segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Segunda Canção da Estrada.

Primeiramente, vá tomar no cu todos vós que postam cousas e cousas sobre o "Setembro Amarelo". Malditos sejam cada um de vós, degredados que se acham no direito de salvar vidas sendo que nem ouvem a centelha divina de dentro de vós, e malditos sejam vocês que quando ouvem no exercício de serem bons ouvintes, só acabam pondo seu julgamento em volta, e só magoam mais ainda quem tenta se salvar no seu átrio, e não no seu riste. Arietes, caiam sobre eles.
Caiam sobre todos nós, raios de bom senso. De genuinidade, íntegra e veracidade.
Que a menina de cabelos negros, que eu encontrei na estrada, encontre nos passos e na passada do eixão a vontade de ficar mais um pouco. Sorriso largo, voz de quem possui o sentimento e razão em sincronia, pessoa perigosa, vida maravilhosa, o dinheiro nunca tem, mas o Genesis ainda toca na vitrola, o Sá & Guarabyra também, moça barranqueira, quem é teu amor?
Vivemos tempos conturbados, idéias florescendo, e pessoas querendo ajudar as outras de forma impulsiva e maluca, enquanto as flores sobem loucas em primavera, e meu coração pulsa descompassado, procurando aquilo que não mais se nomeia mas se encontra Vivo em todas as coisas boas. Se o tempo é bom, o tempo (não) é ruim, e isso explica tudo, tudo mesmo. Inclusive seus olhos. Eu vou roubar aquele velho navio.
E eu estou ainda bem seguro nesta casa enquanto alguns sonhos perduram, outros morrem, e alguns apenas perduram pela teimosia, restauram o universo em paz. Alunar, manda dizer para aquelas estrelas todas que a vontade ainda existe, mas o medo me prende como sempre, e a vontade de sentir o vento carinhando meu cabelo é as vezes matada, mas as vezes o Sol perdura. Nem tudo é como queremos, mas algunas coisas são piores e outras - graças a Deus - melhores!
Já chegou pra mim de tanta coisa empatando, invadindo, dividindo, deixando minhas raízes soltas por aí, eu quero me pertencer ao meu lugar, gente de peito rasgado, boca seca por cerveja, avida pelo fim de semana e pela alegria sem fim. É a conta do mesmo terço, antes de quebrado, nos dedos de minh'avó.
O terço arrebentado, o show incrível cedido, a desprendição da alma, é tudo a parte mais extasiante do dia que se corre sem perceber, e quando a noite pena, o dia insiste em nascer, e tudo volta ao seu lugar: E o verdadeiro perdura, o falso cai e a modésita deixa de ser qualidade para ser apenas virtude. Das mais belas.

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