sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Vôo da Byrdie.

Eu tinha um pássaro. E ele voou para longe. E eu não o vejo mais.
Eu tinha um pássaro, e eu não o prendi na gaiola por aquela linda canária ser do mundo, e não minha. E por isso, ela foi embora. Toda a noite pesa nas minhas costas mais uma vez, e mais uma vez eu sinto um pesar de uma sina sem compreensão integral: A do caminho de um só. Sem amigos, sem amor, sem cachorro, nem  nada. O pássaro me jurou lealdade, lealdade que a dei, e não recebi. E isto dói. A Byrdie, de tantos estilos, palavras, jeitos e faceiros, não deu por valer-se no que lhe pedi. E mais uma vez eu tombo.
Logo, quando dei por mim, o canto daquela canária não encantava mais, e suas prumagens apareciam cada vez mais longe, num vôo mais demorado e distante, até sumir por adentro do horizonte.
Eu jurava algum dia a mim mesmo ser feliz; Nem que isso custasse minha cabeça. E vejo que nem se botasse minha cabeça a tal mister, eu conseguiria ter essa situação. Minhas felicidades são momentâneas e sub-divididas e agrupadas em níveis de sinceridade, momento, e pessoas. 
Nunca tive algo que durasse 100% de mim e me desse total alegria, conforto e satisfação (como exceção da Mãe Música). Tudo de repente some, desabrocha, foge, briga, rompe, trai, renega, ou ignora. E nisso continuo a labuta diária de um Sionismo infinito.
Não tenho mais vontade de sair na rua, nem de ver o poente do Sol no alto da São João. Meus amigos moram na minha cabeça, e perco a cada dia a vontade de continuar brigando por um futuro, brigando por alguém, brigando pela felicidade, e por tudo. 
Sou totalmente grato e humilde a Deus por tudo que me tenho nas mãos e dependências, porém, rezo muito para que a barca vire, e eu morra afogado no veneno de tudo aquilo que um dia pode me fazer "bem".
Estou cansado. 
Muito cansado de tudo isso e todas as pessoas. Quando meus pés semi-cansados vão encontrar pés semi-cansados também, e descansar com eles? Quando eu vou poder conversar de igual pra igual, olhando no olho? Quando vou beijar a doce boca tão esperada e prometida pelas Síbilas? Quando eu irei ter algo de que me orgulhe por ter participado? Quando poderei ter (novamente) a vontade de gritar ao mundo um "Obrigado" por tudo que ele me ofereceu? Quando eu poderei ter bons amigos de novo, e não essas ovelhas tão desgranhadas e soltas como eu? Quando eu vou poder ir ver meu pai e jogar tudo isso pro alto?

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