quinta-feira, 28 de junho de 2012

Granada.

"Filha do Rei De Sião, não maneie mais tua cabeça para baixo, comece, gradativamente a subi-lá e veja, que do longicuo horizonte voltará teu homem, que antes era apenas um amante juvenil. Ele estará preparado, armado, ungido, e feito para ser teu do amor até o caos."

Se você ler, por favor, me dê um sinal de que ainda lê o que eu escrevo, ainda toma partido de minhas letras, e sabe da verdade que sublinho aqui. Se ainda amas este ofício que faço por ti, por favor, deixa-me a par disto. É muito importante, Rosa, saber qual é o melhor caminho para chegar até você (once again).
Eu gosto do frio, da chuva, do vento, e do trovão. Gosto de andar do metrô, e dos chacoalhares e faíscas do trem contra o fio aonde ele encosta para tomar pulso. Eu gosto de música, desde que seja música, com sentido e comoção, que me faça sentir vivo, assim como me sentir vivo quando estou contigo. Se a música fosse uma mulher, ela seria você; Sem tirar e nem por. Eu gosto do Habib's, Burger King, Mc Donald's, Pastel de Queijo, e da comida da sua mãe. Eu gosto do seu arroz, do seu suco, e do seu brigadeiro com pedacinhos durinhos.
Eu gosto, quando você tira a sua meia só para esquentar o seu pé no meu, ou quando você tira os gatos de perto, só para ficarmos eu e você num momento íntimo, aonde só Deus pode parar.
Eu rezo para que a esperança não morra, e os poucos fios que estejam em mim, conectados a você, logo voltem, e façam a nossa conexão estar linda e hiperativa - como sempre foi, como sempre será. Logo mais, estaremos juntos no estio. E eu serei o Outono de novo.
Eu gosto dos meus vinis, dos meus instrumentos, das minhas camisas, do Quasar que você me deu, gosto de andar no centro da cidade quando tá frio, ou garoando bem de levinho, e gosto de sair com você, e te segurar pela mão ou pela cintura, pra mostrar que você é Minha, e que neste ventre seco, logo mais, daqui há alguns tempos, haverão de estar os bebês mais lindos, e abeçoados que um dia este lugar já viu. Eu Amo Você. E, sim, eu acordarei no meio da noite, para pegar eles e levar até você. É compreensível até isto. Com uma mãezona dessas, até eu queria dormir ouvindo o seu batimento cardíaco.
Eu vejo o Sol, e ele desponta em desespero, como se anunciasse um fim, ou algum tipo de desejo. Eu vejo também as estrelas, e elas brilham sem dizer porque, para quê, com o quê. As estrelas são pequenas faíscas de seu brilho solto no ar, e teu riso, é mais branco e claroso que um atrovejo de um raio na Terra Seca. Quisera eu ser atingido por este raio, ou simplesmente morrer no meio desta tempestade, Pequena. Sinto uma vontade muito grade de morrer, e dar cabo de tudo isto - Devo eu deixar a caravana?, me questiono, quase sempre. -, Quisera eu te deixar livre de mim, e assim te dar a maior prova de amor do mundo: Tua libertação de mim, e te mostrar que eu fico bem, feliz, e ótimo sem você.
Mas, não, não o fico, não o faço, não me é bem. Pequena, Pequena, você irá voltar para mim num clarão? Ou quando eu menos esperar, você há de voltar pedindo logo o muito e o sempre? Minha Rosa, eu estou morrendo, creia em mim, e eu só gostaria de des-definhar com uma única pessoa, e te sabes quem é. Ultimamente ando-me muito pálido, olhos sem muito brilho, e um riso fechado. Rosa! Tiraram minha alegria, e nada mais posso fazer, a não ser me desesperar, e rezar para que não seja tarde demais. Rosa, eu não quero nunca perder você.

domingo, 24 de junho de 2012

A Tobaguesa.

