Escrever não é dom, é um ofício de quem pena, e entende das coisas que lhe cercam, escrever - nada mais é - do que desabafo e forma abstrata de transformar o jugo em leveza, virar da dor alegria para as massas, tal qual o Pierrot que perde sua Colombina para quem nunca lhe amou. Oremos.
...Então, por quê escrevo?
Escrevo para tirar de mim a lama - proposital e incidental, que por muitas vezes custou a sair, e pela alegria de (re)ler e saber que tudo acabou bem, e que sempre houveram dias piores, mas que dentro da tormenta não conseguíamos ver. Na vera, escrevo por mim, para o bem de minha sanidade, o fato de agradar as pessoas me assusta, pois apenas é de tristeza o que me escrevo (Saravá, São Baden Powell); A tristeza de perder a flôr mais linda do jardim, se sentir um nada, e se pilhar todo segundo com as tretas que lhe impõem, magoam. E a linda velha fuligem da carne vai se corrompendo e desmistificando ao passar dias: Sangue não. Água e vinho (Mad John, mark these words).
Deus vos Salve, dom débil que exime de mim toda a tristeza, e me deixa gélido como a geada; Mais ainda, subjugo o inédito: Deus vos Salve, tristeza, que se maquina em meu peito, e me dá o segredo embutido nas pessoas que trafegam automaticamente no universo que criam: Solidão antecipada, férias vencidas, vontade de cair na estrada e beber aquela cerveja.
Deus vos Salve Concórdia, casa santa de coluna voluntariada de certeza e amor sem fim, carne com gosto de mel e corpo ingreme que pena, pesa e geme contra o meu; Deus vos Salve, Sečanja eterna de um dia não ser mais lembrada. Deus vos Salve flôr-de-Lotus, a quem eu tentei fazer florescer. Deus vos Salve Dona Antônia, Rainha Suprema Assunta ao Céu, mãe do chão duro e ventre seco (ventre seco, secou), és o meu penhor de graça e pendão de glória, pois desde teu ventre seco me fui confiado a Maria, e de Antônia veio Márcia, e de leite de Leoa eu me cresci, e no ventre da Mater me fiz carne, e hoje estou aqui pela permissão da Mater Majora. Deus vos Salve, inquietação, cala tua batida como me calou de ser ninguém - Sjaj Ü Oćima.
Quando eu escrever, sinta cada peso das minhas palavras, e ouça minha alma, pois as mãos se definham em sim e em nãos, e a voz não diz nada, a voz é mineira igual a vós: Dá-se o boi pra não brigar, e dois para não sair do enredo. Quando eu escrever, entenda cada palavra com discernimento, assim como tento entender cada pessoa, seus motivos e razões, assim como o Céu que de cinza se fez azul pra abençoar os cabelos negros da Morena de lobo no braço. Quando eu escrever, leia as sublinhas com a confidencialidade de quem te conta um segredo, pois um texto tem mil significados, e o que eu digo em encripto, te cabe só a vós.
E tudo que você quiser, e tudo que você pensar, será.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
sábado, 29 de outubro de 2016
Granada Aurora.
Se você selar meus lábios com os teus
Palavras não vou dizer
Nem pensar algo
Apenas dormir nos braços
De quem me quer tão bem
Quando minha cabeça deitar no travesseiro
Por favor diga algo
Não me deixe dormir com esse pensamento
De que estou errado
Em ser correto no meu agir
Não te alongue de mim e do sentimento
Que cultivamos aos dias
Olhe para o meu rosto
Enxergue o que não se vê
E tantos véus escondem
Guarda seus medos numa mala
E deixa a alegria brilhar intensamente
O Sol sempre vai nascer
E um novo motivo pra vencer
Vai chegar
Palavras não vou dizer
Nem pensar algo
Apenas dormir nos braços
De quem me quer tão bem
Quando minha cabeça deitar no travesseiro
Por favor diga algo
Não me deixe dormir com esse pensamento
De que estou errado
Em ser correto no meu agir
Não te alongue de mim e do sentimento
Que cultivamos aos dias
Olhe para o meu rosto
Enxergue o que não se vê
E tantos véus escondem
Guarda seus medos numa mala
E deixa a alegria brilhar intensamente
O Sol sempre vai nascer
E um novo motivo pra vencer
Vai chegar
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Viajante.
Eu me lembro muito antes de tudo isso, do gosto, da textura e das palavras proferidas, e eu me lembro de cada uma delas. Eu me lembro do beijo, dito, e do segredo que cabe apenas a mim e aquela que tanto estimo, tanto crio planos. Sim, eu me lembro, eu estava lá, meus olhos foram testemunhas.
E se te cabe saber, me lembro das cores - mesmo que erradas, das serras, montanhas, casas e casernas, pessoas e caronas, boléias de caminhão, vagão de trem ou caminho de água fresca e límpida. Banho frio de ribeirão, mas nenhuma dessas belezas se compara a tua. E nem há de se comprar. E dos sons que conheci, o tema ainda tem mais tonalidades e virtuose, e a tua voz é a melhor do que as cadências que eu ouvir por aí. O raio desenha as linhas do teu corpo no Céu, e o trovão me lembra o sôm de quando você desagou seu corpo em meus braços, e quando chove, lembro daquela noite. Chove Lá Fora.
Eu me lembro das dores, e de me refugiar no sacrário, nos copos e garrafas, nas cordas de aço, e de me magoar, me machucar com coisa tão besta e achar que todas as pessoas seriam boas por excelência. Me lembro de me tremer de medo e muitas vezes calar a voz por achar a coragem tão intransigente, tão fora de mim, e por muitas vezez que silenciei para evitar brigas, para evitar mágoas, e quantas vezes o reio da mochila me pediu para correr e eu fiquei.
Lembro também da estadia em tua casa, da parada, e ter me austerado, e só me ter presença onde você estava, e só pousar onde você estivesse, como a água que cai, cai veêmente sob a árvore. Lembro de só querer de ti, e nunca em má, só em paz, e conhecer mais de ti, e (re)conhecer a mim em ti; Meus nervos me lembram de verificar sempre teu retrato, na esperança que você - via telepatia - saiba tudo o que sinto. Eu não arruaço ninguém, nem corto as ondas, nem choro mais. Apenas estou por aí, com a mochila em algum lugar do mundo, e pensando.
E se te cabe saber, me lembro das cores - mesmo que erradas, das serras, montanhas, casas e casernas, pessoas e caronas, boléias de caminhão, vagão de trem ou caminho de água fresca e límpida. Banho frio de ribeirão, mas nenhuma dessas belezas se compara a tua. E nem há de se comprar. E dos sons que conheci, o tema ainda tem mais tonalidades e virtuose, e a tua voz é a melhor do que as cadências que eu ouvir por aí. O raio desenha as linhas do teu corpo no Céu, e o trovão me lembra o sôm de quando você desagou seu corpo em meus braços, e quando chove, lembro daquela noite. Chove Lá Fora.
