Quando eu morrer, desejo uma chuva torrencial, daquelas que tanto eu senti em meu corpo, e que tanto me acobertou e há tanto me lavou, e sozinho na estrada, caminhou o caminhar, e manteve cegamente o foco na Intangível Luz. Desceu-o até a mina d'água, e lavou os pés, colheu frutos para mais dois dias, e murmurou qualquer palavra.
Sozinho ficou, sozinho manteve.
Cegamente, pus uma Fôrça Maior acima de todas e tantas coisas na minha vida, e logo vi que a Cruz sempre pesa, sempre dói e sempre se mantém inerente, e na nossa caminhada, são poucos os que nos compartilham o peso e o carinho para com quem carrega o madeiro. Ao pôr todos os meus problemas ao pé da Santa Cruz, senti a minha cruz pessoal pesar, e meu coração, desaguou água, vinho, e pus. E ninguém realmente quer nada, nem amizade, nem amor, nem carinho, nem união. Um só quer mandar no outro, e só quer tomar espaço, e se sentir importante, e diminuir. E ninguém se importa em manter a vida em paz, quer poder apenas deixar a vida de outra pessoa esmiuçada e a ponto de pó para assim subjulgar o outro. Assim como eu, no rés da vida, cansado, destituído e no rés da morte, me encontro em face com o que não me assusta nem me amedronta. Se este é o que enfrento, ecce vitae.
Cada dia mais, a corda se arrebenta e eu, ansiosamente espero pelo desterro, pois, se nasci para o fim, a fôme, peste, erro, morte e maldição, eis o filho amado do degrêdo em sua mais completa tradução, pois, se a carne ainda vale mais que o espírito, eis aqui o filho amado do degrêdo, pois se a merda da sua opinião vale mais que o silêncio e a sua opinião pacífica, eis aqui o filho amado do degrêdo, pois se o seu julgamento só beneficia a você e os seus, eis aqui o filho amado do degrêdo, pois se me tomam tudo o que tenho, e aquilo que nunca me tomarão me ameaçam, eis aqui o filho amado do degrêdo. Arrombaram meu peito, e não me deram conforto ou cânfora, deixaram me no sopé da porta, e eu, sentindo minhas veias quentes, soltei o último grito, e com os dedos ensanguentados, escrevi meu Credo In Devm. Se os cães farejam mêdo, não hão de me encontrar.
Deixei, ticoliro, uma canção no vento, hás de ouvir quando sentir ele carinhar teu cabelo, e quando ele estiver te cortando em frio, será meu abraço deformado e desajustado - se eu não posso te ter, deixo nas coisas que amo, cápsulas do meu amor para você, e quando sentir, não teme, sou eu.
Deito na cova funda, e deixo a carne, e dijunto ao que chama meu nome estarei, longe de tôda essa sujeira, desses nomes cristãos, dessa falsa verdade, e desse falso argumento, se o peixe morre pela bôca, pelas espinhas morrem quem come quem fala; Doravante, morre mais ainda quem não sente com tôdas as máculas do peito; Doravante, morre mais ainda quem não vive com tôdas as máculas do peito; Doravante, morre mais ainda quem se rende a idiotice quem não se faz íntegro com tôdas as máculas do peito; Mais além, morre mais quem usurpa da vida do outro e não se regenera com outrém com toôdas as máculas do peito.
Faz o baixo ressonar, Ada. Toca ele forte, e bate a 4ª contra as três, a harmonia nada mais é do que um acorde tocado tôdo, só que dedilhado entre a 3ª e 2ª corda. Acorda, menina, geme, chora e grita! Bem-vinda a vida, a vida que te entrego e dou, e não lhe tomo, tampouco associo a minha, a vida que direi que é tua, só tua, e de mais ninguém, a vida que te será válida e digna, que nunca te passe por onde e o que passei, e que se te houver em cruz, que Deus me ajude a ter prudência para ajudar a segurar os pesos contigo. Sê bem-vinda, Ó Cruz querida.
