domingo, 1 de novembro de 2009

A Trovoada Seca.

E se aninha o ninho pelos braços da árvore o passaro que constrói sua morada, a árvore é seca, mais ainda aguenta mais uns cem anos, nela tem seu nome, e tem o meu atrás do seu. Tem galhos retorcidos e uma copa alta e suntuosa, quantas vezes me livrou de chuvas, e quantas vezes não deu a sombra a quem queria descanso ?

Eu não preciso de muitas coisas, Graças a Deus, eu estou aprendendo a viver sem as coisas que vivem sem mim, e se algum de vocês quiser me perder, basta me achar dentro de vocês, no beijo, no riso, no palavrão, no tapa, e no segredo. Guardando minha memória como um pássaro livre, que tem que voltar pro seu ninho e cuidar de teus filhotes, você irá me deixar livre, pra abranger novos campos, e passar por eras, histórias, e décadas, e quando a chuva bater nas minhas asas, eu vou voltar a árvore da copa suntuosa.

Se você perceber, sou o búfalo e o pássaro
O que atira e recebe o tiro
Sou o carinho no seu corpo, sou nosso beijo
Nosso abraço mais apertado, nosso segredo
Nossos primeiros minutos juntos, sou você
O trovão que bate seco ao chão, como um martelo
O raio que desenha seu nome no céu várias vezes
Sou o que vestes, sentes ou tem, sou o teu tudo.
O Alfa e o Psi, acima do Céu escrito
O ódio e o desejo de paz
O Sol que nasce e a Lua que se alteia
Dos sonhos, sou a Glória, o dedo da esperança
O sorriso da moça, A Glória, o Amor Maior.

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