Eu me lembro das dores, e de me refugiar no sacrário, nos copos e garrafas, nas cordas de aço, e de me magoar, me machucar com coisa tão besta e achar que todas as pessoas seriam boas por excelência. Me lembro de me tremer de medo e muitas vezes calar a voz por achar a coragem tão intransigente, tão fora de mim, e por muitas vezez que silenciei para evitar brigas, para evitar mágoas, e quantas vezes o reio da mochila me pediu para correr e eu fiquei.
Lembro também da estadia em tua casa, da parada, e ter me austerado, e só me ter presença onde você estava, e só pousar onde você estivesse, como a água que cai, cai veêmente sob a árvore. Lembro de só querer de ti, e nunca em má, só em paz, e conhecer mais de ti, e (re)conhecer a mim em ti; Meus nervos me lembram de verificar sempre teu retrato, na esperança que você - via telepatia - saiba tudo o que sinto. Eu não arruaço ninguém, nem corto as ondas, nem choro mais. Apenas estou por aí, com a mochila em algum lugar do mundo, e pensando.
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Terral.
E o saveiro desemboca no rio, se atraca. Cidade de lugar temente, de onde vejo o Sinédrio e seus belos senhores da lei, que sabem menos da vida e mais da (des)velação dos olhos. O cheiro de jasmin parece me abandonar a cada segundo, eu quero ir embora, eu não sou daqui, eu (não) me pertenço, eu sou burro, feio e bobo, trafego na rua, e gente assim não merece vencer na vida. O sujo é quem tem esse direito. Fita meus olhos e sente, se você entende essas letras, preste atenção no tamanho desse desandar, e no que dizes, e no que fazes, e no que sentes, ela ainda pensa, mas deixa no ar, hoje não tem cheiro de jasmin. E a cabeça pesa, palavras ficam desconexas e eu estraguei mais uma vez e eu ajo cada vez (mais) como um total idiota. (Não) tenha misericórdia, nem pena, é normal idiotas assim cometerem gafes igual a essas, eu passo por isso sempre.
A história que passa pelos meus olhos denuncia tudo aquilo que se passa pelas vitrinas, e os desejos mais maravilhosos que elas nos cintilam os olhos: Vãs mentiras bestas, que flagelam a alma, comerciais de manteiga e jóias, cousas que êles não dizem e nem sequer as paredes contam nos débilos segredos. E eu penso, choro. Peno, nada é real, e a realidade me fez oceânico por excelência - é tudo a mesma coisa de sempre, é sempre a velha pedra contra a testa, e faz a vontade de se exilar na Sibéria ser pior e menor que isso tudo, e ser egoísta ao ponto de só pensar em mim e me esquecer do resto, e viver pros meus livros e discos, e sentir cada vez mais essa corda que aperta meu pescoço me tirar daqui e me levar ao lado de quem tanto me amou primeiro - de quem estava lá na hora do mar revolto. Quando eu venci esse mesmo mar ferreo e revoltoso, eu percebi que o melhor abraço que já pude ter um dia ganhado, foram dos meus braços, e o melhor sentimento que tive foi quando eu venci uma parcela da vitória toda que ainda estava por vir, e aqui no degredo a gente sonha muito em vencer o vislumbrante dragão da maldade, e ter essa idéia de que se isolar é bom. Se isolar é ruim, mas vezes a maçã é gostosa quando não se esfarinha na boa.
A silhoueta dela parece cada vez mais distante de mim, e eu cada vez mais esguio, amarelo, de olhos fundos e cálido; Cai-não-cai, e fala, fala-me todas essas cousas que me magoam mas me fazem seguir, e me fecha os olhos, mas me mantenha cada vez mais atento aos sinais, e rende, como eu já me senti. Talvez o sonho mais simples se'a o mais difícil de conseguir, e isso explica tudo - inclusive essas lágrimas nos meus olhos, e essa dor tão forte. Se não ouve, não calça a alma, e se não armar, tem o vão amor dos dias. Me leve embora daqui, nobre senhor, nada disso me orna ou me orienta, tampouco faz jus. Mesmo que eu me despojasse a sentar no local dos meus, onde me cabe, seria maior do que a mim, me ponha nos serviçais ou com os cães, é dali que sou, meu signo diz a quem olha na minha face. Eu não sou daqui, e de minha boca proferem chagas, de meus olhos, malderes, de minhas mãos, más ações, e de meus passos, tristes mágoas que a quem segue, se perde ou se magoa. Me leve, Senhor, e me atire no primeiro trancoso que houver, ali estará a glória da água corrente, e ali cabe a mim, e a minha lama, aonde meu coração não se tem em água e vinho. Ali eu posso me pertenço, não me provincio mais.
É noite, e faz silêncio. Estou tão só que poderia morrer, ou ser noticiado como o mais novo Asafe, que na hora da solidão brindou no violão aquela melodia de Granada Esmeralda e fez o Sol nascer cinza pra acordar a moça mais linda da morada dela, e cair em paz. Ela não sabe, mas eu quero casar com ela, espetar meu pendão no seu seio, carregar por onde for seu cheiro, e escrever passantes de glória e enfeitar o cabelo dela com lírios e magnólias - mas, estes móveis tem piedade de minha alma e me levam pro Saveiro, e a garrafa esvaziou, e eu não sinto dor, não sinto angústia, mais nada. Estou longe.
Finalmente, estou começando a deixar tudo isso pra depois.
A história que passa pelos meus olhos denuncia tudo aquilo que se passa pelas vitrinas, e os desejos mais maravilhosos que elas nos cintilam os olhos: Vãs mentiras bestas, que flagelam a alma, comerciais de manteiga e jóias, cousas que êles não dizem e nem sequer as paredes contam nos débilos segredos. E eu penso, choro. Peno, nada é real, e a realidade me fez oceânico por excelência - é tudo a mesma coisa de sempre, é sempre a velha pedra contra a testa, e faz a vontade de se exilar na Sibéria ser pior e menor que isso tudo, e ser egoísta ao ponto de só pensar em mim e me esquecer do resto, e viver pros meus livros e discos, e sentir cada vez mais essa corda que aperta meu pescoço me tirar daqui e me levar ao lado de quem tanto me amou primeiro - de quem estava lá na hora do mar revolto. Quando eu venci esse mesmo mar ferreo e revoltoso, eu percebi que o melhor abraço que já pude ter um dia ganhado, foram dos meus braços, e o melhor sentimento que tive foi quando eu venci uma parcela da vitória toda que ainda estava por vir, e aqui no degredo a gente sonha muito em vencer o vislumbrante dragão da maldade, e ter essa idéia de que se isolar é bom. Se isolar é ruim, mas vezes a maçã é gostosa quando não se esfarinha na boa.
