"A platéia só deseja ser feliz..."
Abba, sinto-me deslocado. Talvez, até egoístamente sozinho - há quem diga, maldosas línguas que deve ser o inferno astral. Quem me viu disse que era a quaresma, quem me sentiu disse que minha alma aboiava. Outras disseram que morri, mas a carne passa bem.
Sinto que meu coração, lentamente foi dissecado, e lentamente perdi os tinos e sensos de tudo, e hoje me sinto como o início de meu Salmo favorito (o 22º) desamparado de Deus, sozinho, e abandonado - mesmo sabendo que ele se encontra here, there and everywhere. Existem, ainda sim Abba, pessôas que me fazem desarmar as ventas e tornam minha vida menos triste neste mezzo-tempo. Maria continua sendo uma grande aliada minha, Bigous voltimeia faz a minha tristeza dar uns rolês, e Diana Pastôra me tomou como um dos dela, e me tratou como um dos dela. A vida, por mais triste e desesperadora que esteja sendo nestes últimos dias, não está sendo mais tão cã por conta deles tôdos - incluindo o Vossa Santidade Menor.
Deus ainda me sustenta pela destra e me guia, e talvez este medo todo seja por ser mais humano do que cristão e entender de uma vez por todas o que minha carne secular não permite: Os tempos divinos são diferentes dos nossos, e cada coisa acontece no seu devido tempo; Besta sou eu em achar que as coisas acontecem logo, e este tempo de preparação, de penitência, de contra-força, de zêlo, de contemplação me agonia tanto, me desespera, e me deixa assim, como se tivesse caído da mudança, ou como se eu fôsse o próprio Longuinho Lanceiro. Deus é quem me guarda, mas ainda preciso domar e catequizar a mim mesmo para os tempos divinos. Meu Deus, perdão pela minha intransigência enquão crente de Vossa Glória e Amôr; Dôce Coração de Maria, sêde minha salvação!
A falta do emprego ainda gera um desespero geral, mas não me deixa mais tão triste, meu maior medo é que eu não fique conformado nesta situação. Tenho um cão, mãe e avó para zelar e cuidar, afora meu futuro Terceiro para fazer, não posso me conformar. A maior virtude de um Franciscano me falta agora, que é a Irmã Alegria, e penso comigo mesmo que dos Terceiros, devo eu ser quem mais envergonho Pae Francisco, pelo fato de que não consigo cultivar e cativá-la por esses dias. Tenho sentido tôdos os sentidos do mundo, e o incerto me faz afundar os dedos na terra, enquanto me pego rezando para Deus não me deixar convencer pelo dinário do mundo, mas, me dando uma oportunidade de ganhar um dinário pra viver com dignidade - que encruzilhada, que bandeira.
Abba, ainda me cabe uma esperança cristã do amanhã, mas que parece tão longe, tão distante - assim como a alma de meu pai carnal, mas, ela ainda tem focos em mim, que por hora não consigo fortalecer ou deixar mais forte (tanto a esperança quanto a bôa alma de meu velho). A vida ainda sim continua sendo como uma imagem do Meu Glorioso São Jorge, em que sempre se apresenta em batalha constante contra do dragão da maldade, e só acaba quando a gente descansa - triste a sina deste trovador, não? - os xablaus nunca cessam, mas Deus está aí, guiando, e de vez em quando a gente esboça um sorriso amarelo, e tudo fica legalzinho, e a vida até parece que vai (não indo).
Uma amiga disse que eu nasci no mesmo dia que São Francisco de Paula também nasceu. 27/03. Meu avô se chamava Francisco, minha avó se chama Antônia, e eu sou o filho de uma devota do Pae Francisco, batizado numa igreja dedicada ao Pae Francisco, que pediu deste que eu estava no seu ventre para que êle me cercasse e me tirasse da lama do mundo, e bem, agora estou aí pelejando pra ser um Terceiro. É tão engraçado como Pae Francisco agiu na minha vida, e me reconduziu até o Divino, Abba, é tudo muito suspenso no ar e coincidente, mas, belo, carinhoso, parecia que já era para mim viver da vida Franciscana, e se devotar pelo Crucifixo de São Damião. O Cristo venceu a Cruz, e triunfante olhou pra Francisco, e agora, Francisco me conduz de volta do caminho que não deveria ter saído nunca.
