E eu estou sentado, esperando a notícia que não chega para mim, não tem olhos me vendo, mas, existem almas que passeiam. Eu sinto frio, mas, é o tipo de frio que nenhuma blusa pode esquentar, e nem toda cobrerta pode fazer-se no lugar. Sinto frio do meu corpo longe do teu, sinto a vontade de gritar, chorar, quebrar tudo, e me acabar, me finalizar, mas, não posso, não devo, não vou. Tenho que estar em condições apresentáveis quando eu for te oficializar, não é? Afinal, eu estou aqui.
Quando eu era pequeno, menor que agora, eu tinha um crucifixo de prata, mostrando um Jesus magro, pálido-prata, pregado num aço polido e delicado, logo atrás, estava escrito na base do "mastro": Conto contigo. Mas, Deus! Eu era uma criança, no que eu poderia ser um instrumento teu? Deus, hoje eu sou um homem, conhecems minhas vontades, ânsias, algoros e medos, porque hoje, logo hoje, eu tenho que perder meu alicérce?
Por quê hoje, logo hoje, eu tenho que penar tanto, e atravessar um inferno tão puro, que me mahuca, e não me renova, apenas me deixa com cada mais vontade de morrer, ou ir embora de toda essa maluquice de vida? Deus, porque você não mostra seu apreço por mim, e me mata logo? Estamos - ambos os dois - numa queda de braço. Você quer ver o quanto eu aguento, ainda te chamando, e eu quero ver você do meu lado, rezando para que isso acabe logo.
Que o Céu esteja cinza, e a água profunda, meus bolsos estarão cheios de peso, e minha voz será calada, e minha menten fechada. Você venceu, mas, para mim não dá mais. Eu acabarei meus dias como tantos outros acabaram, mas, sem medo, e sem horror, eu sei para onde vou, e o que terei que fazer, conheço os riscos de minha decisão, só espero que isso não afete a vida de ninguém.
Que o Sol inda brilhe, e que aquele friozinho que eu tanto amo, ainda dê seus "ois" batutas e matutinos e aqueça o coração e a alma dos meus, os quais eu tento gosto, e tanto quero bem. Que o Sol batutinha também aqueça ela, cuide dela, e faça ela estar bem, com ou sem eu, afinal, eu não estarei mais aqui, né? Que quando o Sol tocar nela, ela sinta um arrodeio, e sinta meu cafuné, que o ventinho chato, que me corta em navalhete, a faça carinhos, e lhe abrace fortemente, assim como eu fazia, e ela tanto reclamava (e tanto gostava).
E que o resto, Grande Deus, seja apenas resto.
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