Pessoas andam rápido nas ruas, umas acompanhadas, outras só. No centro velho da cidade, aonde a arqutetura também é architetura, os pombos gentilmente pousam nas marquises, nas janelas e nos postes aonde poderiam se enforcar duas pessoas tranquilamente. Há muito tempo atrás meu avô andou lá, e me sinto preso e solto ao mesmo tempo, pois posso eu estar traçando um caminho que meu vô traçou, ou apenas cortando a Praça Da Sé para chegar ao João Mendes mais rápido.
Se você andar mais rápido, e atravessar e descer "a da esquerda", você pega um caminho direto para o bairro chinês/coreano/japonês/tailândes da Liberdade, e subindo mais um pouco, você cruza um viaduto com a 23 de Maio, chegando na Praça da Liberdade, perto da Igreja de Santa Cruz Dos Enforcados.
Quantas vezes nós fazemos um caminho sem olhar o mendigo dormindo, ou a mulher cigana pedindo esmola ? Temos um medo tão grande de ser como eles, mais temos medo maior de não poder ajudar essa pessoa. Não sabemos quantas intenções essa pessoa tem para o que podemos dar ou levar com ela. E isso nos assuta.
Por quê não pensar melhor nas coisas ? É da natureza humana ser suspeito, mais é do brasileiro confiar. Se nós colocamos ladrões em cima do nosso ouro, e deixamos gringos babar em nossas florestas, por quê não damos um belo copo de café pro mendigo que ficou acordado a noite inteira, com medo de ser violentado por outros mendigos da noite ? Aonde perdemos e aonde ficou a nossa compassion alheia ?
De qualquer jeito, já foi. Estamos todos fudidos, pois no Céu acima de nossas cabeças, quem estará afrente de nós na fila para a eternidade, não será o ladrão injusto, mais sim a cigana e o mendigo com fome. Pois deles, é o lugar do Céu.
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