Era um dia frio (como todos os outros são); Estou sentado no banco de concreto da calçada pensando no que houve alguns momentos antes, mas, por mais que eu tentasse esquecer, foi na margem do Rio Volga em que eu vi o Meu Amor chorar. A sua pele tão Morena-Canela virando branco-neve neste frio, a lágrima quente como Vodka seca, que eu fiz questão de secar até a última gota desse mar...
...E foi na margem do Rio Volga que eu fiz o Meu Amor chorar.
No seu colo de Babhushka eu repousei a minha cabeça, e descansei e desencantei a minha juventude, no seu colo; E aí a Morena-Branca se perdia a cantar aquelas músicas, que eu não sei gostar, mais, sem sua voz, eu soube aproveitar cada melodia e dissonante.
Poderia ser Anya; Kathya; Elizha; Nikita e Marya. Ou então Yulia, Yuli, Yuri, Amanda, Nadya ou Lolita; Mas Elyzhabeth, me fez andar, e declarar o meu amor á sua vida tão Morena, nas margens civis do Rio Volga.
Quando Elyzhabeth chorou, o frio não perdoou e nos rodeou. E logo em um surto, o tempo apertou; E num instinto primal, como o Krëmlin eu a cerquei, fazendo a refém dos meus braços como muralha e te esquentando com meus casacos intensos.
Na margem do Rio Volga, vi o meu amor em mim se encostar, com seus olhos meio orientais, apaixonados a me olhar, e quando de súbito em um momento, eu a beijei, os sinos da Matriz de S. Basílio começaram a gemer. Na avenida principal, havia muitas pessoas a andar, comprar, viver, e até mesmo a beber, mas o frade no meio da rua, passando com seus passos rápidos e medianos, sentiu o poder imenso e belo do nosso amor, e estando com graça, nosso amor abençoou.
Mãe Teothokos, pode me ouvir? Se me ouve Mãe, abre essas nuvens. Mãe Teothokos de Kazan, olhe pelo nosso amor, duas pequeninas crianças, defronte pro rochedo no mar, vendo o resto do mundo sem ter vontade de o mudar.
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