A silhoueta dela parece cada vez mais distante de mim, e eu cada vez mais esguio, amarelo, de olhos fundos e cálido; Cai-não-cai, e fala, fala-me todas essas cousas que me magoam mas me fazem seguir, e me fecha os olhos, mas me mantenha cada vez mais atento aos sinais, e rende, como eu já me senti. Talvez o sonho mais simples se'a o mais difícil de conseguir, e isso explica tudo - inclusive essas lágrimas nos meus olhos, e essa dor tão forte. Se não ouve, não calça a alma, e se não armar, tem o vão amor dos dias. Me leve embora daqui, nobre senhor, nada disso me orna ou me orienta, tampouco faz jus. Mesmo que eu me despojasse a sentar no local dos meus, onde me cabe, seria maior do que a mim, me ponha nos serviçais ou com os cães, é dali que sou, meu signo diz a quem olha na minha face. Eu não sou daqui, e de minha boca proferem chagas, de meus olhos, malderes, de minhas mãos, más ações, e de meus passos, tristes mágoas que a quem segue, se perde ou se magoa. Me leve, Senhor, e me atire no primeiro trancoso que houver, ali estará a glória da água corrente, e ali cabe a mim, e a minha lama, aonde meu coração não se tem em água e vinho. Ali eu posso me pertenço, não me provincio mais.
É noite, e faz silêncio. Estou tão só que poderia morrer, ou ser noticiado como o mais novo Asafe, que na hora da solidão brindou no violão aquela melodia de Granada Esmeralda e fez o Sol nascer cinza pra acordar a moça mais linda da morada dela, e cair em paz. Ela não sabe, mas eu quero casar com ela, espetar meu pendão no seu seio, carregar por onde for seu cheiro, e escrever passantes de glória e enfeitar o cabelo dela com lírios e magnólias - mas, estes móveis tem piedade de minha alma e me levam pro Saveiro, e a garrafa esvaziou, e eu não sinto dor, não sinto angústia, mais nada. Estou longe.
Finalmente, estou começando a deixar tudo isso pra depois.
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Timoneiro.
Estrelas do Céu, sejam minhas testemunhas, falem me em versos bons e medianos, e deixem meu coração vibrar - abrir as janelas dessa escotilha e ver o que aconteceu enquanto dormia embalado pelo marejo.
O Capitão das Bodas e Águas Fundas ainda existe, e sua triste feição não pode ser evitada: Sua alma secula pelas carnes que lhe aprisionam e a maldade e indiferença lhe chagueiam e turvam a vista, e as vezes, tão somente as vezes, quando Ela está por perto e lança o cheiro de sua pele sob ele, aninhando-se no peito ou em seu colo, há se uma bonança incrível e uma força de querer vencer a vida no dente - mais além. O mundo.
E sou eu novamente, saveiro de madeira e candeia acesa ante a noite estranha, cruzando o mar ferreo. Ora tempestuoso, ora eterno, ora acompanhado de outras jangadas no içar de vela e tarrafa, pegando o que me cabe de sustento do mar, ora sozinho, na noite da solidão, lembrando da casa, rosa e jardim.
Por Ela, fiz o verso, melodia, música e pendão, tirei do pote e dei: Toma, é teu. Por ela me deixei sangrar, e cegar, e poder ser tudo o que me cabe: Não me precisei estar acima ou abixo; Nivelado. Da proa do saveiro, no brumeio incerto, lembro de quem da areia da praia me mandava amplexos cheios de lembranças, beijos cheios de gosto, textura e cor, lembro do sorriso mais esperado que guardo na ida e estimo na volta.
Dos braços que prendem-se ao corpo cansado, da água no copo dado a boca que nem prolifera palavras frutíferas pela secura da garganta que foi maculada pelo beijo da amada. É noite, faz-te presente e deita do meu lado, e seja minha candeia, não se apagando essa noite. Nem nunca mais.
O timão, dá meu rumo norte com certa lentidão, mesmo quando eu ainda brigava co'as ondas do mar, ele se mantinha independente a esta mão. E não se pode fugir do que está escrito e preparado; Possa até ser que uma hora você possa alterar, mas, uma hora a onda vem: Marola ou Alteio. Mesmo agora tendo mais controle sobre esse timão e sobre a direção, movimento das ondas e dos barcos, ainda sim hora ou outra me sinto perdido, desencontrado. Nada que me assusta, ou me dê medo, nada do que tenha visto ou sonhado: Apenas a incerteza do futuro, dos próximos nós, e de todo o restante. Medo que Ela esqueça de minha feição, e afeição, da aferição de minhas mãos nas tuas, timoneiro eu, timoneiro vou. Aqui estou.
O Capitão das Bodas e Águas Fundas ainda existe, e sua triste feição não pode ser evitada: Sua alma secula pelas carnes que lhe aprisionam e a maldade e indiferença lhe chagueiam e turvam a vista, e as vezes, tão somente as vezes, quando Ela está por perto e lança o cheiro de sua pele sob ele, aninhando-se no peito ou em seu colo, há se uma bonança incrível e uma força de querer vencer a vida no dente - mais além. O mundo.
E sou eu novamente, saveiro de madeira e candeia acesa ante a noite estranha, cruzando o mar ferreo. Ora tempestuoso, ora eterno, ora acompanhado de outras jangadas no içar de vela e tarrafa, pegando o que me cabe de sustento do mar, ora sozinho, na noite da solidão, lembrando da casa, rosa e jardim.
Por Ela, fiz o verso, melodia, música e pendão, tirei do pote e dei: Toma, é teu. Por ela me deixei sangrar, e cegar, e poder ser tudo o que me cabe: Não me precisei estar acima ou abixo; Nivelado. Da proa do saveiro, no brumeio incerto, lembro de quem da areia da praia me mandava amplexos cheios de lembranças, beijos cheios de gosto, textura e cor, lembro do sorriso mais esperado que guardo na ida e estimo na volta.
Dos braços que prendem-se ao corpo cansado, da água no copo dado a boca que nem prolifera palavras frutíferas pela secura da garganta que foi maculada pelo beijo da amada. É noite, faz-te presente e deita do meu lado, e seja minha candeia, não se apagando essa noite. Nem nunca mais.
O timão, dá meu rumo norte com certa lentidão, mesmo quando eu ainda brigava co'as ondas do mar, ele se mantinha independente a esta mão. E não se pode fugir do que está escrito e preparado; Possa até ser que uma hora você possa alterar, mas, uma hora a onda vem: Marola ou Alteio. Mesmo agora tendo mais controle sobre esse timão e sobre a direção, movimento das ondas e dos barcos, ainda sim hora ou outra me sinto perdido, desencontrado. Nada que me assusta, ou me dê medo, nada do que tenha visto ou sonhado: Apenas a incerteza do futuro, dos próximos nós, e de todo o restante. Medo que Ela esqueça de minha feição, e afeição, da aferição de minhas mãos nas tuas, timoneiro eu, timoneiro vou. Aqui estou.
domingo, 16 de outubro de 2016
Concorde.
Quando dizia no passado, até mesmo em posts deste blog mundado que devia/não devia " (...) Renegar a casa, rosa e o Jardim (...) ", talvez eu soubesse de tudo isso que fosse acontecer, ou talvez não, quem sabe? Sei que o cheiro de Jasmin ainda é semi-incógnito, e Cecília volta a ser um projeto ativo novamente, e a Lotus gentilmente fez eu me sentir um deus nessas últimas 72 horas, e na glória de se ser, sentir e fazer mulher, ela me honra com sua companhia - viagem sem volta de amor e aperreio, que faz eu me remoer e relampejar cada vez mais.
Estar com ela é como estar com a Iansã mais sensual, de seios belos e quadril voluptuoso, e ter a alegria de sua Consorte, como Lakshmini amiga-irmã e confidente de sorriso belo, e sua ira de Kali ou Obá com a voz firme e impetuosa, e ora tão terna como Maria das Candeias em seu colo, carinho e abraço, com suas pernas firmes e vontade de seguir como Artémis, ora tão amante como Afrodite e sua sensualidade exalando. Ela tem um pouco de tudo, e o tudo dela me satisfaz, me fazendo sentir o amor de forma diferente, como nunca senti antes por ninguém, e nem em mim, e me fazendo sangrar a cada instante, gotas de sangue que tem gosto e cheiro de amor.
E o sangue na camisa não é pouco. E a lembrança recorrente da madrugada interminável trás no lábio uma alegria de quem venceu na vida, quem teve do prazer um momento único; Deitou, e quando sentiu palpitar o coração, beijou: Amou, contrariando qualquer coisa do mundo, desejando sentir o cheiro de cada pétala da flôr da Lotus - a mais bela, querida, desejada, estimada. Aperta, sente, ama, força, pede-se a passagem e abre as pernas, sussurra, geme, deixa entrar, fazer parte, e o fluxo vir, e ser, tanto faz, importa ali, aqui - agora, o beijo, sorriso na boca, como pode ela ser tão impiedosa e completa, que até quando exala seu cheiro de flôr, cega a minha alma? Deitou, pôs seu corpo no meu, sorriu e adormeceu no(s) meu(s) braço(s).
Nos sorrisos e nas garrafas, encontra-se a alegria de estar ao lado de quem se ama, de dividir a cerveja com a mulher amada, e segurar proporcionalmente a cintura dela como dita o universo. Aquela cintura, que cabe com um braço meu, como bem cabe os dois, que se concentram o quadril que concentra minha indecência, meu amor, minha vontade de ser, e estar - cousa que só sabe é quem dito essas linhas tão minhas, tão delas, nossas.
E, delineado pelas linhas de teu corpo, escondido pela roupa que te cabe bem, vejo o meu sacrário, e contemplo a beleza única da flôr mais bela do degredo e rainha na arte de ser-quem-é. Toma minha garrafa da mão e bebe, olha, sorri e me beija, tomando de minha mão e deixando que eu a ponha onde cabe; Fita meus olhos, e não sabe o que é, mas sente a sintonia - Vestida de estrelas, corpo amorenado que estélica o meu Céu, boca vívida que pintada, me deixa sujar para amar.
Estar com ela é como estar com a Iansã mais sensual, de seios belos e quadril voluptuoso, e ter a alegria de sua Consorte, como Lakshmini amiga-irmã e confidente de sorriso belo, e sua ira de Kali ou Obá com a voz firme e impetuosa, e ora tão terna como Maria das Candeias em seu colo, carinho e abraço, com suas pernas firmes e vontade de seguir como Artémis, ora tão amante como Afrodite e sua sensualidade exalando. Ela tem um pouco de tudo, e o tudo dela me satisfaz, me fazendo sentir o amor de forma diferente, como nunca senti antes por ninguém, e nem em mim, e me fazendo sangrar a cada instante, gotas de sangue que tem gosto e cheiro de amor.
E o sangue na camisa não é pouco. E a lembrança recorrente da madrugada interminável trás no lábio uma alegria de quem venceu na vida, quem teve do prazer um momento único; Deitou, e quando sentiu palpitar o coração, beijou: Amou, contrariando qualquer coisa do mundo, desejando sentir o cheiro de cada pétala da flôr da Lotus - a mais bela, querida, desejada, estimada. Aperta, sente, ama, força, pede-se a passagem e abre as pernas, sussurra, geme, deixa entrar, fazer parte, e o fluxo vir, e ser, tanto faz, importa ali, aqui - agora, o beijo, sorriso na boca, como pode ela ser tão impiedosa e completa, que até quando exala seu cheiro de flôr, cega a minha alma? Deitou, pôs seu corpo no meu, sorriu e adormeceu no(s) meu(s) braço(s).
Nos sorrisos e nas garrafas, encontra-se a alegria de estar ao lado de quem se ama, de dividir a cerveja com a mulher amada, e segurar proporcionalmente a cintura dela como dita o universo. Aquela cintura, que cabe com um braço meu, como bem cabe os dois, que se concentram o quadril que concentra minha indecência, meu amor, minha vontade de ser, e estar - cousa que só sabe é quem dito essas linhas tão minhas, tão delas, nossas.
E, delineado pelas linhas de teu corpo, escondido pela roupa que te cabe bem, vejo o meu sacrário, e contemplo a beleza única da flôr mais bela do degredo e rainha na arte de ser-quem-é. Toma minha garrafa da mão e bebe, olha, sorri e me beija, tomando de minha mão e deixando que eu a ponha onde cabe; Fita meus olhos, e não sabe o que é, mas sente a sintonia - Vestida de estrelas, corpo amorenado que estélica o meu Céu, boca vívida que pintada, me deixa sujar para amar.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Beira Mar
Tira de mim tudo o que eu tenho. Desce-me até a água e eu permaneço lá. Lá eu fico, lá eu sou. Deixa que nenhuma dor se'a tão única quanto a do medo de ver o mar de cima das rochas, e deixa finalmente os olhos descansarem de forma tão pacífica. Deixa. A casa, o florete, o jardim, as plantas estão todas lá. Deita.
Que a dor de quem chega agora não atinja, por mais que isso doa ambivalentemente a todas as dores iguais (rochas iguais tem o mesmo peso mesmo tendo idades diferentes, disse o geólogo), e deita o corpo já sem vida na ribeira; Hoje o Viajante viaja. Hoje não existe dor alguma, nem maldade, nem nada. Hoje é dia de libertação. Lembra das cousas boas, e da bondade verdadeira que foi esparramada e fincada nas pessoas, e o resto é consequência.
E em algum lugar do mundo alguém te ama como é, e em algum lugar do mundo alguém gosta de você a ponto de chorar por você, e em algum lugar do mundo, a vida continua sendo a mesma sem você, e em algum lugar do mundo, ninguém se importa se sangra ou dói, afinal "Nada Realmente Importa", e os heróis não existem mais, e há muito o Santo Guerreiro nos deixa o exemplo, e nós mantemos uma perseverança com a vela acesa, e como isso dói, e como isso machuca.
Como tudo na vida, passa - alguns conseguem ser maiores que a dor, outros perecem diante do que não os pode fortalecer, e ninguém realmente não se importa com porra nenhuma, todo mundo só olha pro próprio umbigo, e a vida é uma grande batalha, onde você briga pelo cheiro de Jasmin, mas nem sempre o cheiro vem, e os pés descalços, cansados e descascados teimam em seguir viagem para algum lugar, mas meu corpo está na água, e dela não vou voltar. Faz-me silêncio. Acontece.
Tocando nas feridas: Cecília, obrigado. Obrigado por ter sido meu sonho mais ambicioso, minha história mais bela, meu amor mais que platônico; Obrigado por um dia achar que seria capaz de ter na minha vida alguém tão incrível quão você, e desculpe recusar o último projeto que me motivava. Desculpe por todo o tempo perdido, remanejamento, falta de viabilidade e comum-senso. Neste momento estou passando pra depois. Nem hoje, nem nunca mais.
Que a dor de quem chega agora não atinja, por mais que isso doa ambivalentemente a todas as dores iguais (rochas iguais tem o mesmo peso mesmo tendo idades diferentes, disse o geólogo), e deita o corpo já sem vida na ribeira; Hoje o Viajante viaja. Hoje não existe dor alguma, nem maldade, nem nada. Hoje é dia de libertação. Lembra das cousas boas, e da bondade verdadeira que foi esparramada e fincada nas pessoas, e o resto é consequência.
E em algum lugar do mundo alguém te ama como é, e em algum lugar do mundo alguém gosta de você a ponto de chorar por você, e em algum lugar do mundo, a vida continua sendo a mesma sem você, e em algum lugar do mundo, ninguém se importa se sangra ou dói, afinal "Nada Realmente Importa", e os heróis não existem mais, e há muito o Santo Guerreiro nos deixa o exemplo, e nós mantemos uma perseverança com a vela acesa, e como isso dói, e como isso machuca.
Como tudo na vida, passa - alguns conseguem ser maiores que a dor, outros perecem diante do que não os pode fortalecer, e ninguém realmente não se importa com porra nenhuma, todo mundo só olha pro próprio umbigo, e a vida é uma grande batalha, onde você briga pelo cheiro de Jasmin, mas nem sempre o cheiro vem, e os pés descalços, cansados e descascados teimam em seguir viagem para algum lugar, mas meu corpo está na água, e dela não vou voltar. Faz-me silêncio. Acontece.
Tocando nas feridas: Cecília, obrigado. Obrigado por ter sido meu sonho mais ambicioso, minha história mais bela, meu amor mais que platônico; Obrigado por um dia achar que seria capaz de ter na minha vida alguém tão incrível quão você, e desculpe recusar o último projeto que me motivava. Desculpe por todo o tempo perdido, remanejamento, falta de viabilidade e comum-senso. Neste momento estou passando pra depois. Nem hoje, nem nunca mais.
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
XII de Outubro
Faz-me manso, e lava meu coração na água da tua ânfora, Maria, me guarda na barra do seu vestido e me livra do dragão feo da maldade. Faz-me bom, Maria, e me guarda na hora da solidão, pois quando eu caí, foi você quem me valeu e me sustentou pela destra, e quando eu rezo pela tua visa em mim, é você quem me vale do medo da agonia. Foi você, Maria. O tempo todo.
E eu, tão sujo, tão da lama, filho único de leoa genuína, esposo do degredo, me guardo por não querer disseminar minhas mãos tão sujas, tampouco sujar os que me cercam, me diz Maria, porque quando a água me puxou, você me puxou de volta, e naquela noite, quando a luz era distante, você pôs uma candeia no meu caminho? Por quê eu, tão sujo, tão pequeno, tão desnutrido sou acolhido por você?
Maria, olha pra mim, e vêde que sou comum, trivial e cometo erros, e trago sangue nas minhas mãos, das mágoas que cometo diariamente contra as pessoas que mais amo, mais estimo, e não faço por querer, mas talvez meu jeito de ser só tenha acabado mais e mais comigo. Maria, tem misericórdia de mim, e ouve outras orações; Disse-me o homem que quem é da lama, na lama fica, na lama morre; E talvez se'a bem isso, Mãe, eu não tenho vocação para estar entre os seus, e minhas mãos ainda tremem muito, e eu nem fiz nada ainda, nem dizer o que sinto eu consigo, imagine ser um dos seus...
Maria, eu não tenho nada. O que fiz de bom, fiz por amor e compaixão, e o que fiz de ruim fiz pelo meu prazer e por querer ter o gosto do amargo na boca, e o que sei, coube a mim saber, e aprendi que não posso ensinar as pessoas que não podem ouvir - porque eu mesmo duvido do que ouço. Eu não me sinto bem, Maria, há uma dor carregada no meu peito, os ombros cansados, e tem gente sorrindo, indo viver, ser feliz. E eu, buscando a felicidade (de modo meu, mas, a buscar), toda a hora da minha vida indo buscar esse sentimento de satisfação que me cabe nas mãos, e ao mesmo tempo inunda tanto as almas, e eu, quando me lavo na tua água, me sinto limpo e preparado pra isso, mas, Maria, parece que tem horas que é tão difícil vencer...
Maria, eu ainda sei o significado da porta estreita, mas me dói. Hora ou outra tento sorrir, mas ando tão desolado e tão chateado com os últimos acontecimentos que nem sei o que dizer, ou o que fazer, me sinto tão sozinho que tem vezes que trafego sozinho ante a ávida multidão na rua, e isso me assusta tanto, me assusta o medo que tenho de me entregar, ser quem sou e o que sou pras pessoas, me assusta que eu saiba tudo, e ao mesmo tempo seja tão frio pra realidade. Tão frio pra mim mesmo. Tão ignóbil a ponto de que a dor, mesmo pungente, já seja lidada de forma costumeira, e isto não deve ser certo. Não é, ao menos para quem não é adpeto do sadismo.
Maria, está um Sol lindo lá fora, e eu não queria nem sair de casa, nem da cama, da minha ilha. Maria, se você ler essas linhas, me dá um sinal, me dá uma faísca de que hoje o dia vai ser bom, como sempre é com você - Tua presença, Tua companhia. Maria, continue me mostrando o caminho, mesmo que eu não saiba onde ir. Sei que tenho a crença de que uma hora para de doer: Essa dor, essaa chagas, o desamor, tudo deságua de vez, e sei que com você, Maria, sempre que estou na sua presença, essa mágoa acaba.
Obrigado, Maria.
E eu, tão sujo, tão da lama, filho único de leoa genuína, esposo do degredo, me guardo por não querer disseminar minhas mãos tão sujas, tampouco sujar os que me cercam, me diz Maria, porque quando a água me puxou, você me puxou de volta, e naquela noite, quando a luz era distante, você pôs uma candeia no meu caminho? Por quê eu, tão sujo, tão pequeno, tão desnutrido sou acolhido por você?
Maria, olha pra mim, e vêde que sou comum, trivial e cometo erros, e trago sangue nas minhas mãos, das mágoas que cometo diariamente contra as pessoas que mais amo, mais estimo, e não faço por querer, mas talvez meu jeito de ser só tenha acabado mais e mais comigo. Maria, tem misericórdia de mim, e ouve outras orações; Disse-me o homem que quem é da lama, na lama fica, na lama morre; E talvez se'a bem isso, Mãe, eu não tenho vocação para estar entre os seus, e minhas mãos ainda tremem muito, e eu nem fiz nada ainda, nem dizer o que sinto eu consigo, imagine ser um dos seus...
