terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Frio de Dezembro.

Está muito quente;
Mais, não é seu calor,
nem o calor de Deus,
nem o calor da felicidade.
É só o calor, que esquenta meu corpo por si só.
Você está longe de mim,
e em teu pescoço, usa Nossa Senhora;
Que poderia ouvir minha graça, e te trazer pra mim,
eu daria até a medida do Bonfim em troca;
Colocaria o pendão do Senhor Morto na minha janela;
Mas, você já está aqui,
além de dentro de mim, está na minha alma,
mas, isto não me basta, sabe?
Me ponho, a descolar palavras,
e colocar elas nestes versejos tristes;
Mas, você não os lê,
e se os lê, sente apenas a alma tocada; Ledo engano.
Eu não quero te emocionar, ou te tocar a alma:
Quero minha letragem viva; E mais além:
Quero que a envolva nos teus braços;
Tome prumeio, e guarde, e cantigue-a.
Segura-a; mais, toma prumeio e tento! Pois é teu;
Toma cuidado por segurar este músculo em frangalhos;
Pois, ele ainda bate e bombeia, e quando o sente que está em suas mãos;
Menina, ele nem quer saber de nada;
Só quer ficar na tua presença,
e longe de ti se sabota;
Pede-se para se aperrear.

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