quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Respeito.

Eu creio vêemente no sorriso da criança. Me foi dado o ensinamento da matriarca - anciã cheia de rugas, sorriso sem dente e olhar claro e longe, como quem buscasse uma secanja qualquer. Ela me diss que até determinada idade as crianças se mantém em inocência velada, de Deus e dos homens, para logo depois virar um de nós.
Nós, homens do degredo, da classe trabalhadora que choramos de alegria pelo aumento salarial obrigatório, pela mulher bonita que passa na rua, quando nosso chefe falta, ou quando achamos cinco reais perdido em nossos bolsos. Um dia fomos inocentes da maldade, da separação, da política, da religião e do bem e do mal. Depois, nos foi ensinado o dissernimento ao longo do que nossa família vive: Alguns cristãos, outros pagões, coisa que no começo da perca da inocência, não se faz diferente; Mas o que se passa é que hoje vivemos uma era de lutas, em que se faz necessário brigar não por um lado, nem por uma verdade. Ambos os lados são corroídos, e cada um tem sua verdade, acontece que de ante-mão vem a falta de respeito, cousa que não se deveria nunca ocorrer.
Eu, Marcus Queiroz, 23, Áries e Corinthiano, fui criado em berço humilde, num conjunto habitacional num bairro humilde da zona leste de São Paulo, aprendi a ter respeito, respeitar, e exigir o respeito pelo que penso e creio - e tão somente nisso. A falta da consideração sobre o sentimento e vida alheio é violento e sagaz, podendo até causar morte, ou o pior: Isolamento.
Tribos, etnias, religiões, partidos políticos, e tantas outras subdivisões existem para pessoas que querem encontrar tantas outras no mundo, afinal, ninguém está só no mundo, de uma forma ou outra. Mas cai por terra quando alguns grupos se incomodam com outros, e se atacam, se mutilam, não por querer mais mostrar quem é o certo, ou quem é o melhor, mas sim pelo fato da ofensa gratuita e pela falta (dele mesmo, mais uma vez, comigo, no côro:) do respeito.
Eu não sou obrigado a concordar com mil cousas, mas as respeito. Não concordo com palmeirenses, mas os respeito, e tenho amigos alviverdes. Não sou obrigado a concordar com o axé, mas respeito, e tenho grãs amigos que levantam a mãozinha e dão uma rodadinha.
Entenda: O que outro vai fazer da vida dele, não vai interferir na sua. Cada um é senhor do seu destino, da sua vida, cada um tem o direito de fazer o que quiser, desde que (óbvio) não ofenda ninguém, cause injúria ou dano físico em outrém.
A vida, leitor/leitora, é muito mais do que ficar brigando pelo que se acredita. Vai por mim...

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