quarta-feira, 6 de julho de 2011

Getsemâni.

Em uma praça, há uma árvore no meio, da qual provém sombra enquanto o Sol existir; Por não dar frutos, deve ser isso que a faz ser tão acolhedora, tão materna.
O vento bate em seus galhos, a fazendo entrar na dança Morena do vento, se deixando sacudir por sua melodia silenciosa e vibrante; Eu estou a sua frente e sei que Deus está aqui, se manifestando através de uma angiosperma, para dizer que ainda se tem esperança para continuar, para viver, afinal, não sou só eu que tenho você, e o inverso? Não somos nós dois que enfrentamos o mundo? Então, por quê debandar do barco quando ele alcança a bonanza?
As nuvens encobrem o Sol, e a rua fica mais cinza por um instante (Movimentos, por pequenos segundos, que você pode perceber se andar prestando atenção no clima e nas sombras), eu me encolho no banco da praça para me aquecer, já que você não está aqui fisicamente, com todas as suas veias pulsantes, e massas e tecidos cheios de calor para me ceder; Mas, a dança Morena do vento nos acolhe em seus eparreios momentâneos: Eu agora sou um refém de sua paz, Meu Amor.
O Sol se alinha com os prédios e ensaia o seu adeus, eu estou de longe (sem) com você, e com Deus, bebendo a minha garrafa e achando que o mundo tem alguma graça (que tem com você somente), mesmo vendo as maldades que eles nos tem por justiça. A desigualdade que nos torna inimidos, poderia ser ao mesmo tempo a alavanca de caridade para nos tornarmos "seres humanos nivelados". Completos e humanos equiláteros.
Nas madrugadas frias da passagem de Juno a Jullo, uma criança dorme na rua fria e suja, para não poder apanhar do pai alcoolizado que desconta n'Ele a raiva do patrão e não ser abusado da mãe, que espera um filho seu (que poderia ser um irmão d'Ele). O poço d'água limpa e cristalina, logo se faz lamaçento, inssoso e inútil, pois nos vejamos em um tiro de "reação de cadeia": É só água barrenta, e não a purificação da alma.
Vê meu amor, como Deus age nas mais belas formas; Ele te trouxe de volta pra mim! Mas, é justo em tuas mais variadas formas; Pois neste exato momento, alguém morre, e sua alma é levada aos Céus e depois que a morte lhe põe o véu negro de luto, Deus lhe beija a face e diz:
-Meu bom, venha. Venceste o bom combate e lutastes a boa luta!
Uma família então chorará a morte de um homem bom e justo, varão por genética e destino, como assim choram muitas outras por todo o mundo, mas, a eternização da alma continua, e a vivença da pessoa querida estará em cada gesto/frase/palavra eternizada na mente e no tempo de quem o lembrar com amor, afinco e dedicação.
Todos os dias serão dias de bonança; Se o vento nos tomar pelo braço, e houver quem nos ame, assim como tenho você que me ama na Feira Da Renascença.

Nenhum comentário:

Postar um comentário