domingo, 18 de agosto de 2013

O Vento.

Tudo é eterno, único, forte e mítico, a partir do momento que você queira que determinada coisa dê certo, evolua e prossiga caminhando; Assim como determinadas cousas, outros sentimentos, ações e falas nossas, que as vezes não tem um significado concreto, mas, no nosso inconsciente, valeram o sono bem dormido, mas, enfim...Tudo pode ser imortal, desde que tenhamos a certeza de como eternizar, de como o fazer ser o que queremos.
Pai, esteja comigo o tempo que pude, mas, fique. Qu'a estrela que brilhe mais alto no Céu seja a tua, e que minha oração chegue até você; Ajuda teu filho, e olha por ele quando a onda turvar contra o barco. Não deixa acontecer, e barra toda a negatividade; Esteja com Deus e Nossa Senhora, e me livre de toda a maldade e revés. Me ensina a ser menos cabeça dura, eu não quero perder mais nada.
Muitas pessoas dizem coisas, muitas pessoas falam coisas, muitas pessoas forçam, e você é você. Você me abraça, sorri, beija, puxa, força, empurra, turva, geme, prende, solta, leva, trás, coloca, retira, diz, pede, faz, chora, conta, suspira, e se entrega. E eu te amo. E muitos são muitos, e você é você. Muitos não são você. E eu sou mais você do que muitos, e mais você do que eu. Você é o que eu quero. Tudo há de dar certo, e você há de estar em minha essência em todos os poros e lugares do mundo.
Byrdie, em algum lugar, nós nos perdemos, ou eu me perdi, ou me desafinei da tua entoação vocal. Só que alguns de nós nos deixam ser encontrados e resgatados, outros permanecem-se perdidos por querer assim. Deixa eu ser o vento, e ir até você; Ou vira você o vento e vem até mim, ou sejamos nós dois um vento, e façamos nossa tormenta, nosso ciclone mais inflado, nossa torrente mais bonita e ébria! Ama-me, como amo-te, devotadamente, legalmente, subitamente, letalmente, desesperadamente - e não menos importante - unicamente. Entrega-te, põe, pesa e deita teu corpo contra o meu e se rende ao meu cafuné e ao meu beijo de humilde, e forte gosto. Seja minha.
Vento, venteia minha cabeça, funga em meu pescoço, beija minha boca e limpa minha alma; Pois em ti sinto o cheiro dela. Que as asas da Minha Byrdie estejam sobre esse vento, e se aprumem e apeiem em mim por uma longa estadia.

domingo, 11 de agosto de 2013

Canto Da Verônica. (I)

"O que é meu está em você, filhão." 
Meu braço, meu riso, minha alma e minha música estão na ponta da faca, estão no riso da criança, no vento frio, na maldade e no raio de luz que Deus põe sob nossas cabeças. Meu amor se encontra esparramado nos esgotos da cidade, sobre os pés de inúmeras pessoas, sobre o olhar de inquisidores que esperam falhas e faltas, e de pessoas que nunca o mereceram (ou eu nunca as mereci, vai saber). E meu coração, deve estar penando em algum lugar, com uma linda mulher negra de laço na cabeça e suspensório, se alguém o encontrar, favor me dizer como ele está e se ele ainda aguenta moer mais um pouquinho.
"Ô Maria!"
Está chovendo. E a chuva vai molhar alguém. Que outrora caíra toda molhada nos braços meus. Não é verdade, mal pode ser. Silêncio, vá embora, me deixa, sem perdão. Mas, me desculpem meus amigos, gente! Eu estou confuso e triste, e até desgastado. Mas, a vida incrivelmente forja seus grilhões em mim e me faz mais uma vez um escravo de agosto, me fazendo dobrar os joelhos contra minha vontade e assistir na primeira fila do Leviatã comendo meus sonhos, planos, verdades e concretizações. 
"Se você quiser alguém, pra ser só seu;
É só não se esquecer, estarei aqui..."