Interpelando o Apóstolo menos querido, mas ainda sim pertinente: Cá vós, malditos porcos hipócritas, vocês também morrem, sangram, cagam, e têm medo. E de vocês eu rio, pois tomam de mim tudo o que tenho e possuo, roubam-me de mim mesmo, mas, de mim nunca roubarão a melhor parte de mim, que vocês fingem conhecer em orações e congregações. Vocês vão morrer, e sentirão o peso de suas faltas. Vocês vão morrer e vão sentir a libra se medir, vocês vão morrer e eu vou ver vocês, vossas máscaras cairão, e seu sono eterno não será velado, e eu mostrarei a vocês que tôda a minha Cruz, hoje é meu ariete.
...E, ainda na epístola galácia: ACASO EU ME TORNO UM INIMIGO DE VÓS PORQUÊ EU VOS DIGO A VERDADE?
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
segunda-feira, 13 de julho de 2020
sexta-feira, 29 de maio de 2020
Carta aos Dispersos.
São Paulo, ano do Senhor de 2020, ao 29º dia do Mês de Maio.
I - Prefácio, e saudação.
Marcus, o Queiroz; Filho de Fábio, de Márcia, amado por Antônia, de coração Franciscano, mente Dominicana e bôca Beneditina, aos dispersos pela pandêmia: Paz e Bem! Glória imortal ao Sangue vertido da Cruz, pois Ele é a melhor forma de viver.
A filha, no ventre da amada, ao Sol que ainda aquece no frio, ao Marçal, Bezerra, Leão, Cunha, Leme, Arcanjo, Miriani e aos que me circundam: Graça e Paz! Fartura para os que dividem, e misericórdia aos que acumulam.
Em tempos de crise, ticoliro (lhe chamo assim desde que soubemos de vossa alegre e bem-vinda chegança), nós andamos dispersos, mas o fundamento, côrpo e essência para se manter são é você. Então, o tôm, contracrônica e palavra dessa epístola é para você. Os acima citados são meus, e me tem carinho como os tive, logo, se são pessoas de meu viver, pode os considerar teus amigos e próximos.
28 anos, sem a amada, com a barba extensa, e a todo dia orando por você, e desejando ardentemente segurar-te em meus braços ao menos uma vez e te amar gloriosamente - filha, és de fato a concretização de um sonho, e a alegria que fulgura em meu peito, faz-me bem e dá-me ânimo e esperança. Não há um dia que eu não imagine sua mãe, e não pense nela, tampouco cá vós, e oro para que o dia da festa esteja pronto e digno para sua entrada. Em ti vejo a calma que tanto busquei, e o motivo de continuar a terra. Em paz e ainda em paz, desejo ser para ti o pai que nunca tive, e ser presente como o meu nunca foi, amar-te e apoiar-te e dar-te o que conheço, tenho e sei. Te ensinar o amôr, a verdade, e o que realmente é o mundo. Não te quero santa, mas não te desejo comungando com falso moralismo, quero-te livre, verdadeira, e fiel a seus princípios - e mesmo que os teus princípios possam me magoar, serei fiel a teu amôr, pois é por você que dobro meus joelhos a cada dia desde que soube que seria o melhor presente que tua (incrível) mãe poderia me dar.
II - Passar dos dias, admoestação, cuidar e conhecer:
E aqui eu fico, isolado, longe, arrumando a casa para sua chegada, e imaginando você; Desejo que não seja nem igual a mim, tampouco a sua mãe, mas que tenha seu brilho próprio e que ache seu lugar ao mundo, que eu e ela possamos lhe dar com o tempo e com a experiência, você é a primogênita, e cheia de amôr. Permita Deus que nós sejamos exímios em sua criação e possamos lhe passar o que julgamos ser a verdade. Filha, agora me acho aparte de vocês, mas nunca em momento algum deixei de amar ou sequer pensar em vocês, digo com a certeza dos Patrísticos que estou vivendo um sonho acordado, mas o maior sonho de minha vida, não estou vendo. Apenas sentindo. Deus é bom, justo e maravilhoso, e a tôdo momento cabe a Êle render glórias, pois em respostas de minha oração, Êle me entregou sua mãe como mulher, mãe, amiga, namorada, amante, rainha, consorte, e esposa. Ter sua mãe não foi apenas amar uma mulher, mas ela fez mais por mim como qualquer outra. Sua mãe encontra-se num patamar igualado e nivelado de sua Avó Márcia, e de sua antecessora, Dona Antônia - A Véa.
