Ando meio chateado;
Ando meio triste;
Ando meio desgostoso;
Ando meio magoado;
Ando por aí;
Ando por qualquer lugar;
Ando por andar;
Ando porque qualquer caminho me serve
Ando a esmo, para ver o mundo e suas coisas.
Disse-me que estou triste, mas não sabe,
se tampouco viu tristeza maior que a minha.
Ouve meu lamento, e não se compadece:
Ri e observa: Hoje sou Jan Palach.
A minha primavera desfloreio agora,
entre risos, brigas, beijos e floretes pontiagudos,
Eu vou me acender para ascender e renovar;
Agora, sou Thích Quảng Ðức, irmãos e irmãs,
irmão, ore e me leve ao nirvana, sorria por mim,
irmã, crê na liberdade que te proponho:
A comunhão é da geral, e a vida indvidual,
irmã, não chora, não há dor, eu transcendi.
Pela primeira vez eu venci.
Olha para mim, agora eu sou o Soldado Desconhecido,
morto em qualquer trincheira e enterrado em qualquer vala.
Daqui não tem dor, nem tem nada.
Eu sou o cotidiano, a perca cotidiana.
A corda não enforca,
eu não sinto dor.
A água não afoga,
eu não me molho.
A bala não estoura,
eu sobrevivo.
A queda não esfacela,
eu não me esborracho.
Não há mais nada, sabe?
Daqui pra frente eu estou passando pra depois.
Pois, eu transcendi todo o tipo de maldade humana;
Quando vim ter com quem tanto amo e quero,
e se fiz parte de uma luta com palavras ou armas,
é porque achei que podia mudar, fazer a diferença,
[fazer melhor.
Mas, nem tudo era como imaginei.
E agora, resta o silêncio carnal, e meu legado.
Minha voz se cala, mas agora ela é da geral!
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
quinta-feira, 29 de maio de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
Caridade.
Atenção: Esse post é fatídico. Só o leia se for compreensível a palavras e jogos de frases.
A caridade, é como um bumerangue: Você a atira ao universo, e em um determinado tempo (sabe se lá qual tempo), ela volta pra você, na mesma ou numa escala ampliada. Por isso peço humildemente para quem lê esse texto agora para dar fim a maldade nossa de cada dia e se cubra com a bondade, como s'ela fosse um doce véu como é o véu da Mãe Das Candeias, e nele ficasse, até a morte.
Quero o bem de você que lê este entrevero de sentimento. Não quero lhe amansar, nem tampouco ir contra tudo o que lhe proponho escrevendo, mas, quero que lhe seja ao todo de bom, e de nada de maldade; Afinal, ser justo não é ser maldoso! E ser maldoso não compete no rastro da justa causa. Estou aqui, lhe ensinando o que pode ser seu lugar-temente, e neste lugar (ou em todo o lugar que aonde você for), que você seja bom, justo, e caridoso.
Fui convidado por Agnish, a ir ajudar pessoas maravilhosas, com iniciativa boa, e um coração mais grande a acolhedor que o de Bep, e, indo para lá, faria a mim mesmo feliz, por ajudar alguém, por fazer minha musa feliz, e óbvio, por estar com ela. Simples.
Não, não é.
Pessoas maravilhosas. Todas elas. Pessoas que lutam contra uma corja de porcos (porcos sim, pois apenas porcos se fecham na sujeira de seu chiqueiro e não querem ter acesso ao conhecimento, ao imaginário, a boa cabeça pensante, assim como eles...), pessoas que querem o melhor dos outros, e por isso doam o seu melhor, pessoas tão lindas com uma alma cintilante, que nem um vidro estilhaçado perfura, tampouco a lama consegue sujar. Cada um no seu cada um, cada qual no seu cada qual, fazendo o seu trabalho de formiguinhas para poder concluir um desejo da geral: Dar um benefício a porcos (perdoe o termo, mas, é disso pra baixo), que no ponto de vista deste crônista, nem sequer mereciam.
Tá, mas, e a insistência? E a minoria que quer que isto aconteça?
