domingo, 20 de maio de 2012

O Sionita (I)

E, mais uma vez, eu perco uma batalha da qual eu só queria me sagrar o vencedor, sem ferir, sem matar, sem reféns ou prisioneiros. Mais uma vez, na calada da noite me dano, vendo a lua, as estrelas e o Céu cair sobre mim.
Deus está me fazendo pasasr uma provação? É este o meu quilo de sal pessoal? Deus, me perdoe, mas, isso é mais que um quilo, chega a ser uma meia tonelada, se te interesssar bem. Dizem que eu não posso te tratar de mal grado, nem te falar maldades, mas, eu não estou lhe desrespeitando: Pois, se me concheces, e lê minha mente, e sabes de meus atos, e minhas vontades, de que adianta esconder um pensamento que você já sabe? É chover no molhado, Meu Deus.
Estamos indo para o inverno, Deus, e o teu Sol e Céu estão bonitos, mas, está frio, e mais ainda apra mim, então, me faça um cubinho de gelo, para que eu possa apenas me esquentar, quando o calor que eu quero, finalmente estar perto de mim. Ela não está aqui, Deus, e você sabe como isso me dói!
Por quê dói tanto, e parece que a cada dia dói inda mais? Por quê tudo não se estabelece? O que eu tenho que fazer, para ter tudo como antes, para ter a minha vida feliz e boa como antes? Deus Meu, conheces minha dor, minha franqueza, meu fraquejo e minha vontade absoluta de não estar mais aqui. Ajuda-me a, antes de partir, ser gentil, bom, e justo, ajuda-me, a não ter quem me compreenda, mas, que eu compreenda os outros.
Tenho medo de que esteja tudo bem para todos (menos para mim), e que assim siga a roda do mundo girando. Se a roda se mover mais um grau, devo eu me destruir mais ainda? Deus, por quê tem que ser tão díficil? Por quê eu tenho que ter a mente, o método e maneio de pensar como esse? Por quê não me fizestes diferente?
Por quê tu, o Rei dos Reis de Israel, não fazes o que tanto peço. Sei que não me abandonastes, então eu estou aqui, parado no meio do deserto, com pouca água, e clamando por um Oásis. Intercede por mim, Deus, não me deixa só, a pior morte que tem e a própria mágoa, da qual estou cheio até os cacos.
A vida, não existe sem A Rosa, a Rosa esta, que tento buscar em vão no ar, o cheiro d'Ela, e mentalmente sinto os beijos e abraços d'Ela, e até em sonho sinto a concha d'Ela.
Rosa, consegues me ler? Está por aí? Se estiverdes lendo isto, saiba que te amo, e tua falta corrói meu corpo como o câncer que corrói meu pai. Rosa: "Não ter você aqui ao meu lado, me faz sentir um vazio, o qual só você pode preencher." Rosa, volte, eu te imploro, isto está doendo cada vez mais, e a solidão está me fazendo penar entre os muros do Sinédrio; São muitos contra um só. Saiu o Sol, Rosa, vem apear comigo e comer aonde você quiser, e assistir filme de menininhas, e ver a melissa do teu pé. Ao menos, só por hoje, fica e ame. Desvanesço-me de carne e espírito, e rogo-lhe que ouça minha prece, pois, é dessa reza escrita que tiro minhas forças. Fique comigo, e que dana-se o resto. Eu ainda amo você, esei que ainda me amas. E muito.

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