Maria, eu não tenho nada. O que fiz de bom, fiz por amor e compaixão, e o que fiz de ruim fiz pelo meu prazer e por querer ter o gosto do amargo na boca, e o que sei, coube a mim saber, e aprendi que não posso ensinar as pessoas que não podem ouvir - porque eu mesmo duvido do que ouço. Eu não me sinto bem, Maria, há uma dor carregada no meu peito, os ombros cansados, e tem gente sorrindo, indo viver, ser feliz. E eu, buscando a felicidade (de modo meu, mas, a buscar), toda a hora da minha vida indo buscar esse sentimento de satisfação que me cabe nas mãos, e ao mesmo tempo inunda tanto as almas, e eu, quando me lavo na tua água, me sinto limpo e preparado pra isso, mas, Maria, parece que tem horas que é tão difícil vencer...
Maria, eu ainda sei o significado da porta estreita, mas me dói. Hora ou outra tento sorrir, mas ando tão desolado e tão chateado com os últimos acontecimentos que nem sei o que dizer, ou o que fazer, me sinto tão sozinho que tem vezes que trafego sozinho ante a ávida multidão na rua, e isso me assusta tanto, me assusta o medo que tenho de me entregar, ser quem sou e o que sou pras pessoas, me assusta que eu saiba tudo, e ao mesmo tempo seja tão frio pra realidade. Tão frio pra mim mesmo. Tão ignóbil a ponto de que a dor, mesmo pungente, já seja lidada de forma costumeira, e isto não deve ser certo. Não é, ao menos para quem não é adpeto do sadismo.
Maria, está um Sol lindo lá fora, e eu não queria nem sair de casa, nem da cama, da minha ilha. Maria, se você ler essas linhas, me dá um sinal, me dá uma faísca de que hoje o dia vai ser bom, como sempre é com você - Tua presença, Tua companhia. Maria, continue me mostrando o caminho, mesmo que eu não saiba onde ir. Sei que tenho a crença de que uma hora para de doer: Essa dor, essaa chagas, o desamor, tudo deságua de vez, e sei que com você, Maria, sempre que estou na sua presença, essa mágoa acaba.
Obrigado, Maria.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Ilha Deserta.
Esquece, descansa a cabeça e deixa isso tudo pra depois, pra outro dia, pra outra hora, ou até mesmo outro plano. Descansa, cara. Por mais que doa, tem coisas que nem vale a pena dizer, nem serem ouvidas, nem nada. Deita a cabeça e não pense, não fale, não nada; Deixa ao menos uma vez as coisas tomarem conta naturalmente do seu próprio rumo, e se contente com tudo: Ao menos você está vivo, e tudo vai bem, tudo tão legal, o sôm ainda é intenso e o cheiro de Jasmin vez ou outra aparece. Não renegue mais a casa, pois é onde te cabe, e não te deixa morrer tua parte boa, pois você não é culpado. Deita a cabeça e acalma a torrente.
Abre a janela de casa, com a caneca quente, e olha o dia lindo: Um painel panorâmico que Deus te deu, com as cores que te gosta, o vento que bagunça seu cabelo, a bruma tão expessa e macia, e uma mística premissa de que ali há aquela pessoa lhe esperando para ganhar um abraço. Olha da janela, a serração, os trabalhadores, os caminhões, cães viralatas e tantos outros universos dentro do teu, da tua janela, do teu café. Tua cara sem barba, seu coração vazado, seu algodão já amarrotado, quem não te deixa ver o mar?
Foge, irmão. Pega teus livros, discos, segredos e alegrias e co'e. Vai pra velha Ilha Deserta, onde ninguém no mundo te sabe, te tira, ou te invade. Co'e, irmão, rema o mais forte que der, e se precisar elimine a bagagem ao longo do caminho, só não se perca, nem se venda, nem sangre, e isso vale pra ti, e pro que fizer pros teus. (Não) tenha medo - Lembra-te daquela noite, do sorriso, a mão que tocou a reia e fez suas costas travarem, da música, a água que brincava molhando os pés, da tristeza que foi embora, do que se consumiu sozinho, o mal já foi, já passou.
Ilha, cá te vai. Aqui te reina, aqui te cabe. Nada além. Toma do teu violão, e canta o que te cabe, o que te convém; Come do teu, e ouve a tua própria eternidade, seja infinitamente oceânico, seja descabidamente heróico na arte de ser resistente ante as ondas de quebra-coral, e não se intimide co'a a solidão, mãe, amiga, e agora filha. Medo não, você não precisa. Depois de tanto tempo se censurando, medo de quê, pra quê? Sangra, deixa cair, levanta e segue. E amén.
Lembra dos conselhos, do que já se foi, e do que poderia vir, e nunca mais veio, nunca mais ficou, nunca mais esteve. Lembra com saudade dos amigos, dos heróis, e chora. Desagua nesse teu caingá dos olhos toda a força que teve para se segurar e se manter firme como sempre, como a vida toda. Dê a si mesmo nessa Ilha Deserta a chance de estar em paz com seus demônios, com você mesmo, meu velho, foram quantas por quantas vezes a luta contra o mar revoltoso, e o mar vira, viração, e o saveiro se canteia, e vence as ondas em prumo. Você lembra?
Volte pra Ilha, meu bom amigo. Esquece.
Abre a janela de casa, com a caneca quente, e olha o dia lindo: Um painel panorâmico que Deus te deu, com as cores que te gosta, o vento que bagunça seu cabelo, a bruma tão expessa e macia, e uma mística premissa de que ali há aquela pessoa lhe esperando para ganhar um abraço. Olha da janela, a serração, os trabalhadores, os caminhões, cães viralatas e tantos outros universos dentro do teu, da tua janela, do teu café. Tua cara sem barba, seu coração vazado, seu algodão já amarrotado, quem não te deixa ver o mar?
Foge, irmão. Pega teus livros, discos, segredos e alegrias e co'e. Vai pra velha Ilha Deserta, onde ninguém no mundo te sabe, te tira, ou te invade. Co'e, irmão, rema o mais forte que der, e se precisar elimine a bagagem ao longo do caminho, só não se perca, nem se venda, nem sangre, e isso vale pra ti, e pro que fizer pros teus. (Não) tenha medo - Lembra-te daquela noite, do sorriso, a mão que tocou a reia e fez suas costas travarem, da música, a água que brincava molhando os pés, da tristeza que foi embora, do que se consumiu sozinho, o mal já foi, já passou.
Ilha, cá te vai. Aqui te reina, aqui te cabe. Nada além. Toma do teu violão, e canta o que te cabe, o que te convém; Come do teu, e ouve a tua própria eternidade, seja infinitamente oceânico, seja descabidamente heróico na arte de ser resistente ante as ondas de quebra-coral, e não se intimide co'a a solidão, mãe, amiga, e agora filha. Medo não, você não precisa. Depois de tanto tempo se censurando, medo de quê, pra quê? Sangra, deixa cair, levanta e segue. E amén.
Lembra dos conselhos, do que já se foi, e do que poderia vir, e nunca mais veio, nunca mais ficou, nunca mais esteve. Lembra com saudade dos amigos, dos heróis, e chora. Desagua nesse teu caingá dos olhos toda a força que teve para se segurar e se manter firme como sempre, como a vida toda. Dê a si mesmo nessa Ilha Deserta a chance de estar em paz com seus demônios, com você mesmo, meu velho, foram quantas por quantas vezes a luta contra o mar revoltoso, e o mar vira, viração, e o saveiro se canteia, e vence as ondas em prumo. Você lembra?
