quinta-feira, 30 de março de 2017

Sïs.

Os filmes de hollywood só servem pra mostrar pras mulheres que elas precisam ser magras, peitudas, e putas devassas, e que tôdo homem tem pau pequeno, precisa ser atlético e viver insanamente - e é por isso que eu vivo no passado: Eu não quero me dar ou aceitar forçada e repetidamente uma realidade que não faz parte de mim. Eu, tôdos os dias, tento exercitar a minha sinceridade, logo após que deixei os véus caírem, e foi a melhor coisa que eu já fiz, pois, quando me aceitei, vi que minhas realidade e meus sonhos não são iguais aos de muita gente, mas, com algumas pessôas comuto do mesmo sonho, e com outras, vivo a mesma fantasia que fulgura minha mente.
Mulher de verdade bebe, vinho, cerveja, vodka, tem estria, na tpm fica a flôr-da-pele, gosta de um chocolate, é linda quando acorda de manhã (inda mais quando tem o cheiro de dormida e tem o corpo quente), usa aquela calcinha velha, surrada, confortável, tôda mulher quer ser feliz, e tirar o sutiã/soutien (é assim que escreve, mamãe?) quando chega em casa, e algumas delas entram na vibe de achar que um peito é maior que o outro, ou que a auréola é grande demais, ou menor demais...
Mulher, não! Quisera eu e o Bôm Deus que desfiassemos um rosário para dizer de ti, tudo o que nos cabe em palavras, trejeitos e gestos. Você é linda da maneira que é, e te ama verdadeiramente (sim, ainda existe o vero amor) quem te aceita, em corpo, mente e alma - mais além: Não ama de carne, ama de essência. Aceita suas pernas sem depilar por dois, três dias, ri quando você arrota, e simplesmente quando te dá a cólica, pisa em ovos, trás chocolate, oferece colo, carinha teus cabelos, e canta no teu ouvido pra dormir, faz oral sem cerimônia, sem medo, sem nojo, chega junto (Povo do degrego) e simplesmente vive os dias idos ao seu lado. Mulher, você é muro de arrimo, pedra ângular, fundamento, casa-forte e alicerce.
Quando nós, católicos, rezamos da Ave Maria ou Salve Rainha, pedimos a proteção de uma das fôrças femininas mais fortes, potentes, amadas, cheias de amôr, poder, e graça para nos perdoar, e nos livrar da hora da solidão, da hora fea, do medo da morte - pedimos a Dulcíssma Mãe das Candeias para que Ela nos interceda ao Deus Triúno. Uma mulher que convence um homem. Quantos de nós, homens, não fômos convencidos pela amiga, pela irmã, pela mãe, avó, esposa, namorada, quantos? A mulher é peça vital da vida, e isto é difundido, só faz necessário ser aceito e compreendido. A mulher real, que existe por aí, não quer do privilégio. Quer da igualdade.
Deus, em sua Infinita sabedoria, nos deu da mãe para gerar e cuidar, da avó para mimar, da môça para amar, da Concórdia para rezar, e da Irmã Morte para amenizar o medo e trauma causado pela ida daqui para outro terral, óbviamente, pela cultura e individualismo, os nomes e cenários mudam, mas, a essência mantém-se da mesma forma, do mesmo jeito. Igualmente.
Os filmes de hollywood não mostram a mulher que foi largada pelo marido com o filho, e labuta para sobreviver e cuidar e proteger da prole, educar um filho pra ser um moleque a menos no mundo, e sim um homem. Os filmes de hollywood não mostram a mãe-chefe-Rainha que lavando roupa pra porra toda da Vila Miriam, cuidou de sete filhos, e ajudou cada seu, sem a ajuda de homem algum, incluindo seu filho, o dito "varão" - quem assumiu o pendão foi uma Mulher; Outra Rainha - Outra Maria. Os filmes de hollywood não mostram a môça que tenta conciliar tudo, e chora durante a noite, achando que nada vai dar certo (minha irmã, eu me lembro de ti, e rezo), e o pior de tudo: Os filmes de hollywood não mostram nunca as mulheres de verdade, e pessoalmente, nunca mostraram sequer um arquetipo de mulher que eu amei ou que me deu a honra de ser minha. E nem hão, o jôgo deles é outro, é vil, não é puro como aqui no degredo. Por isso eu vivo no passado, para não dar olhos e ouvidos aos ditos idos de hoje, de agora, dessa lama.

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