Tantas vezes eu lhe procurei, em vão. Tantas vezes eu ainda te procuro tolamente, sem saber que o seu Céu agora tem outra cor, outra dimensão, hoje quando eu me enfiar no mar de cobertores e edredons, e vou querer dormir em paz, morrer em paz por alguns segundos, e rezar que ao menos neste instante - Neste doce, meigo e amável instante - Deus me traga você em forma de chuva, frio, ilusão ou qualquer outra coisa que me valha. Eu te procuro, você não percebe que há tanto te quero e te sinto em vontade?
Na música eu me consolo por instantes - pequenos tempos - para perto de ti; Doce ilusão, porque tudo dura muito tempo perante 4, 5 minutos. Mesmo se fosse uma música de alguma música de alguma banda de rock progressivo dos 70, não adiantaria nada e nem me funcionaria de modo algum, de algum modo, sinto que você logo logo já se vai sumir. É um fato consumado saber que tudo é temporário, desde como nossa travessia, até a vontade de estar contigo até te perder em menos tempo que comer um pacote de bolacha. Foi fácil te conhecer, mais fácil te perder.
Nos espaços vagos do Céu eu procuro por você, e olho em tudo ao meu redor. Ninguém vem, e ninguém vai estar. Será que eu voltei aos meus dias de Sionita? Padeço em cada rua, esvaneço em cada segundo, e vejo que a cada segundo me transformo em uma ilha: longe, distante, secular e oceânico. Me perco de tudo e de todos, ou todos se perdem e se desencontram de mim? Quantos dias eu caí pelos de fé e foram poucos os de fé que caíram comigo...Não vou me abater nem me resignar de nada, sabe?
Ando me desligando de inúmeras coisas, pensando no dobro, e rezando pelo triplo. O demônio está em minha porta, mas Deus está em mim. No meu ser. Quanto mais eu me solto e desprendo de tudo para te ver, te ouvir, te falar, te seguir e te sentir, é quando sinto, e vejo quantas amarras me seguram: Se eu fosse lhe dizer que te amo, você sentiria no abraço eu dizer isso enquanto beijo seu pescoço, ou quando digo, quase que me punindo, entre-dentes trincando: "Eu gosto muito de você." Você não notaria, você não saberia, mas, eu mesmo assim o disse, e tirei de mim trinta pedras, e hoje estou bem. Mas, de que importa, você não notou, e nem ouviu tudo o que eu disse/fiz. É tudo um grande óbvio no integral.
A vida incrívelmente continua a cada sopro, a cada dizer, a cada riso seu que eu lhe pedir, a cada vontade doida e incrível de te desgarrar num abraço meu, e a cada estadia tua. Me perdoa, mas, hoje eu sou uma ilha, porém quando eu voltar ao continente, você me recepcionaria com um abraço, um beijo, e um "como foi seus dias de Sionita?".
Nenhum comentário:
Postar um comentário