Porquanto você estiver com ela, diga que a ame, cuide e ampare dela, faça-a bem, respeite e ouça as decisões e conselhos dela com sabedoria. Abrace-a forte, e beije o rôsto mais macio que há. Tenho mais certeza ainda que não poderia haver mãe melhor para você do que ela. Afora sua mãe na terra, há Maria, a Virgem Sempre Bem-Aventurada, que ouve minhas preces e há de sempre lhe acompanhar por onde for, porque a amada Rainha Celeste, mãe nossa, me disse que cuidaria dos teus passos e te daria a alegria. A Mãe, minha filha, sempre quer nosso bem. Sempre.
Ame seus avós, e não esqueça de sua avó Márcia, que muitas vezes lhe ora e pede sua vinda com saúde, e ânimo. Cookie, a cachorra mais desordeira do mundo te espera ansiosa para lamber sua cara e roubar sua comida. Todos nós, deste lado da história estamos muito ansiosos por você e fazemos votos de lhe amar muito, e em paz, e contemplar você.
III - Consolação, virtudes, apoio:
Não há culpa, não há magoa, não há dôr. Há um vazio que vocês duas deixaram, e que nunca se preenche. Nos primeiros dias, pedi tanto a Deus pela morte, e ele nunca me respondeu. Talvez eu deva lhe segurar nos braços para entender o que é a perfeição, para depois partir. Filha, dou-te como lição ser sempre leve, aceitar tudo o que Deus lhe manda, e amar as pessoas com cada tino e certeza de seu coração, confie em tua intuição, e acredite sempre em seu potêncial - se hoje sou pai, e estou vivo, é porque ao longo do caminho sempre tive o sonho de um dia poder constituir minha família, e mais além: Sabia de que minha vida seria perfeita com tua chegada. Não houve um dia que não esperei por hoje, e digo que você desde que revelada já foi muito amada, tôdas as minhas alegrias hoje são você.
Se eu não estiver por perto, saiba que lhe amo, e lhe tenho confiança em tudo o que fizer, e mais além: Tudo o que desejar, que for sincero e puro, de teu merecimento, Deus lhe dará e te recompensará pelo que dividir com teus irmãos. Ama a vida, e despreza o gôsto de ocre na bôca, renega a casa, flôrete e jardim, e ama a perfeição, entende que tudo que vive é irmão, e que há uma Fôrça soberana que rege, guarda e ilumina teus passos nessa terra. Sê feliz, pois quem tem sorriso na boca não tem tempo para chorar; Entrega-te só para quem te merecer, pois tem seu pêso posto em ouro, vale muito e é estimada, preciosa e querida. Ame apenas quem for digno de seu amôr, sê caridosa com todos e louva a Deus por tudo, pois em Tudo Êle estará contigo e te livrará do mal por onde você for, carregas o sangue franciscano, sê humilde, grata e em paz.
I - Prefácio, e saudação.
Marcus, o Queiroz; Filho de Fábio, de Márcia, amado por Antônia, de coração Franciscano, mente Dominicana e bôca Beneditina, aos dispersos pela pandêmia: Paz e Bem! Glória imortal ao Sangue vertido da Cruz, pois Ele é a melhor forma de viver.
A filha, no ventre da amada, ao Sol que ainda aquece no frio, ao Marçal, Bezerra, Leão, Cunha, Leme, Arcanjo, Miriani e aos que me circundam: Graça e Paz! Fartura para os que dividem, e misericórdia aos que acumulam.
Em tempos de crise, ticoliro (lhe chamo assim desde que soubemos de vossa alegre e bem-vinda chegança), nós andamos dispersos, mas o fundamento, côrpo e essência para se manter são é você. Então, o tôm, contracrônica e palavra dessa epístola é para você. Os acima citados são meus, e me tem carinho como os tive, logo, se são pessoas de meu viver, pode os considerar teus amigos e próximos.
