segunda-feira, 6 de junho de 2011

No Asfalto.

Eu escrevi teu nome;
Na estrada, o Céu vai cobrir;
As nossas cabeças;
Enquanto inda for noite;
E me estiver em você
A tona;
A toa;
A atear...
Risco o asfalto em três tempos;
Um ruído; Saio pela janela;
O sono é mais forte que isso;
E vou cortar suas asas
Pra te ver mais perto;
Pra te ter no meu cerco;
Para ser teu ponto de estadia...
Um crepúsculo cruza com um amanhecer;
Enquanto seu corpo repousa acima do meu;
Um céu laranja beija a tarde cinza.
A astrologia contra a feitiçaria.
Deus contra o que mais vier.
Por mais que tentem nos rebaixar;
Lembre-se do segredo dentro de nós;
Do Sacro Amor guardado em nossa chaga,
que sangra e ressucita a cada segundo;
Dos beijos e amassos sem pudor algum,
do amor desesperado e desenfreado que nos acerca,
desta vontade pirante de ter você em meus braços,
tomar-te refém, possuir você, violentar seu Céu,
rasgar as sedas do que não tem fim,
fazer nossa música virar uma Opera bachiana,
Que, por Deus um dia, irá ter fim.
Mas, o fim será o começo do Sexo nas nuvens do Céu.
E essa vontade louca de te tomar a louca em força e precisar te dizer o quão te amo...
...Ela sempre se aviverá.

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