quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sem Título #21

Eu, por eu mesmo, não sei dizer muito bem tudo sobre isto. Só sei que tudo isso é terreno, e passageiro, e o que fazemos aqui, colheremos aqui, de uma forma ou outra. De uma determinada forma ou outra o Messias já veio. Na minha concepção, esperar por ele de novo seria muita humildade, ou muita burrice.
Menina, eu não tenho medo. Aguarde os spotlights tardios contarem a história da cadente estrela de quem não teve nada a perder. A pedra bruta contra a terra seca.
Deito-me contra a cama que ainda soma um pouco de mim no travesseiro e cobertor, porque talvez nele encontre a calmaria que perdi logo de manhã, porque no fim eu sei que eu sei que quase ninguém sabe que eu sou um homem ordinário, como qualquer outro. Sei que não sou nenhum nível de Heitor Iga, mas, faço meu melhor (apesar do mau tempo e das inúmeras críticas e cruzes a me petrificar na iconoclastia de amotinado).
Menina, olhe as pessoas, olhe o mundo, e não olhe a mim. Neste mometo, estarei a milhas de ti, só para não te notar o quão cansado estou. Não de nós, não de nós, mas, de mim mesmo. É muito fracasso pra pouca vida, é muito sonho pra pouca esperança, e é muita benção pra pouca desgraça. Sinto saudade da tua cama de solteira, do teu lençol todo desarrumado, e de nós dois sendo um, especificamente, de você, o único ponto de felicidade.
O som da Inglaterra me corrói, e eu acho é bom. A maioria dos sons me lembram tempos e coisas idas que ainda causam um frisson de lembrar, e dentre todas elas, surge teu beijo, e teu amor, que desarmam toda e completamente qualquer tentativa minha de ser esguio a tudo isso, esta cousa que lhes chamam de vida.

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