Pessoa, o Sol está gostoso hoje. Até parece que nessa quentura ele está tentando imitar o teu abraço, o teu sentir, o teu carinho tão acolhedor e inebriante, sabe? Aposto que até mesmo que o Sol está lhe copiando, e ouso dizer que com sucesso...
...Os sinos das igrejas dobram-se em nove tempos; Você já consegue os identificar? Ao menos em dois tempos? Você já olhou a nuvem cobrindo o Céu e imaginou como deve ser a vista de lá de cima para aqui embaixo? Eu acho que não, ás vezes eu acredito que só eu penso nessas asneiras e fico achando a vida engraçada.
Antigamente eu costumava criticar, agora eu penso, e depois critico. É minha condição humana, e me faz ser assim; O que que se há de fazer? Sei apenas que falo do que tenho certeza, boto a risca medidas que conheço, e sei que nada é por acaso e tudo tem um motivo e um porque no universo. Nada é "por acaso" ou "sem querer". Tudo tem uma razão, e se não sabemos, é porque não é da nostra conta, ou é um dos incríveis e maravilhosos mistérios velados e guardados de Deus.
Imagino a rua: Postes antigos, calçada reformada, asfalto recapiado, mendigos dormindo, Céu quase absorvido pelos vidros filmados dos prédios, e uns tons de cinza que até entontecem o meu olhar de tão lindo. Imagino que muitos dos meus antigos passaram por ali: Fecho os olhos, respiro, uma pequena passagem, oração, sorriso, amém. Está tudo bem.
Ando a rua, o vento bate, casaco fechado, três ventas abertas na manga, impede o suor, está tudo ótimo. Mate gelado nas mãos, não temo mal algum, Deus está do meu lado, e você está em meu coração; Hoje eu estou só no físico, mas, ando acompanhado no astral, e no sentimento, fui arrebato; Quando houver mais notícias, eu lhe comunico.
Andando pelas mesmas ruas, eu vejo tanto, eu sinto tanto, conheço tanto, pratico tanto, tanto na casa do tanto, que até me emputece em re-escrever esta palavra tantas vezes. A minha raíz é paulista, então, nada mais justo de conhecer ela em cada alameda, rua, esquina, igreja, arrimo e ponte que há nesta cidade, meu coração é grafado em números romanos. MXMXXXII - Eternamente.
A cada história que aprendi com meu velho, a cada lugar que meu vô já esteve, a cada tombo que algum cívico ou herói deu nestas ruas, é preciso dar o reconhecimento. Não tenho heróis os mártires na minha família, apenas cívicos, mas, eles sabem mais deste Centro Velho e fétido que eu tanto amo, do que inúmeros "filhos de 32" ou amados e queridos "veteranos". Um veterano sabe aonde eu posso comer um pastel de queijo a R$ 1,75 no Centro de onde dê pra ver o Sol e as nuvens? Não? Logo vi, mas, eu sei aonde...
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