Sinto falta do meu velho, poder ligar pra ele, e falar com ele. Se eu, um maldito, desgraçado, fudido, desgarrado, desajustado, sangrado e excluído contasse todas as coisas, e pedisse por ajuda, ele iria me ajudar, ele estaria aqui por mim, ele me motivaria a continuar, ele me daria aquele gás enérgico, me abraçaria, beijaria a testa, e se eu seguisse os conselhos dele, daria tudo certo. Como sempre deu. Sei no fundo de mim que ele sabe, só que ele não vem, não ajuda, como se estivesse contido e preso em algum tipo de dimensão cósmica. Imagine perder a única pessoa com quem você poderia conversar de igual pra igual, e que não lhe censura, mede, fala, interrompe, e ainda continua lhe amando. Esse era o meu pai. Tenho receio de ser um décimo do maravilhoso homem que ele foi. Porque apesar de tudo - creia em mim, leitor - aquele canalha foi o melhor pai do mundo. E ainda é.
Eu vejo um brumeio muito denso e espesso na minha frente, como se o Céu descesse sobre mim, ou eu me crescesse como um Anjo ou Santo Guerreiro e subisse até as nuvens. E eu não consigo ver nada a fronte ou aos lados, apenas sinto que qualquer hora um golpe será desferido - Não que eles já o foram - para acabar com todo o resto do meu castelo. 
Fui iludido na minha vida. Fui trocado, embalado, enrolado, traído, jogado, disputado, menosprezado, extorquido, cantado, matado e surrupiado. Não consigo sorrir, porque tenho mágoas demais, e qualquer coisa que o vejo não me contenta, eu quero a verdadeira felicidade, e não um motivo fútil para sorrir. 
"Ai! Se eu pudesse, fazer flores e estrelas;
Eu conquistaria você; Moça..."
Eu quero ir em lugares aonde me sinta bem, e não aonde fico com falta de ar. Eu quero poder conseguir agradar quem está do meu lado, e quero poder mostrar minha cara sem se preocupar com o tabefe que ela vai levar. Eu tô cansado de levar pedras, e é por isso que eu vivia isolado em meu Ibi. De onde eu venho, é sensato ficar isolado, porque assim nem você, e nem ninguém se machuca. Eu só queria fazer ela feliz, eu só não queria ter cíumes dela, eu só queria que ela notasse que apesar de trabalhar como um cão, e estar morrendo de dor de cabeça e falta de ar, eu tava ali, dançando com ela, e tentando proteger ela, eu só queria não querer tanto, eu só queria menos do mundo e menos ainda de mim. Eu queria cair numa cova funda e morrer, porque assim talvez eu teria mais crédito com muita gente, afinal: Quem morre vira santo. 
Se as pessoas não sentem sua falta, não corra atrás, deixem elas virem. Pode demorar, mas, elas vem. E vem de joelho dobrado, pedindo perdão, e se avergonhando por todas as injúrias. Não é história, é lição: Isso já me aconteceu. E meu pai me avisou que voltariam, e só dependeria de mim o próximo passo, e até agora eu fui feliz. Eu como do boteco sujo, eu ando esfarrapado, gosto do frio, falo com mendigos, rezo a Ave-Maria dos malditos, e ouço tudo o que malvadeza da boca das pessoas. Eu sou da miséria, e na miséria vocês querem que eu fique. E eu ficarei, estarei sentado no banco da Sé, com a cabeça em pé, aguardando a punch-line final - Ou de Deus, ou de vocês - como quem aguarda uma nova fornada de pães. Ansiosamente.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Byrdie (II)

Deita minha cabeça na grama, ou no teu colo. Ou o teu ventre seco ou a grama serão meu travesseiro, apenas depende de ti. Entre pela porta, e não saia, fique o tempo que você achar bem necessário e cuide deste coração que agora é teu.
Olha nos meus olhos e tange o branco de vermelho, ou ao menos profere alguma palavra que muda toda a situação. Tire o medo e dê a certeza de que o que tento tanto lhe dar sem sucesso algum, é o que mais quero de ti. Não porque quero por comodidade, por estorvo, ou por troca fea de câmbio, muito pelo contrário. Quero pelo dom de te amar, querer e ser por ti bem aventurado.
Saiba que quero mais de ti. Quero seus beijos, seus olhares, sua vida, seus abraços, amassos, segredos, verdades e todos os afãs que estiverem propensos a estar entre nós, quero tudo que possa ser emanado e vindo de ti, porque é a ti que quero, e não a ninguém mais.
Pode se ter 40 mulheres. Quais das 40 iria fazer um bolo de limão, cafuné, pegar metrô comigo na hora do rush, e estar comigo nos dias bons e ruins como você, Byrdie? Quantas delas "Keep the Faith" como você faz comigo? Quantas dançariam Al Green comigo? Quantas seriam metade do que você é? Quantas tem o teu beijo?
Olha nos meus olhos, e vede quanta coisa tenho comigo. O material é medido, mas, o que se encontra minha mente, espírito e falar, não se é. Vem comigo, amada minha, e abra todas essas janelas deste quarto, deixando a luz do Sol tocar seu corpo e brincar de esquentar você enquanto todos os dias correm no tempo, e correm ao nosso favor.
Deita-se cama, e apoia-se e mim, faz o que quiseres, põe tuas coxas entre minhas coxas, e brinda a nós dois com o teu sorriso, põe-se acima de mim, se fixe, e volte em mim, se entrelace, percalce, ria, suspire, e chame meu nome. Diga que (me) quer.
Estou atado e posto em teu altar, sou teu cordeiro, pronto ao teu estadio, sem medo algum do que venha acontecer. Só peço que se vier, que venha como nunca se veio antes, e que faça meu Céu tenha outra cor, mas, se for para o barco virar, que me avise antes que eu caia num mar aonde não sei nadar.