domingo, 14 de março de 2010

São Icy Ox Contra o Santo Tigre Do Inferno Do Sul.

...Então, ele simplesmente morreu. E o mundo girou. Icy Ox morreu. Morreu num pé de cajuína bem alto e bonito, fazendo sombra ao teu cadáver. Morreu no colo da árvoreda, sozinho. Não quis Morena, choro, vela rezada e lágrimas, o dever o chamava. Ele desceu ao inferno e subiu ao ses no Céus, como quem bate uma mola e espera ela se comprimir e voltar a subir com sua força redobrada.

Ele passou a Terra, viu seus amados, andou sob ratos, imundos e malditos ratos que ocupam os lugares, mãe, eram apenas ratos, e entre os perfumes derivados, encontrous os doces cabelos negros em que se emaranhava da Morena. Era a tudo isso a ilusão de um tigre de dois metros por quatro, que era rezado com cruz e tridente na palma da pata esquerda. Seus olhos pediam sangue e a boca cheia de hálito mal e meninas indecentes. O inferno se vestira com uma cor rajada, sendo assim o Santo Tigre do Inferno.

Icy Ox, longo palladino do povo, um menestrel das putas das batatinhas, e o príncipe de qualquer reino, soldado da batalha justa, o cravou nos olhos um olhar. Seu olhar. O tigre se paraliza, e todas as almas do Inferno e Purgatório olham para o pecador na armadura suja, que paralisou um tigre, só com o olhar.

Ele o fez em mira certeira, e tentou-lhe vazar o olho, que de nada aiantou, apenas uma leve mordida no braço, que lhe fez sentir o veneno dos dias: A morte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário