sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O Casal Da Estrada.

Antes do último sinete tocar, eu estarei lá, juro que estarei.
Estarei acima do meu baio branco, com a lança no ombro;
Olhando para o horizonte, e sentindo uma satisfação:
"Eu sou um vencedor, e merecedor de tudo o que tenho".
Correrei pelos campos de trigo, e por toda a relva,
descerei até colher a mais bela das rosas amarelas, para enfeitar teu rosto.
A colocarei prendendo entre teu cabelo e tua orelha;
Olharei em teu rosto, e verei a face mais linda que Deus fez:
Sem lhe dizer nada, vou lhe beijar, um beijo infantil, até:
Não te contas até dez, lhe digo: Me ame também.
E se vier, suba no meu cavalo, e tome da minha veste,
Esteja comigo no lado alvi-negro da força, no time do povo,
lhe protegerei do frio e da sujeira que nos rodeia,
todos os dias, farei uma oração para guardar nosso amor,
lhe beijarei cada poro de tua pele;
E adorarei cada movimento do corpo - máquina perfeita, sem erro fractal.
Lhe cobrirei a noite com a coberta mais quente possível;
E farei o Céu de estrelas ser pária para tua beleza, e graça.
Farei uma bandeira, baluarte, corça e pendão para ti,
e n'Ele estará a marca do Rei da Estrada, o abridor de caminhos, nosso pai.
Nosso caminho estará cada vez mais entrelaçado;
E, quando não tiver mais fim, será no infinito que ficaremos;
E no alto da nossa vida, olharemos um ao outro e diremos:
"Obrigado por tudo".
Mais, sabe qual é a minha fossa?
É que eu já começo a dizer o obrigado desde agora a ti,
e nesse desatino de tempo nem sentes, nem vê.

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