
Um dia eu passei perto da igreja, e olhei para ela, e o santo barroco do oco quebrado estava lá, olhando pra mim, como se me convidasse para ceiar com o próprio Messiah, ou seria eu um homem de mais pura imaginação ? de tanto me enganar, acabei sendo escravo da minha precória razão, e entrando em um solo nunca quebrado, eu pensei em mim, eu chorei por ti, eu rezei por nós, e cantei por todos que um dia já estiveram ao meu campo de redor...Eu me lembrei do meu amor por tudo aquilo que um dia foi consumido pelos gananciosos homens da clave branca
E um dia se foi, deixando eu, deixando você, e deixando a imagem barroca, isolada, sozinha, com os seus olhos tão vivos de vidro dentro da igreja, fechada, e nela ela está, só, em seu chão inquebrável, e admirando o escuro vazio do vácuo selado pelas fechaduras e ferrolhos de ferro pela madeira da porta, de tal forma que nunca será roubada, assim como eu te dei meu coração e pedi para você trancar ele com você: Para que ninguém saiba o que eu sou, e só você pode abrir ele a todo o momento
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