Se você ler, por favor, me dê um sinal de que ainda lê o que eu escrevo, ainda toma partido de minhas letras, e sabe da verdade que sublinho aqui. Se ainda amas este ofício que faço por ti, por favor, deixa-me a par disto. É muito importante, Rosa, saber qual é o melhor caminho para chegar até você (once again).
Eu gosto do frio, da chuva, do vento, e do trovão. Gosto de andar
do metrô, e dos chacoalhares e faíscas do trem contra o fio aonde ele
encosta para tomar pulso. Eu gosto de música, desde que seja música, com
sentido e comoção, que me faça sentir vivo, assim como me sentir vivo
quando estou contigo. Se a música fosse uma mulher, ela seria você; Sem
tirar e nem por. Eu gosto do Habib's, Burger King, Mc Donald's, Pastel
de Queijo, e da comida da sua mãe. Eu gosto do seu arroz, do seu suco, e
do seu brigadeiro com pedacinhos durinhos.
Eu gosto, quando você tira a
sua meia só para esquentar o seu pé no meu, ou quando você tira os
gatos de perto, só para ficarmos eu e você num momento íntimo, aonde só
Deus pode parar.
Eu rezo para que a esperança não morra, e os poucos fios que estejam em mim, conectados a você, logo voltem, e façam a nossa conexão estar linda e hiperativa - como sempre foi, como sempre será. Logo mais, estaremos juntos no estio. E eu serei o Outono de novo. Eu gosto dos meus vinis, dos meus instrumentos, das minhas camisas, do Quasar que você me deu, gosto de andar no centro da cidade quando tá frio, ou garoando bem de levinho, e gosto de sair com você, e te segurar pela mão ou pela cintura, pra mostrar que você é Minha, e que neste ventre seco, logo mais, daqui há alguns tempos, haverão de estar os bebês mais lindos, e abeçoados que um dia este lugar já viu. Eu Amo Você. E, sim, eu acordarei no meio da noite, para pegar eles e levar até você. É compreensível até isto. Com uma mãezona dessas, até eu queria dormir ouvindo o seu batimento cardíaco.
Eu vejo o Sol, e ele desponta em desespero, como se anunciasse um fim, ou algum tipo de desejo. Eu vejo também as estrelas, e elas brilham sem dizer porque, para quê, com o quê. As estrelas são pequenas faíscas de seu brilho solto no ar, e teu riso, é mais branco e claroso que um atrovejo de um raio na Terra Seca. Quisera eu ser atingido por este raio, ou simplesmente morrer no meio desta tempestade, Pequena. Sinto uma vontade muito grade de morrer, e dar cabo de tudo isto - Devo eu deixar a caravana?, me questiono, quase sempre. -, Quisera eu te deixar livre de mim, e assim te dar a maior prova de amor do mundo: Tua libertação de mim, e te mostrar que eu fico bem, feliz, e ótimo sem você.
Mas, não, não o fico, não o faço, não me é bem. Pequena, Pequena, você irá voltar para mim num clarão? Ou quando eu menos esperar, você há de voltar pedindo logo o muito e o sempre? Minha Rosa, eu estou morrendo, creia em mim, e eu só gostaria de des-definhar com uma única pessoa, e te sabes quem é. Ultimamente ando-me muito pálido, olhos sem muito brilho, e um riso fechado. Rosa! Tiraram minha alegria, e nada mais posso fazer, a não ser me desesperar, e rezar para que não seja tarde demais. Rosa, eu não quero nunca perder você.
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