Quado meus olhos se fecharem, eu quero adormecer, na certeza segura e amarrada que eu irei ter você nos meus sonhos, nos meus dias de "morto", nos meus segundos em que estou do outro lado da consciência, eu quero ter você na minha vida, novamente. Ter seu colo, seu afago, andar com você, ouvir da tua voz e sentir teu calor e ver tudo aquilo que hoje eu carrego na memória, como um script doido de algum ator mal-definido de escola teatral de várzea.
Hoje senti tua falta ao meu lado, e isso doeu mais do que qualquer outra coisa no universo. Vi, de repente, flashs de nós dois por aí, mais, logo vi que era inútil, talvez você nunca mais quisesse ter comigo, e a vida começasse a ser essa monótona e grande bosta. Aonde estavam as piadas, o houmour, o veneno, e os trocadilhos insanos e complementares ao scenário? Não existem mais...
Se comparada a minha dor com a dor do Mestre, sei que ela não valeu nada. E nem há de valer. Perdi você, mais, Deus perde seu Filho para nos curar, nos livrar, nos amar. Seria lindo sentir seu perfume de novo impregnado na minha blusa depois de te abraçar. Seria pedir demais ganhar mais um abraço seu? Perante Deus nada é impossível, e peço a quem ouve meu canto torto, e lê minha linha mal-feita que digas sim ao meu apelo; Venhas até mim. Só mais uma vez. Uma última e única vez. Isso me faria te carregar até os confins da imortalidade da minha alma, se bem que sabendo que um dia nos encontraremos, isso me conforta, mais, o agora, é o que me importa, e neste agora, necessitava de ti, e do teu apelo as maldades do mundo. Veneno.
"Se cuida, fica bem e fica com Deus, tenha um bom sonho, e juízo e veneno. Firme o ponto."
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