Está frio, mais frio está minha alma, mas o coração renuncia ao gélido; Amor, aonde está você? Seria você em personificação a morena mais linda que se encontra com beijos e abraços com outro rapaz agora, ou seria a mais linda menina lotus que olha com aquele boa-pinta no coletivo que te toma até o serviço, ou seria a garôta de lábios macios e olhos invitrados que sente e cacofónicamente se rende aos meus braços? Dá-me mais uma, garçon, e não te alonga de mim da garrafa, de copo maior pra tristeza passar, e deixa a minha sina se perdurar: Desculpa o fone, mas é que sôm ambiente hoje não casa comigo, hoje preciso mais uma vez me reavaliar e me sentir o pior entre todos, e me remoer entre as verdades que êles todos tem. Que me adianta dizer? Mesmo que eu diga, sou culpado de antemão por tudo, e por nada. Quem sabe de mim sou eu, meus guias e minha Mãe Das Candeias, o resto só pressupõe sobre a minha vida tão incrível pra alguns, e tão cansativa pra mim e pros meus ombros.
O samba de roda me cadencia a não dizer nada, a ver a mais amada em qualquer lugar que não esteja ao meu lado, e minha alma geme em ais cadenciados com os agogôs e bateção de mãos, e a lágrima que escorre é seca com a coca e velho barreiro, não existe a dôr, e nem existe o medo da perca, ou a ilusão de que aquêle sorriso tão belo, um dia pôde ter sido meu, e como escapou de mim, não sei, deve ser sina perder o que se (nunca se) conquista (conquistou); E ninguém se importa com a última mesa do último canto do salão, ninguém liga pro São Baden Powell, ninguém liga. Os olhos verdes são meramentes ilustrativos, eu sou apenas um mané, bobo, pierrot de marca maior, o Zé Canjica da multidão. Um só, que cai ante a ávida multidão, ninguém nota, ninguém vê, e no meu auxílio, Cecília me ajuda, Concórdia e Bep me alucinam em um amanhã, e assim vou seguindo. Areia.
Obrigado pela âmpola; Me desculpe pela friza na testa, mas estou me segurando pra não desabar, e se minha tristeza atrapalhar, eu mudo de boteco, mas deixa apenas eu terminar esse traque, e me discorrer em notas e em etílicos, deixa eu não ser nem hoje e nunca mais, porque eu não sei mais o que fazer, e nem de onde tirar mais forças, nem de mais como ser e estar; A água e o vinho desaguaram, e agora não me resta mais nada, apenas o desabafo, a feiúra, essas mãos tão sôfregas e marcadas, esse corpo esguio, amarelado e gordo, e esse sentimento de culpa que tentam pôr em meus ombros, mesmo eu sabendo de minha inocência - cabe a mim renunciar esta caravana, mas meu coração se encontra com a Dulcinéia, e talvez um dia ela olhe para mim e me note, veja o real eu. A benção, São Baden, você que me acompanha nessa luta diária entre vencer e viver, olha por mim daí que eu me lembro de você daqui.
E não se lê nem sente mais o que se dá, tudo é culpa da briga, e talvez como a Leoa disse uma vez; A culpa é minha do mundo, e se eu souber, me acabo em defração, e assim não mais pertubo a mim mesmo, nem a você. E, se você leu isso, me deixe saber, um sinal, um comentário, qualquer coisa. É importante para a manutenção dêste ser humano saber que alguém se importa com êle, escritor mundano que achou um dia poder ser alguém - e olha por nós, Javé, e tende misericórdia de quem nos fere, pois a nossa chaga é missão, e o ariete deles é pedido de ajuda; Mas quem é ferido também necessita de socorro. E urgente.
Minha alma pestaneja, mas o garçon me tráz a conta e eu apenas penso, apenas sinto, e nada falo. Minhas supostas belas palavras são ignóbeis e minha supracitada beleza é tão feia, e eu tão horrendo em mim, como ainda posso me dar o direito de ser feliz? Caio na boca da Nôite Illustrada, e voltar pra Luz não mais. Não adianta, nunca adiantou, e nem vai. Bonzinho só se fode, e sempre vai... Eita que bateu o groove, chamou no ganzá e agora irrompe o sorriso amarelo de satisfação ilusória, e a vida continua, e Deus tá aí, e eu longe de você, e minha alma sofre tanto por você, e você nem imagina como você me faz falta, e o que eu não faria agora para te ver... Cai, levanta, segue o jôgo. Seca a lágrima, lembra do vento, tira esse Lamento aí, esquece esse sôm, troca, põe aquela do Sá, vai melhorar, toma a direita e cai pra casa. Vai ficar tudo bem, como sempre fica. Tá tudo bem, tudo tem que estar bem, tudo vai estar bem. Tudo bem. Lágrimas escorrem. Dorme.
E amanhã, será melhor que hoje (?)
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