28 anos, sem a amada, com a barba extensa, e a todo dia orando por você, e desejando ardentemente segurar-te em meus braços ao menos uma vez e te amar gloriosamente - filha, és de fato a concretização de um sonho, e a alegria que fulgura em meu peito, faz-me bem e dá-me ânimo e esperança. Não há um dia que eu não imagine sua mãe, e não pense nela, tampouco cá vós, e oro para que o dia da festa esteja pronto e digno para sua entrada. Em ti vejo a calma que tanto busquei, e o motivo de continuar a terra. Em paz e ainda em paz, desejo ser para ti o pai que nunca tive, e ser presente como o meu nunca foi, amar-te e apoiar-te e dar-te o que conheço, tenho e sei. Te ensinar o amôr, a verdade, e o que realmente é o mundo. Não te quero santa, mas não te desejo comungando com falso moralismo, quero-te livre, verdadeira, e fiel a seus princípios - e mesmo que os teus princípios possam me magoar, serei fiel a teu amôr, pois é por você que dobro meus joelhos a cada dia desde que soube que seria o melhor presente que tua (incrível) mãe poderia me dar.
II - Passar dos dias, admoestação, cuidar e conhecer:
E aqui eu fico, isolado, longe, arrumando a casa para sua chegada, e imaginando você; Desejo que não seja nem igual a mim, tampouco a sua mãe, mas que tenha seu brilho próprio e que ache seu lugar ao mundo, que eu e ela possamos lhe dar com o tempo e com a experiência, você é a primogênita, e cheia de amôr. Permita Deus que nós sejamos exímios em sua criação e possamos lhe passar o que julgamos ser a verdade. Filha, agora me acho aparte de vocês, mas nunca em momento algum deixei de amar ou sequer pensar em vocês, digo com a certeza dos Patrísticos que estou vivendo um sonho acordado, mas o maior sonho de minha vida, não estou vendo. Apenas sentindo. Deus é bom, justo e maravilhoso, e a tôdo momento cabe a Êle render glórias, pois em respostas de minha oração, Êle me entregou sua mãe como mulher, mãe, amiga, namorada, amante, rainha, consorte, e esposa. Ter sua mãe não foi apenas amar uma mulher, mas ela fez mais por mim como qualquer outra. Sua mãe encontra-se num patamar igualado e nivelado de sua Avó Márcia, e de sua antecessora, Dona Antônia - A Véa.
Porquanto você estiver com ela, diga que a ame, cuide e ampare dela, faça-a bem, respeite e ouça as decisões e conselhos dela com sabedoria. Abrace-a forte, e beije o rôsto mais macio que há. Tenho mais certeza ainda que não poderia haver mãe melhor para você do que ela. Afora sua mãe na terra, há Maria, a Virgem Sempre Bem-Aventurada, que ouve minhas preces e há de sempre lhe acompanhar por onde for, porque a amada Rainha Celeste, mãe nossa, me disse que cuidaria dos teus passos e te daria a alegria. A Mãe, minha filha, sempre quer nosso bem. Sempre.
Ame seus avós, e não esqueça de sua avó Márcia, que muitas vezes lhe ora e pede sua vinda com saúde, e ânimo. Cookie, a cachorra mais desordeira do mundo te espera ansiosa para lamber sua cara e roubar sua comida. Todos nós, deste lado da história estamos muito ansiosos por você e fazemos votos de lhe amar muito, e em paz, e contemplar você.
III - Consolação, virtudes, apoio:
Não há culpa, não há magoa, não há dôr. Há um vazio que vocês duas deixaram, e que nunca se preenche. Nos primeiros dias, pedi tanto a Deus pela morte, e ele nunca me respondeu. Talvez eu deva lhe segurar nos braços para entender o que é a perfeição, para depois partir. Filha, dou-te como lição ser sempre leve, aceitar tudo o que Deus lhe manda, e amar as pessoas com cada tino e certeza de seu coração, confie em tua intuição, e acredite sempre em seu potêncial - se hoje sou pai, e estou vivo, é porque ao longo do caminho sempre tive o sonho de um dia poder constituir minha família, e mais além: Sabia de que minha vida seria perfeita com tua chegada. Não houve um dia que não esperei por hoje, e digo que você desde que revelada já foi muito amada, tôdas as minhas alegrias hoje são você.
