terça-feira, 25 de junho de 2013

Transe.

O Céu está lindo hoje;
E o seu sorriso mais ainda;
O sofá será pouco para nós, Byrdie.
Incandeia, ascende, pulsa e dobra.
Cada um em seu ápice,
cada momento se eternizando no hall,
e assim seguimos o sinuoso e lindo caminho do "nós".
No seu café eu acordo, agito, e fico aceso,
e você na minha calmaria se rende, desarma, entrega.
Cada um de nós dois deixamos cair nossa armadura;
Canela mescla com o leite, faz um cappucino gostoso,
No meu peito toca uma música que só você ouve,
enquanto eu carinho seu cabelo e lhe falo do mundo,
é quando o dois se torna um e funde no amor,
o que a maldade tenta desgranhar em tempo normal,
e quando fala no pé-do-ouvido, como tanto me quer mais,
é o tanto que tenho tentado, estar mais em ti.
E te vejo, lindamente, como quem posa para uma foto,
com o busto preparado, riso debochado, pernas precisamente anguladas,
e de repente, você me beija, e me desarma para começar a amar de novo.
Só mais uma, só mais duas, só dessa vez,
seu cheiro está em mim, sua face virou uma foto na minha mente,
e eu me perco no seu infinito, e dele não saio tão cedo,
seu corpo é um disco sem riscos e nunca ouvido,
que eu faço questão de poder ouvir e tocar.
Nossas roupas se perdem umas com as outras,
e nosso riso se funde com nossa história,
deixamos o hoje para ontem, para viver o agora.
Só mais vinte, só mais um, só mais nove.
Hoje é eu e você, e mais ninguém.
E nem nada.

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