terça-feira, 3 de agosto de 2010

Lembranças.

Agosto vai demorar pra passar...
E, hoje, no frio, vemos que ainda temos muitas roupas no armário. E algumas roupas nos trazem memórias boas e ruins. A blusa com a qual eu fui ver Minha Morena, eu sempre uso, mas, aquela que eu fui ver meu tio pela última vez, eu mantenho guardada, para manter a essência. A foto grudada na parede do avô que não se conheceu, o desenho maravilhoso da Morena, os momentos em que era ainda indefeso do mundo, papéis que narram sua história a cada célulose.

E na sombra daquela praça, você a beijou, enquanto a vida de cada um continuava. O teu sonho, a tua glória, o teu honror-meritis. Você conseguiu o que tanto queria, e hoje é você e ela que tem o amor mais imperfeito, na medida inexata. Que as suas pernas se encaixem ao meu quadril, e só se separem quando o fogo estiver acabado. Que todas as nossas juras, Deus ouça, para poder aceitar-as, e nos ajudar o sinuoso e doloso caminho de ser Minha e Teu, até o fim de nossas vidas.

Senhor eu estou a um, a dois, a três, a quatro, a cinco milhas longe de casa, e minha cabeça ainda repousa no travesseiro querendo dizer ao mundo que tudo é bonito, desde o riso da criança, até o cheiro de morte no cemitério, toda a coisa tem-se a beleza, seja ela escondida ou não.

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