Eu acredito, que estou voltando pra casa, bem acompanhado com o Pobrezinho. E espero quando chegar lá, que essa tristeza acade ou amenize. Amanhã, bomfrade, faço 26 anos, e não me sinto feliz, nem triste, me sinto apenas mais velho e mais experiente e com mais vontade de me perdoar pelas cagadas cometidas ao longo da vida, e de perdoar quem me quis mal, e seguir uma vida cheia de Deus, e cheia de paz. Mesmo que neste atual cenário mundial me pareça impossível.
Mas, ando fazendo pequenas coisas, para logo fazer o possível, e rogo a Pae Francisco que eu logo após isto consiga fazer o impossível.
1 Pe 3; 11.
Nm 6; 24-26
T
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
segunda-feira, 26 de março de 2018
quinta-feira, 15 de março de 2018
Glorioso Santo Antônio.
Abba, os dias têm sido mui distantes um do outro, como se a semana se dividisse e cada dia fôsse sete dias, e cada hora se acentasse sobre o calendário, acalentando as candeias, deixando o pavio longo e a língua-de-fôgo fina e eterna. Parece que o tempo não passa, parece que nada muda, e que o vento só vem brincar com aquela velha e minúscula árvore que se há na frente do 133.
A vida aqui fora do claustro continua sendo difícil, e parece ser cada vez mais - tal qual ser cristão nessa sociedade, tal qual viver um evangelho tão fácil e tão torturoso. Sortudo de ti que se confina no olho do furacão, e cercado de marronzinhos do pau ôco, do côco ôco, de gesso, madeira tricentenária e gente que quer ganhar o Céu pelos títulos. Sabe, Abba, apesar de amar o 133 me pego pensando se Pae Francisco realmente queria tudo isso, ou imaginava tudo isso - é inegável a certeza de ofertar, dar e ter o melhor para Deus, em tôdos os sentidos, mas, êste ponto em específico ainda não pude entender. Deus quis assim, e a minha preguiça também. (Necessitamos de mais Alcantarinos, e uma cerveja gelada).
Como é difícil, pae, abrir a porta e ver novos horizontes e recomeçar. Do alto da minha falsa loucura, me fiz pequeno para viver com e como os menores - mas eles me mostraram ser Grãos; Veneráveis. E dos tantos Veneráveis, da Venerável, eram pequenos, eram menores, eram tão iguais a mim nas suas imperfeições e fé. Fé cega e faca amolada, peito aberto, e água e vinho. Mais água do que vinho. Os frangões saíram de minha rotina, mas ainda guardo êles em meu imperfeito coração pois foram também instrumentos de evangelização. Me tornaram mais próximo de Deus, e me ensinaram o valôr da gratidão, tanto que até hoje, rezo pelo bôm rango, temperado pela minha dôce mãe, mesmo com pouco tempero (a mulherada daqui de casa tem problema igual a mocidade do claustro, jovens com mais 45), e me ensinou que por mais que eu tenha meus repentes e desejos "pacômicos-monásticos", ainda sim devo conviver em fraternidade com a sociedade. A terra é bôa e rica, e nela há espaço para tôdos, e até mesmo nêste espaço, vi tantas vezes o amôr nascer, em mim e nos outros.
Infelizmente, Abba, tenho feito a igreja na ecclesia, e assim encontrado nos meus irmãos (Môça Diana, a Carneirinho, Bi da Jufra, a Camila e o Dhani, Julioso, Bigous, Olivio, Pedro, tanta gente...) as virtudes que tanto estimo neles, e visto meus defeitos nos reflexos das atitudes deles - daí já tenho meu Kyrie Eleison. Devoto meus ouvidos e olhos a quem precisar de mim, reparto o muito pouco que tenho com quem mais precisa, e assim já faço a glorificação a Deus pelos meus dons, e reparto-o dando trabalho e assistência aos que mais precisam de mim, e que eu os leve a Deus. E repartindo, distorcidamente comungo e oferto; Sabe Abba, eu tenho pouco, muito pouco. Muito pouco de quase nada, mas foi Deus que me deu, e me capacitou com meus dons e virtudes para que eu conseguir esse poucoo que me é tudo - Meu Deus me capacitou para o Meu Tudo. Meu Deus e Meu Tudo. Meu Deus é o Meu Tudo.
Abba, a vida tem se tornado bôa na mesma proporção que tem se dificultado. A loucura da Cruz é um difícil desafio vitalício, mas, quando as fôlhas caem e florescem em loucura na primavera, algo na minha alma vibra dizendo que vale a pena tudo isso, e quem é dos seus não se degenera. (ainda somos reis, e ainda somos profetas).