Se eu não estiver por perto, saiba que lhe amo, e lhe tenho confiança em tudo o que fizer, e mais além: Tudo o que desejar, que for sincero e puro, de teu merecimento, Deus lhe dará e te recompensará pelo que dividir com teus irmãos. Ama a vida, e despreza o gôsto de ocre na bôca, renega a casa, flôrete e jardim, e ama a perfeição, entende que tudo que vive é irmão, e que há uma Fôrça soberana que rege, guarda e ilumina teus passos nessa terra. Sê feliz, pois quem tem sorriso na boca não tem tempo para chorar; Entrega-te só para quem te merecer, pois tem seu pêso posto em ouro, vale muito e é estimada, preciosa e querida. Ame apenas quem for digno de seu amôr, sê caridosa com todos e louva a Deus por tudo, pois em Tudo Êle estará contigo e te livrará do mal por onde você for, carregas o sangue franciscano, sê humilde, grata e em paz.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
19/02 (Sob o Sol)
Desde a primeira vez que meus olhos repousaram,
em seus cabelos,
em seus olhos,
no seu desterro,
bochechas tão coradas,
na cáucasa pele;
Eu sabia que ali estaria um sacrário,
foi pequeno o espaço da calçada,
grande tempo de segundos,
pouco tempo para muita cerveja,
Vitorino cantando vantagem,
nome ridículo de um primo,
Arce contando cerveja,
Arcanjo doando cigarros,
Jesus estava na sua frente, você lembra?
Jesus te serviu, e você disse não.
o all-star, o andar, um falar, a legião de calouros andando pela tiradentes
um mural]
E aquele mesmo bar foi aquele que demos calote no final do semestre,
lembra?
o Mosteiro,
o Frade Menor enterrado,
a vida acontecendo e se fazendo acontecer,
risos que turvaram a noite,
que vontade de te puxar num assunto,
a Irmã Tesoura.
Está tudo ainda ali
E, será que você é você, carinha?
um motivo torpe, qualquer coisa para qualquer resposta
(desde que fosse a tua)
mas, ela veio.
naquele dia, os dedos de Deus riscaram os Céus,
e subitamente
soube eu
que aquele sorriso
é o sorriso mais lindo que já vi em minha vida toda.
365, 1, 525600, não importa a nomeclatura, se,
ainda continua tudo aqui,
da mesma forma
do mesmo jeito,
aqui.
em seus cabelos,
em seus olhos,
no seu desterro,
bochechas tão coradas,
na cáucasa pele;
Eu sabia que ali estaria um sacrário,
foi pequeno o espaço da calçada,
grande tempo de segundos,
pouco tempo para muita cerveja,
Vitorino cantando vantagem,
nome ridículo de um primo,
Arce contando cerveja,
Arcanjo doando cigarros,
Jesus estava na sua frente, você lembra?
Jesus te serviu, e você disse não.
o all-star, o andar, um falar, a legião de calouros andando pela tiradentes
um mural]
E aquele mesmo bar foi aquele que demos calote no final do semestre,
lembra?
o Mosteiro,
o Frade Menor enterrado,
a vida acontecendo e se fazendo acontecer,
risos que turvaram a noite,
que vontade de te puxar num assunto,
a Irmã Tesoura.
Está tudo ainda ali
E, será que você é você, carinha?
um motivo torpe, qualquer coisa para qualquer resposta
(desde que fosse a tua)
mas, ela veio.
naquele dia, os dedos de Deus riscaram os Céus,
e subitamente
soube eu
que aquele sorriso
é o sorriso mais lindo que já vi em minha vida toda.
365, 1, 525600, não importa a nomeclatura, se,
ainda continua tudo aqui,
da mesma forma
do mesmo jeito,
aqui.