quarta-feira, 17 de abril de 2024

Pelas Ruas do Mundo.

 Ao passo de dez (ou onze?) anos atrás, lhes escrevi uma máxima aqui neste bRog, da qual ainda uso em temporãs: "Mundo Maravilhoso, Lindas Pessoas - essa é a vida", de qual era trecho de uma música minha.
Bem, é só pra dizer que essa máxima ainda vale. Vale muito. 
Ainda é atual destacar e acreditar em cada parte boa de cada ser, e ainda sim fomentar a quem não instiga em si a parte boa e misericordiosa fazê-la render e fermentar. Sabemos lá que o mundo vem-se-ter em pé de crueldade e desigualdade, minguando em tristêza e desânimo. Mas, se colocamos o nosso arado amarrado a uma estrêla, temos como acreditar. Crer, sim - não há palavra mais própria para o contexto - no melhor. Seja lá pela vida, pela esperança, pelo amôr, pela fé, pelo amanhecer... em algo reside a bondade e nela toda fôrça que ousa ir contra se disspia e se transforma; como disse Paulinho da Viola: Tudo se transformou.
Pois, se lhes escrevo de esperança, é porque justamente a minha morreu e se refez em algo nôvo. E digo isso com a minha fé e humanidade exposta tal qual (não só) como um escriba, mas tanto como um ser humano normal e comum, que ao ver o Sol nascer e a Noite cair, entende que há coisas maiores e mais grãs que regem e imperam. Antes, haveria de ser mais um dia e menos um dia, e agora, faz-se o mesmo, mas com outro significado, trazendo em si a esperança de melhoria, e a fé que se aflora, desbota e germina em solo para que outros possam também crer - ora, pois se este bRog é de viés escribário, e conta de visão imparcial com exceção para Deus e Sua Igreja, nada além disso deveria de ser. Aprendo, pois, a mesma lição que nunca aprendi: Tudo tem sua hora, seu tempo e sua vez.
Enquanto discorro essas letras, jorram de meu peito a preocupação, o mêdo, a aflicção, e o cansaço do passo mantido (como vos digo, 'inda sou o mesmo), mas ainda sim me dá a nova e certeira direção da crença em algo maior e melhor do que o presente nebuloso; como rezamos na missa latina spero in Deo para que as bonanças cheguem, e assim me volte o sorriso em definitivo ao rosto, e estando em paz comigo e com os meus, verei novamente os Céus turvarem e as lindas garôtas sorrirem. Logo, ao chegar nesta fase, sei que os dias tristes foram a minguar, e as coisas belas, simples virão a mim de alguma forma, de alguma maneira, e eu, serei o mesmo, só que com sorte, mais vivo, vívido e feliz.
E qualquer coisa além disso, será superfulo. E qualquer coisa além disso sera desrespeitoso, e que seja sempre a felicidade por felicidade, e não por ter preço ou tábula marcadora de preço, tampouco algo que nos impeça por valôr e alíquota. Veremos, eu e os meus (e você também, se quiser) as alegrias de sábado, a cerveja no copo, o cheiro de rango, e as pessoas sorrindo como a festa da vida sempre nos presenteia quando nos cerceamos de coisas belas, interessantes, densas e profundas de sentimento e verdade. 
E eu, estando lá, espero te ver. Como um pôr do Sol no alto da serra, e uma alegria sem fim.