segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Anjo Mineiro/Céu.

Eu sempre fui um cara só.
Eramos em IV, logo saiu meu pai, ficamos em III, debandou-se minha mãe, estou em I.
Mas, e a outra persona, te perguntas? Ela não é persona.
Ela é um anjo, da aura mineira, e dos olhos cinza, de tão azuis que foram, hoje, curvada e humildemente comendo seu pirão de feijão, o Anjo Mineiro me faz sentir com coragem de soltar da barriga o verme estupefato. O Anjo Mineiro, tem um riso torto, quase invisivel, de quem já viu de tudo e ainda quer ver um cadinho mais, e o riso de quem sabe cozinhar pra caralho!
E eu que não sou Deus, mas também sustento o peso do mundo nas minahs costas, vejo que tudo se resume ao lindo e nitido canto negro das paredes do meu quarto, abro então a janela, rogando um sopro de ar, uma dobração de nuvens, ou um Sol cegante. O Sol se encontra em tom grená.
E mesmo assim, o sendo amarelo, ou não, ele ainda é o mesmo, assim como todas as coisas; A primeira brisa da manhã logo irradiará a glória de Deus e do nosso amor de um jeito tão lindo e misterioso, que até os anjos do paraíso tem medo de ver.
Estamos todos nós então, em uma época de milagres; Devemo-nos, renascer até morrer, não mudando a nossa essência, mas sim os nossos defeitos, e só/somente eles todos.

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