domingo, 12 de maio de 2013

Carta Para Depois.

Moça, somos como o trigo. Quem anda comigo, e quem está comigo, é como o trigo.
Tudo o que se apeia com o vento, vem de ti, e eu sinto isso, sabe? Hoje, sentado na grama fresca, molhando os pés semi-cansados, eu senti teu teu abraço, teu beijo, e o teu amor. Sei que não foi acaso, ou em vão, você estava comigo, assim como esteve a todo momento e eu tolamente não notei antes.
Seu sorriso, seu abraço, sua fortaleza, seus seios, seu cafuné na cabeça, seu amasso, seu beijo, seus olhos, suas pernas, sua voz  no meu ouvido, seu aperto e quando você me olha meio que assustada e feliz dizendo: Que quer que o dia aviesse logo para poder curtir mais e mais comigo. Parecia ser tão óbvio; Você ser o meu destino.
Moça, não estou preocupado. Eu estou barbudo, feio, burro, bobo, e corinthiano, mas, não preocupado, pois sei que logo mais você vai estar vindo por aqui, cruzando meu caminho com o teu, e nós vamos estar curtindo um domingo de Sol, comendo uma feijoada juntos, ouvindo discos, ou apenas andando no Brumeio, em plano Lgo. de São Bento. É sério! Tô aqui te esperando, e sei que seus sinais andam cada vez mais claros e rápidos, então, não mais me preoucupo.
Moça, fico eu aqui doido num aperreio sem limites querendo sentir a sua pele de canela fazendo um contra-tom na minha. Quero ver tua boca na minha, quero ver você dançando comigo, quero ver você gritando comigo, quero ver você me beijando a boca toda louca, quero ver você ficar corada quando eu tirar meu casaco de 5/6 quando eu lhe cobrir as costas, e quando eu beijar sua testa, e dizer como você é linda e especial. Quero ver você se emocionar, vendo que já fiz tudo isso com você aí no futuro, e ler e ver que planejo estar contigo desde agora, desde que tô sozinho no vão oco do universo...
Mais Moça! Somos como o trigo. Quem tem força para amar, tem força para suportar e força para viver o jogo dos dias. Eu lhe dou o riso dessa boca linda e carnuda quando seu choro desabrota, e eu lhe dou a Rosa dos Dias. Lhe dou meu carinho, e minha palavra. Assim como quando me (re) encontro inúmeras vezes no abismo do universo, você me retira de lá, e me atira no seu colo, e me põe no meio de um abraço tão forte, que até minha alma se alarma, e perde a calma e num frisson quer se unir a você.
Eu ando cuidando de mim, vivendo por mim, me amando e me querendo. Enquanto você não vier, eu vou ficar aqui por mim mesmo, porque eu quero agora minhas camisas, e minhas coisas, para quando você vier com esse seu sorriso, esse seu piercing, sorriso e charme, eu me avoar logo ao teu terreno, sem ter medo algum de não ser maneiro o suficiente ou inferior o suficiente. Então estou me nivelando para você ver que eu estou pareado a ti, e quero ter meus planos junto a ti, crescer e me enraízar com você, nossos agogôs e atabaques, nossas rezas, nosso Corinthians, e nossa história, nossa música mais ouvida, nosso segredo mais sacro.
De que adianta ser como o trigo num mundo tão cruel? Ter força, a fé, esperança, e você ao meu lado. Escrevo daqui do passado, para que você aí no futuro leia o que eu sinto agora, sabendo que você está chegando, cada vez mais. Não vou rir e tampouco suspirar, são minhas palavras, apenas bobas palavras, mas, neste agora (futuro) eu vou estar deitado no teu colo, tocando minha gaita, e você vai ler isso, e rindo meio que boba, e se perguntando por quê, vai se virar e me beijar, e daí eu vejo o amor nascer de novo, e nós dois no caminho do Um, sabe por quê, futura? Porque somos como o trigo.

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