me beijou
Você me extasiou
Você me desarmou
Você sorriu
Você
Eita.
E mais uma cerveja, mais um beijo, mais um sorriso, essa banda é bôa, e você, encostada em mim, seu perfume, avenca no braço, Baden Powell, raízes, dignidade e continuidade. Bill Murray. Preciso ir embora. Te add no instagrão, a casa (já) é sua.
E, após tudo isso, fica o questionamento:
Quando lhe verei de novo?
Será?
Em saber que num fim-de-semana fui rei.
Ao lembrar do pedido na terça/a música de quarta/a cerveja de quinta/solidão de sexta
(você já dava seus sinais de vinda, eu que não me apercebi de imediato)
E a convite da amada, ao encontro dos diásporas, iguais a mim
Lá estava você:
So woman and so childesh.
pretty and fine
God protect me for take u for a beer
Ao apresentar-nos, cingi meu rosto, pois já havia lhe visto desde que me adentrei naquele local - e era linda
É linda, eia!
E ao ver o amigo e o felicitar, a banda começou a inebriar o sôm
(e nesta altura eu já me inebriava de você)
Foi quando vendo as byrdies a dançar
E The Litter inundar o salão, lá de longe te olhei - e tu, olhando de volta, sorriu.
Maybe? Cheguei perto
No mesmo murete, tentando puxar qualquer merda de assunto apenas pra ouvir tua voz once again
(Deus, como sou trouxa pra essas cousas...)
Já sei: "É um Doc?"
E você sorriu(!), e respondeu, e cerveja de amêndoas (tinha gosto de toddy)
O cabelo longo, franja reta, meia de criança
So woman and so childesh
Você riu
Você se aproximou
Você me beijou
Você me extasiou
Você me desarmou
Você sorriu
Você
Eita.
E mais uma cerveja, mais um beijo, mais um sorriso, essa banda é bôa, e você, encostada em mim, seu perfume, avenca no braço, Baden Powell, raízes, dignidade e continuidade. Bill Murray. Preciso ir embora. Te add no instagrão, a casa (já) é sua.
E, após tudo isso, fica o questionamento:
Quando lhe verei de novo?
Será?