Eu, apesar de ter crises de "baratatontismo" por todo aquele dia, consegui fazer uma ou duas coisas, e fui cada vez mais pensando, e abrindo meus olhos: Estava ali por mim, fazendo um bem a minha alma, pagando uma dívida com minha mãe, dando a alguém a chance de ler e imaginar como um dia ela me deu este dom, e pensando em pessoas como minha Rainha Antônia, que ainda querem ler, ainda querem escrever, ainda se surpreendem quando escrevem e acertam o prumo da letra. Dado um ponto, após me roubar um beijo - e se arrobachar de lama comigo - Minha Agnish me tomou pela mão, abraçou e disse: Obrigado. Mas, obrigado por quê? Era um dívida minha, e uma vontade de ver alguém ser feliz com as letras, letras essas que eu até hoje domino medianamente. Disse-lhe, em segredo:
-Obrigado por quê? Eu só estou fazendo por alguém que eu não conheço, o que eu gostaria que pudessem fazer por mim. (Soou meio bruto, mas, explicada a situação, ela entendeu).
Depois, quando fomos embora, pegamos uma carona (caridade fazendo efeito), e esperando o ônibus no ponto, quando o pegamos, Agnish não tinha o dinheiro para condução, eu o tinha, mas, antes mesmo dela entregar ao motorista/condutor, ele disse: "Não precisa, fica aí e tu desce no terminal". (Caridade strikes again). Chegando em casa, um banho e uma massagem, e a sensação não de dever cumprido, mas, que a lama lavou minha alma. A semente do bem que minha mãe plantou, hoje desabrochou em peso.
Dado o momento, é domingo, próximo da 23ª hora, e penso que: Deus é de uma bondade infinita. Por isso, peço (como pedi tantas outras coisas antes) que você amigo/amiga, tente da caridade, e deixe ela fluir em ti, e que ela habite em seu ser, não pela recompensa, mas, pela harmonia que reina tanto em ti como no universo.
Try it.
A caridade, é como um bumerangue: Você a atira ao universo, e em um determinado tempo (sabe se lá qual tempo), ela volta pra você, na mesma ou numa escala ampliada. Por isso peço humildemente para quem lê esse texto agora para dar fim a maldade nossa de cada dia e se cubra com a bondade, como s'ela fosse um doce véu como é o véu da Mãe Das Candeias, e nele ficasse, até a morte.
Quero o bem de você que lê este entrevero de sentimento. Não quero lhe amansar, nem tampouco ir contra tudo o que lhe proponho escrevendo, mas, quero que lhe seja ao todo de bom, e de nada de maldade; Afinal, ser justo não é ser maldoso! E ser maldoso não compete no rastro da justa causa. Estou aqui, lhe ensinando o que pode ser seu lugar-temente, e neste lugar (ou em todo o lugar que aonde você for), que você seja bom, justo, e caridoso.
Fui convidado por Agnish, a ir ajudar pessoas maravilhosas, com iniciativa boa, e um coração mais grande a acolhedor que o de Bep, e, indo para lá, faria a mim mesmo feliz, por ajudar alguém, por fazer minha musa feliz, e óbvio, por estar com ela. Simples.
Não, não é.
Pessoas maravilhosas. Todas elas. Pessoas que lutam contra uma corja de porcos (porcos sim, pois apenas porcos se fecham na sujeira de seu chiqueiro e não querem ter acesso ao conhecimento, ao imaginário, a boa cabeça pensante, assim como eles...), pessoas que querem o melhor dos outros, e por isso doam o seu melhor, pessoas tão lindas com uma alma cintilante, que nem um vidro estilhaçado perfura, tampouco a lama consegue sujar. Cada um no seu cada um, cada qual no seu cada qual, fazendo o seu trabalho de formiguinhas para poder concluir um desejo da geral: Dar um benefício a porcos (perdoe o termo, mas, é disso pra baixo), que no ponto de vista deste crônista, nem sequer mereciam.
Tá, mas, e a insistência? E a minoria que quer que isto aconteça?