Volte pra Ilha, meu bom amigo. Esquece.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Argumento.
Se quiser saber de mim, ouça meus discos. Principalmente os meus favoritos: Os de samba de roda, os de jongo, os com baixo marcado, passe a mão na minha garrafa de licor e sinta o que minha língua amava, e se abrace na minha camisa favorita, se te cabe saber, meu suor e meu perfume ainda estarão lá. Não vou desanimar, apenas estou deixando tudo isso pra depois, pra nunca mais.
Se te interessar saber, eu ainda estarei nos lugares que tanto amei e cada pedaço de mim estará fragmentado dentro de quem eu tanto amo e tanto estimo, e quando você quiser me procurar, ache-me nos sorrisos, devoção, fé, abraços, música, cervejas, Corinthians e tudo o mais que eu tanto cativei. Se quiser saber de mim, fale com quem sabe de minha gênese, de agora e do meu fim; Pois quem souber de tudo isso vai te contar de mim, e quando minha carne for de terra, seu sorriso não me atingirá, e quando minha angústia virar paz, você notará que tudo foi lindo. Lírio. Lotus.
Quando quiser saber o que eu sinto, vá nas igrejas que tanto fui e tanto amei, e chegando lá, dobre seus joelhos ante o altar e olhe: Seus olhos verão o que eu vi, e assim seu coração sentirá o que eu senti. E logo depois de sair, me encarregarei de te consolar, eu serei o vento em lhe beijar a face, serei o semáforo para atravessar, e a condução rápida e vazia, e quando chegardes em casa, serei a refeição saborosa e o descanso.
Serei a música que toca seus ouvidos, e que encrostada nela, lhe trará uma mensagem de atitude positiva. Ou realista. Mas nunca negativa, serei alguém que mesmo distante, estará mais próximo que você imagina, mas não nesta hora. E se você ainda me procurar, não me achando nisso tudo, saiba que em tudo eu serei, eu estarei.
Segurarei os dias, horas e minutos, ou os apressarei, e tomarei partido do que vale, assim como suas lágrimas serão nuvens que pedirei pra Deus rachar em forma de chuva, e com isso lhe darei toda a experiência de estar, ser e sentir. E nos avisos, na escrita do muro, na orla da praia, na síncope, na blusa que te veste, tudo... Ali sou eu, ali eu estou. E não faço por mal, nem me leve a mal. É apenas parte da minha palavra, minha promessa.
E o resto é apenas um detalhe.
Se te interessar saber, eu ainda estarei nos lugares que tanto amei e cada pedaço de mim estará fragmentado dentro de quem eu tanto amo e tanto estimo, e quando você quiser me procurar, ache-me nos sorrisos, devoção, fé, abraços, música, cervejas, Corinthians e tudo o mais que eu tanto cativei. Se quiser saber de mim, fale com quem sabe de minha gênese, de agora e do meu fim; Pois quem souber de tudo isso vai te contar de mim, e quando minha carne for de terra, seu sorriso não me atingirá, e quando minha angústia virar paz, você notará que tudo foi lindo. Lírio. Lotus.
Quando quiser saber o que eu sinto, vá nas igrejas que tanto fui e tanto amei, e chegando lá, dobre seus joelhos ante o altar e olhe: Seus olhos verão o que eu vi, e assim seu coração sentirá o que eu senti. E logo depois de sair, me encarregarei de te consolar, eu serei o vento em lhe beijar a face, serei o semáforo para atravessar, e a condução rápida e vazia, e quando chegardes em casa, serei a refeição saborosa e o descanso.
Serei a música que toca seus ouvidos, e que encrostada nela, lhe trará uma mensagem de atitude positiva. Ou realista. Mas nunca negativa, serei alguém que mesmo distante, estará mais próximo que você imagina, mas não nesta hora. E se você ainda me procurar, não me achando nisso tudo, saiba que em tudo eu serei, eu estarei.
Segurarei os dias, horas e minutos, ou os apressarei, e tomarei partido do que vale, assim como suas lágrimas serão nuvens que pedirei pra Deus rachar em forma de chuva, e com isso lhe darei toda a experiência de estar, ser e sentir. E nos avisos, na escrita do muro, na orla da praia, na síncope, na blusa que te veste, tudo... Ali sou eu, ali eu estou. E não faço por mal, nem me leve a mal. É apenas parte da minha palavra, minha promessa.
E o resto é apenas um detalhe.
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Bilhete.
Ele pôs o mesmo velho disco na radiola, e ouviu a mesma velha música, pôs o cão no colo e se pesou, como quem precisasse se redimir de algo, alguma cousa, de alguém. Há uma voz no fundo, um contratom, um órgão o resignando de suas mágoas. Seu rosto finge nada saber e não comungar, mas sua alma, ah, ela chora. E como chora.
Ele se rende como quem se rende num novo dia, e deixa tudo novo aparecer, e tudo deixar suas impressões.
Ele se rende a Lotus, como o Cordeiro ao abate, e se rende a bonança de forma magistral. A porta estreita ainda faz sentido.
E mais uma vez, o que vale é ser feliz.
Ele se rende como quem se rende num novo dia, e deixa tudo novo aparecer, e tudo deixar suas impressões.
Ele se rende a Lotus, como o Cordeiro ao abate, e se rende a bonança de forma magistral. A porta estreita ainda faz sentido.
E mais uma vez, o que vale é ser feliz.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Báb.
Báb, eu venci o quanto pude, o quanto me valeu.
Não me importa mais saber a opinião pública, nem os olhos que velam o peso dos fardos, o meu caminho fiz a cada passo, e a cada acerto e erro, me trouxe até aqui. Eu acho que venci bem mais do que eu imaginava, Báb. De forma corajosa eu segurei as lágrimas que não mereciam cair, e amei quem meu coração pôde e precisou acalentar ou cuidar de quem precisava ter passos acompanhados, assim como deixar entrar em minha vida que estimei, alguns ficaram, alguns foram; É da vida.
Quando deito no travesseiro, penso que tudo poderia ter sido diferente, melhor ou pior, quem sabe? Coube a cada um de nós entender seu caminho, e de quebra as decisões dos outros. É a vida. É a água. É a chuva. A mesma chuva há três anos.
Quando eu durmo, mal sonho, e foram as poucas vezes que meus olhos fitaram os seus, e que meu sorriso contagiou alguém, hoje sou triste, me faço invernada em muros fortes para carregar no bojo aquilo que nem aos ventos digo, aquilo que nem as paredes ouvem, que nem meu coração ousa deixar sangrar novamente, coisas que só podem ser ditas de uma única vez.
O que você tem achado dos últimos acontecimentos? Da menina-flôr que eu encontrei na estrada, dos amigos que se foram, da Zécão... Das horas em que tudo deu errado, e quando menos esperei, deu tudo certo pra mim. O que você tem achado de tudo? Sua opinião faz falta, meu velho.
a cada minuto desse dia, foi uma música, e a cada música, uma sećanja diferente, um dia, cor, cheiro, momento. Eu me lembro de cada segundo, e não deixo morrer aquilo que está em mim e que abramge o que meus braços consigam alcançar.
