sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Big Sky.

Eu queria começar esse texto ridículo falando da desesperança. 
Das tristezas, das lágrimas. E sei bem delas - sei melhor que tu...
Mas, algo no meu peito (idiotice ou esperança) me diz que tudo vai melhorar. Me dizem ao sopé do ouvido que os abraços vão chegar, os beijos serão entregues, os olhares serão cruzados, as cervejas descerão macias pela garganta, e pra agradar o namorado ela vai estar usando aquela lingerie de renda, e dormirão abraçados na noite quente, e o hot-dog se serve sem ervilha, e tudo vai se ajeitar.
Não fale nada agora, um milagre está acontecendo.
Meu coração se aperta, e me sinto agoniado.
As senhorinhas descendo a rua íngreme com o guarda-chuva e cuidado, as crianças encapetadas pulando nas pôças d'água, e num canto, isolado, um monge reza seu tropário, e um outro rapaz, triste e em paz, deita-se no sofá arroseado e toma seu chá. E chove lá fora. O tempo no começo dos anos costuma ser traiçoeiro e deveras suspeito, pois a cada viração, perdemos o toque e sentido. Sabe lá da vida, ou coisa assim, mas esquecemos do que fazemos um com o outro, pelo outro. Não beijamos mais, não há abraços, nem tempo e espaço, a qualidade diminui, e a cobrança repassa. Amamos muito, e não demonstramos nosso amôr, e com isso morrêmos com os santos peixes na garganta, e quando nos ousamos, na flêuma, dizer aquillo que nos impele em exultar ou admoestar, somos e estamos convidados a tristeza, briga, ócio, ódio e raiva.
Que falta faz um ombro para se conversar e recostar.
Queria dizer que o têmpo é têmpo propício de mudar não só para um, mas para tôdos, assim como a tribuna, a geral, e a comunhão é para tôdos - quem há de entender, que não se faça de rogado, besta, ou leve pro pessoal. Eu vejo peixes e pássaros, e os primeiros me falam coisas tão belas que me desconcertam, e me perdoe se não professo minha fé em voz e atos, mas, os meus sabem de meu meio e método, forma e gramatura - vêm não, só se fala do que se conhece. O Céu abre, turva e mistura as côres.
Dói meu coração. E não há quem se importe.
As nuvens hoje cantarão uma canção, e eu gostaria que você tivesse os ouvidos para ouvir, e coração para reproduzir, mas, se não o tiver, apenas seja você mesma(o). O não agir com propriedade é o vero camiño da sabedôria, e da paz. Pois a verdadeira paz reside nos sorrisos, nos abraços, nos olhos, e nas ondas do mar que quebram. Se a paz se constitui n'uma verdade, seja ela universal ou solidada, então ela é manipulada ou truncada. E se o sorriso perde para um argumento, bem, então algo está errado. A união nunca deve ser dissipante.
Oremos;
Vejamos quem precisa de nós, e estejamo-nos lá; sem que nos seja convocado, pedido - sejamos então solícitos, precisos, corretos e entregues verdadeiramente. E veramente nos daremos, e sabiamente nos exortemos a ser melhores, e precisamente guardemo-nos para que assumamos nossos erros e possamos fazer nosso melhor, e ser aqueles a quem se sonha antes de dormir,

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