Menina, menina, eu soube hoje pelo rádio, que me time ganhou e que eu estou feliz para caralho com isso. Estamos subindo, mas, vamos ganhar mais um campeonato, assim como vamos naquela final de quarta ganhar toda a Latinoamerica! Menina, menina, eu perdi você já faz um tempo. Devo eu estar fingindo feliz felicidade compreensão e aceitação, ou devo eu apenas chorar e definhar e definhar? Ponha-me entre os leões, me ajude e faça a minha cama, me ponha para deitar, e eu rezo para que esteja ao meu lado. Deus me guie e guarde, saravá Nossa Senhora. Se hoje foi bom, amanhã há de ser bem mais e muito mais.
Eu só quero morrer se eu não tiver mais você.
Fortes touros de basã me rodeiam, e nada mais eu posso fazer, eles estão esticando até mim, eu não vou correr, que sejam brevitos e rápidos, se for da minha hora. Pequena, eu não desisti, apenas estou definhando, e tenhdo dias e dias de falta de glória, carinho, afeto, ou amor. Coisa que você não teve, coisa alguma nenhuma mesmo. Você sempre foi amada, sempre idolatrada e querida e chegada. Tem uma adaga em meu peito, retire e a ponha de novo, pois morrer sob tuas graças é mais lindo que dar a vida no meio de qualquer outra desgraça. Eu estou mudando, só não sei porque e para onde. Eu fiz por você, e ainda farei por você, sinta meu toque de veneno, nas doces palavras, leia, as, minhas, entrelinhas.
Minha força não é mais bruta, minhas palavras, agora tão secas e viscerais, minha mão não agrava nenhum anel. Eu tenho marcas da vida e da violência bruta, eu tenho manias de correr até determinado ponto só para dizer que cheguei, depois voltar e fingir que nada aconteceu. Eu tenho o dom de ser sereno, mesmo quando não posso ser, eu tenho a piedade embutida, não por ter compaixão ao próximo, mas, para dar a ele, o que nunca deram a mim: Uma chance.
Moça pequena, me ponha em teu colo, me faça dormir, dê mais uma chance a um velho coração cansado, tanto de apanhar, como de sofrer, e perder quem se ama. Pequena, pequena, eu me perdi no meio do ventaneio que é o mim mesmo, estou eu fadado a ficar só, ou é só o Sol que é só e me faz ser só? Deixo eu de existir, quando não mais sinto os teus beijos, quando não abraço teus braços, ou quando não amo mais do teu amor; Sinetes tocam, minha mão se fecha em punho, minha perna formiga, meu coração dispara, eu quero te abraçar, não me pare agora, não me pare agora...Leve-me até ao Céu, ou me deixe aonde estou, e nunca mais venha, ou esteja comigo, ou me faça morrer logo. Meia-agonia, que se faz em fronte ao Céu d'onde eu via, as mesmas estrelas q'um dia eu vi com você. Essa rua é tão fria: EU NÃO TENHO MEDO DA MORTE, eu ouço pássaros tocando, quantos dias duram um mês?
Os carros passam, e em um deles quero eu ser levado, para perto de Deus ou do diabo, ou dos anjos, ou de você...


...Você nem sabe o que quase aconteceu comigo.

domingo, 17 de junho de 2012

Cantiga De Acordar (Canto do Sol).

Saiu o Sol
É hora de acordar
Ver da janela
A onda no beira-mar

Coroada de estrelas
Tão linda estás
E mesmo se fosse cego
Tão linda estás

O dia inda pena
Insiste em nascer
A Rosa desabrocha
E eu quero te saber

Saiu o Sol
É hora de levantar
Ir até a janela
Sentir a brisa no ar

Eu venho da noite
Aonde o frio é intenso
Eu venho do seio
Das horas que inda tenho

Morre a vontade
Se cria o desejo
Faz a expectativa
Aumenta o anseio!

Saiu o Sol
É hora de se arrumar
Veja pela janela
Como o tempo está

Venha depressa
Pois eu estou morrendo
O tempo não espera
E estou padecendo

Como um cometa
Me sinto caindo
E zunindo eu vou
Entra a flor de espinho

Me ame agora;
E deixe o resto se afogar
Me queira agora
E deixe eu ressucitar, pois;

Saiu o Sol
Por favor vá me encontrar, ai!
Te acendo mil velas
Por favor, venha me falar.