Você faz falta, Báb.
Não me importa mais saber a opinião pública, nem os olhos que velam o peso dos fardos, o meu caminho fiz a cada passo, e a cada acerto e erro, me trouxe até aqui. Eu acho que venci bem mais do que eu imaginava, Báb. De forma corajosa eu segurei as lágrimas que não mereciam cair, e amei quem meu coração pôde e precisou acalentar ou cuidar de quem precisava ter passos acompanhados, assim como deixar entrar em minha vida que estimei, alguns ficaram, alguns foram; É da vida.
Quando deito no travesseiro, penso que tudo poderia ter sido diferente, melhor ou pior, quem sabe? Coube a cada um de nós entender seu caminho, e de quebra as decisões dos outros. É a vida. É a água. É a chuva. A mesma chuva há três anos.
Quando eu durmo, mal sonho, e foram as poucas vezes que meus olhos fitaram os seus, e que meu sorriso contagiou alguém, hoje sou triste, me faço invernada em muros fortes para carregar no bojo aquilo que nem aos ventos digo, aquilo que nem as paredes ouvem, que nem meu coração ousa deixar sangrar novamente, coisas que só podem ser ditas de uma única vez.
O que você tem achado dos últimos acontecimentos? Da menina-flôr que eu encontrei na estrada, dos amigos que se foram, da Zécão... Das horas em que tudo deu errado, e quando menos esperei, deu tudo certo pra mim. O que você tem achado de tudo? Sua opinião faz falta, meu velho.
a cada minuto desse dia, foi uma música, e a cada música, uma sećanja diferente, um dia, cor, cheiro, momento. Eu me lembro de cada segundo, e não deixo morrer aquilo que está em mim e que abramge o que meus braços consigam alcançar.
Você faz falta, Báb.
domingo, 2 de outubro de 2016
Lotus (II)
Lotus, obrigado.
Obrigado por - mais uma vez - ter me ofertado a morada dos teus braços, por um segundo eu ter sido imortal mais um dia, diante de todos os dias ainda permanecentes de minha vida. Obrigado por me dar um sorriso tão sincero - desajeitado, desalentado - mas tão vívido, tão supernova, tão tua culpa.
Obrigado, pelo quê?
Por tua culpa, eu me senti com meus 16, 17 anos de novo. Com você eu posso ter o prazer indescrítivel de ser eu mesmo, de ser e estar agindo naturalmente, de não me preocupar com roupa, cabelo, papo, perfume, se chove lá fora, se tem que ser em um lugar com nível, ou apenas um lugar simples: Tempo bom, tempo (não é) ruim.
Obrigado por vir do Degredo, e daqui do mesmo lado qu'eu, e assim entender (mais que superficialmente), o sentido da vida, e a definição da vida (ao menos, pra este humilde contra-crônista), e por retomar um velho fôgo, e dar essa sensação de imortalidade nos lábios deste em que encostou, nas mãos em que se sente um calor, num abraço que se cabe, e se encontra, em um desejo que não se encontra, nem se finda, nem se esgota, e que a cada mais um, e de novo, e de novo, e faz mais uma vez, se perca a conta, se perca tudo entre eu e você.
E a cada beijo, me sinto mais forte, mais teu, devotadamente; E no sofá que me sento pouco me importo co'as horas, desde que tenha você nos meus braços, no meu colo, no meu coração; Olhos que sentem, boca que vela, sorriso de canto de boca, voz aberta que fica muda, arranha, morde, geme. Silêncio, meu amor. Desabrocha a flôr bruta, pêlo-em-pele, abre, o gosto bom da seiva, mel cálido, se rende, impulso, sorri, morde de novo, tem gente vindo, tem algo passando na TV, sei lá - assim.
Fica ao meu lado, e não diz nada: O silêncio já diz tudo, já sabem de nós dois, e mais ainda: Sabem da nossa felicidade, da nossa eternidade, de tudo. Fica, e observa, daqui da tua cabeça em ninhas pernas, o movimento dos barcos, os saveiros perdidos, vapores que penteiam as águas, as barcas indo pros seus rumos, e eu indo pra ti, pra atracar meu escaler, e eu, tão meu, tão seu. Não faz mal que se deixe, eu estou aqui. Fica, e sente o coração disparado, o sorriso besta, o encontro, o encaixar dos braços em abraços, okhares, que denunciam frases, atos e prenumerações. Eis seu cordeiro em seu altar.
Usa.
Obrigado por - mais uma vez - ter me ofertado a morada dos teus braços, por um segundo eu ter sido imortal mais um dia, diante de todos os dias ainda permanecentes de minha vida. Obrigado por me dar um sorriso tão sincero - desajeitado, desalentado - mas tão vívido, tão supernova, tão tua culpa.
Obrigado, pelo quê?
Por tua culpa, eu me senti com meus 16, 17 anos de novo. Com você eu posso ter o prazer indescrítivel de ser eu mesmo, de ser e estar agindo naturalmente, de não me preocupar com roupa, cabelo, papo, perfume, se chove lá fora, se tem que ser em um lugar com nível, ou apenas um lugar simples: Tempo bom, tempo (não é) ruim.
Obrigado por vir do Degredo, e daqui do mesmo lado qu'eu, e assim entender (mais que superficialmente), o sentido da vida, e a definição da vida (ao menos, pra este humilde contra-crônista), e por retomar um velho fôgo, e dar essa sensação de imortalidade nos lábios deste em que encostou, nas mãos em que se sente um calor, num abraço que se cabe, e se encontra, em um desejo que não se encontra, nem se finda, nem se esgota, e que a cada mais um, e de novo, e de novo, e faz mais uma vez, se perca a conta, se perca tudo entre eu e você.
E a cada beijo, me sinto mais forte, mais teu, devotadamente; E no sofá que me sento pouco me importo co'as horas, desde que tenha você nos meus braços, no meu colo, no meu coração; Olhos que sentem, boca que vela, sorriso de canto de boca, voz aberta que fica muda, arranha, morde, geme. Silêncio, meu amor. Desabrocha a flôr bruta, pêlo-em-pele, abre, o gosto bom da seiva, mel cálido, se rende, impulso, sorri, morde de novo, tem gente vindo, tem algo passando na TV, sei lá - assim.
Fica ao meu lado, e não diz nada: O silêncio já diz tudo, já sabem de nós dois, e mais ainda: Sabem da nossa felicidade, da nossa eternidade, de tudo. Fica, e observa, daqui da tua cabeça em ninhas pernas, o movimento dos barcos, os saveiros perdidos, vapores que penteiam as águas, as barcas indo pros seus rumos, e eu indo pra ti, pra atracar meu escaler, e eu, tão meu, tão seu. Não faz mal que se deixe, eu estou aqui. Fica, e sente o coração disparado, o sorriso besta, o encontro, o encaixar dos braços em abraços, okhares, que denunciam frases, atos e prenumerações. Eis seu cordeiro em seu altar.
Usa.