quarta-feira, 15 de março de 2017

Plug Me In.

Eu vou te guardar no meu coração, e de Janeiro a Janeiro vou lembrar da felicidade nas tuas mãos, na tua boca, nos teus braços, e quando amanhã eu abrir a porta secular e estudar os mistérios da regra, eu ainda sim vou lembrar de você e de tantas coisas que nem mais cabem ou me competem a dizer, mas que ouso delinear quando vejo suas nuvens no Céu ou quando ouço tudo aquilo que me arremete a você. É inexplicável, inesquecível e esquisito. É tudo o que fugiu da compreensão, mas ao mesmo tempo era muito medido, muito certo, muito perfeito, muito ótimo, muito nosso.
Tá ficando frio, e eu adoro isso. Adoro o corte dos casacos, e adoro a garôa que molha o cabelo, o licor de um-gole-só, a minha vida pesudo-Bretã que tanto combina com isso. Tá ficando frio, e eu estarei entre os muros de pó-de-ostra, tá frio e mais frio ainda ficou a cidade quando dormiu.
A batida de um pandeiro, as flôres de um jardim, as pessoas na rua, a menina que me esperou na frente do meu serviço e logo me encheu de beijos, tôdas elas florescem e transmutam na canção, tudo isso se faz ávido e presente, mesmo no útero do tempo, tudo isso está bem vivo, tudo isso está aqui, são pedaços que quando inteiriços, se remetem a mulher que é você.
Por favor, entre. A festa é sua, toma uma cerveja, senta e relaxa, deixa eu por um disco que você possa gostar, e esquece o mundo lá fora, ao menos hoje, ao menos agora. Por favor, fique mais um pouco, olhe ao redor, não há maldade, nem nada, apenas o tempo, a sorte, um rumo norte tão incerto quanto tudo... Tão incerto quanto fomos. Tão incerto quando a incerteza de que viver e ser vivo é diferente.
Na verdade, ainda não consegui matar sua essência em mim, tampouco apagar sua supernova do meu Céu, mais ainda de como não sentir saudade da sua risada, dos gritos e da vossa espontânea. Na verdade, tôdos esses textos, essa música, tudo isso são memoriais que crio para você, para cada vez que eu me recordar, me refugiar aqui. Dentro de você que habita dentro de mim.

...Melhor parar, a escrita já ficou estranha.

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