quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sobre o Ferro.

O dia, não será apenas uma sensação de dever cumprido quando nos deitarmos na cama. O dia, enfim, será a realização de toda uma parte de dever cumprido.
Teremos nós, então, mais uma vez aturado coisas chatas, passado coisas boas, e relevado coisas inssosas, assim terá feito nosso dia. Em verdade já dita a nós, o dia nada mais é do que a nossa batalha para sermos pessoas melhores, pessoas mais justas, dignas de estarmos ao lado de pessoas boas (ou ao menos aparentem ser), e que lutam a cada dia, para poder ter mais um pouquinho de espaço no metrô ou no ônibus apertado.
Olhos, olham, vêem. Uma mulher com seu bebê embrulhado no colo, uma velha senhora e seu vestido amarrotado, um cara se achando valente, e abrindo suas asas, um velho gordo bem-vestido e mal cheiroso. Nos vagões, uma menina olha para seu dia, e pede a Deus que ele seja ao menos; Bom, e do outro lado, um menino é empurrado até sua carteira cair no chão. Essa é a vida de um brasileiro paulista. E, na sexta, como são os dias mais vazios, há mais espaço, e sempre encontra algum amigo seu; A vida é feita assim, um corredor imenso de metrô: Encontros e Conversas, e pensamentos perdidos entre o som ensurdecedor do trilho, e a luz refletindo no vidro, como se fosse um prisma de cores fracas, porém contrastantes.

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