Eu, apesar de ter crises de "baratatontismo" por todo aquele dia, consegui fazer uma ou duas coisas, e fui cada vez mais pensando, e abrindo meus olhos: Estava ali por mim, fazendo um bem a minha alma, pagando uma dívida com minha mãe, dando a alguém a chance de ler e imaginar como um dia ela me deu este dom, e pensando em pessoas como minha Rainha Antônia, que ainda querem ler, ainda querem escrever, ainda se surpreendem quando escrevem e acertam o prumo da letra. Dado um ponto, após me roubar um beijo - e se arrobachar de lama comigo - Minha Agnish me tomou pela mão, abraçou e disse: Obrigado. Mas, obrigado por quê? Era um dívida minha, e uma vontade de ver alguém ser feliz com as letras, letras essas que eu até hoje domino medianamente. Disse-lhe, em segredo:
-Obrigado por quê? Eu só estou fazendo por alguém que eu não conheço, o que eu gostaria que pudessem fazer por mim. (Soou meio bruto, mas, explicada a situação, ela entendeu).
Depois, quando fomos embora, pegamos uma carona (caridade fazendo efeito), e esperando o ônibus no ponto, quando o pegamos, Agnish não tinha o dinheiro para condução, eu o tinha, mas, antes mesmo dela entregar ao motorista/condutor, ele disse: "Não precisa, fica aí e tu desce no terminal". (Caridade strikes again). Chegando em casa, um banho e uma massagem, e a sensação não de dever cumprido, mas, que a lama lavou minha alma. A semente do bem que minha mãe plantou, hoje desabrochou em peso.
Dado o momento, é domingo, próximo da 23ª hora, e penso que: Deus é de uma bondade infinita. Por isso, peço (como pedi tantas outras coisas antes) que você amigo/amiga, tente da caridade, e deixe ela fluir em ti, e que ela habite em seu ser, não pela recompensa, mas, pela harmonia que reina tanto em ti como no universo.
Try it.
domingo, 11 de maio de 2014
Rabiscos Medíocres do Carneiro.
É, voltei nessa porra.
Você foi até o fim, e voltou. Renasceu das cinzas. O banho em sangue quente de bode se secou, e você foi lavado (novamente) de seus erros, e assim, você se limpou de todas as ruindades, e assim se manteve; E assim se mantém. Você prefere estar no lixão, porque ali você se sente bem, e se lembra dos dias de sangue de bode, aonde você não temia ninguém, e os ensinamentos eram mais práticos, mais sintomáticos. Eis que você virou homem, e de repente, se rendeu ante ao mundo e suas leis mais insignificantes, e aprendeu o jogo dos homens de terno, e dos diferentes tão iguais, e dos iguais tão diferentes.
Sua vingança será consumada logo, e os Céus não resplandecerão ao teu favor; Burma.
E então lhe prenderam, rasgaram suas roupas, cortaram seus cabelos e o banharam. Logo depois, o fizeram cair de joelhos ante ao desconhecido, o inexplicável, a reza que não se sabe como, mas, místicamente é rezada pelos olhos, mãos, boca e mente; Assim, seguidamente, ele se transpôs: Não em carne, mas, em matéria. Ele transcendeu a morte, o ódio, a dor, e todos os seus sentimentos de criança que cabiam dentro de seu peito, patuá, guarnição e camisa. Ele venceu seu asco, acalmou sua alma e pereceu ante ao inimigo porque quis, e porque ele quer vencer pacientemente, vendo a morte refazer a vida.
Não me importa se ele cresceu ou não, juro. Me importa que ele fique bem, que ele esteja bem, que ele viva bem, e que exista alguém nesse extenso universo que o ame - devotadamente e doentiamente - a ponto de deixar sua cabeça cair no seu colo, e carinhar seus cabelos tão castanhos, de raízes tão loiras, de mente tão cheia e obscura, de pensamentos tão certeiros que foram pensados e criados na dor; Olhem por ele. Quando ele turvar sua face, olhe, e não repare; Ele irá chorar, lágrimas de Oxalá, com sentimento de Omolu, e ele irá turvar não só a cabeça, mas, sim todo o seu coração para derramar seus sentimentos e esvaziar seu jarro, para então encher de novo. Pede-se que não se tenham motivos para que o faça o derramamento, mas, mesmo assim, ele o faz. E se o fizer, perceba. E se o fizer, note. E se o fizer, o reconquiste, senão ele não mais será teu. