quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Cos' She Was Tellin' Me...

CAVALOS DE FERRO ! Pela água, lindos e livres ! Se escondem pelos cerrados, atrás das montanhas, perto do rio, aonde tem muitas pedras e levantes de madeira, aonde a Lua leitosa se banha nos reflexos da água que os cavalos de ferro bebem pra não enferrujar, eles ficam na areia pra não se desgastar, cavalgando pela areia na terra, um homem anda só em uma avenida onde os cavalos pisam incerto, trotam com medo do inferno, o Cérebro que vigia não é eletrônico, mais se tem um peso justo na balança dos dias
A baiana olha o seu tablado de doces, qualquer doce por qualquer cruzado, qualquer doce em vosso tablado, em alguns centavos, o doce derretido na boca em forma de espaço, preenchido por suspiros de felicidade e de carinho, nos portos da Bahia a morena ainda pensa se ele ainda lembra o seu nome, longe, longe, longe, aonde estiver, que numa onda do mar, o seu nome venha estalar como uma jorra de água Clara, clara, calma, clara...Ela ouviu alguém lhe chamar !

O Analfabethismo cresceu no coração de maneira tão reprodutora, que ele não precisou de um descanso para correr atrás do tempo que ele perdeu, e sentido, ele pediu com os pulmões entre a boca, e as mãos entre o peito, que ela fosse só dele, enquanto houvesse inifito para Deus reinar, e entre Alfa e Omêga, eles se encontraram no meio dos dois para ter entre sim uma troca de carícias e amores na imensidão do Pôr-Do-Sol

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Ora Pro Nobis...

Eu sou o santo barroco que estava na imagem que se quebrou, ela uma dia vai virar lixo, e com o lixo viverá, ou será uma nova imagem barroca, que poderá se quebrar, mais, não me vale se eu me'quabre hoje ou agora ! M'evale que hoje e ontem eu estou no seu altar, ficando ao redor de suas velas e sentindo sua cabeça cheia de problemas e mágoas, e seus pedidos sempre para mim



Um dia eu passei perto da igreja, e olhei para ela, e o santo barroco do oco quebrado estava lá, olhando pra mim, como se me convidasse para ceiar com o próprio Messiah, ou seria eu um homem de mais pura imaginação ? de tanto me enganar, acabei sendo escravo da minha precória razão, e entrando em um solo nunca quebrado, eu pensei em mim, eu chorei por ti, eu rezei por nós, e cantei por todos que um dia já estiveram ao meu campo de redor...Eu me lembrei do meu amor por tudo aquilo que um dia foi consumido pelos gananciosos homens da clave branca

E um dia se foi, deixando eu, deixando você, e deixando a imagem barroca, isolada, sozinha, com os seus olhos tão vivos de vidro dentro da igreja, fechada, e nela ela está, só, em seu chão inquebrável, e admirando o escuro vazio do vácuo selado pelas fechaduras e ferrolhos de ferro pela madeira da porta, de tal forma que nunca será roubada, assim como eu te dei meu coração e pedi para você trancar ele com você: Para que ninguém saiba o que eu sou, e só você pode abrir ele a todo o momento