Apesar de ter tirado "um período sabático" do 133, aos 1ºs e 3ºs domingos estarei no anexo. Traga um frangão dentro do marronzinho, bonfrade. A nossa diferença é que eu fui infeliz, meu claustro, como o Pae já mostrou a Madonna Pobreza, é tudo o que circunda minha vista. E preciso começar desde agora a limpar e arrumar aqui. A luta é difícil, mas a alegria é o que nos salva da tristeza. 1 Pe 3; 11.
Paz e Bem!
Nm 6; 24-26.
T.
A vida aqui fora do claustro continua sendo difícil, e parece ser cada vez mais - tal qual ser cristão nessa sociedade, tal qual viver um evangelho tão fácil e tão torturoso. Sortudo de ti que se confina no olho do furacão, e cercado de marronzinhos do pau ôco, do côco ôco, de gesso, madeira tricentenária e gente que quer ganhar o Céu pelos títulos. Sabe, Abba, apesar de amar o 133 me pego pensando se Pae Francisco realmente queria tudo isso, ou imaginava tudo isso - é inegável a certeza de ofertar, dar e ter o melhor para Deus, em tôdos os sentidos, mas, êste ponto em específico ainda não pude entender. Deus quis assim, e a minha preguiça também. (Necessitamos de mais Alcantarinos, e uma cerveja gelada).
Como é difícil, pae, abrir a porta e ver novos horizontes e recomeçar. Do alto da minha falsa loucura, me fiz pequeno para viver com e como os menores - mas eles me mostraram ser Grãos; Veneráveis. E dos tantos Veneráveis, da Venerável, eram pequenos, eram menores, eram tão iguais a mim nas suas imperfeições e fé. Fé cega e faca amolada, peito aberto, e água e vinho. Mais água do que vinho. Os frangões saíram de minha rotina, mas ainda guardo êles em meu imperfeito coração pois foram também instrumentos de evangelização. Me tornaram mais próximo de Deus, e me ensinaram o valôr da gratidão, tanto que até hoje, rezo pelo bôm rango, temperado pela minha dôce mãe, mesmo com pouco tempero (a mulherada daqui de casa tem problema igual a mocidade do claustro, jovens com mais 45), e me ensinou que por mais que eu tenha meus repentes e desejos "pacômicos-monásticos", ainda sim devo conviver em fraternidade com a sociedade. A terra é bôa e rica, e nela há espaço para tôdos, e até mesmo nêste espaço, vi tantas vezes o amôr nascer, em mim e nos outros.
Infelizmente, Abba, tenho feito a igreja na ecclesia, e assim encontrado nos meus irmãos (Môça Diana, a Carneirinho, Bi da Jufra, a Camila e o Dhani, Julioso, Bigous, Olivio, Pedro, tanta gente...) as virtudes que tanto estimo neles, e visto meus defeitos nos reflexos das atitudes deles - daí já tenho meu Kyrie Eleison. Devoto meus ouvidos e olhos a quem precisar de mim, reparto o muito pouco que tenho com quem mais precisa, e assim já faço a glorificação a Deus pelos meus dons, e reparto-o dando trabalho e assistência aos que mais precisam de mim, e que eu os leve a Deus. E repartindo, distorcidamente comungo e oferto; Sabe Abba, eu tenho pouco, muito pouco. Muito pouco de quase nada, mas foi Deus que me deu, e me capacitou com meus dons e virtudes para que eu conseguir esse poucoo que me é tudo - Meu Deus me capacitou para o Meu Tudo. Meu Deus e Meu Tudo. Meu Deus é o Meu Tudo.
Abba, a vida tem se tornado bôa na mesma proporção que tem se dificultado. A loucura da Cruz é um difícil desafio vitalício, mas, quando as fôlhas caem e florescem em loucura na primavera, algo na minha alma vibra dizendo que vale a pena tudo isso, e quem é dos seus não se degenera. (ainda somos reis, e ainda somos profetas).
Apesar de ter tirado "um período sabático" do 133, aos 1ºs e 3ºs domingos estarei no anexo. Traga um frangão dentro do marronzinho, bonfrade. A nossa diferença é que eu fui infeliz, meu claustro, como o Pae já mostrou a Madonna Pobreza, é tudo o que circunda minha vista. E preciso começar desde agora a limpar e arrumar aqui. A luta é difícil, mas a alegria é o que nos salva da tristeza. 1 Pe 3; 11.
Paz e Bem!
Nm 6; 24-26.
T.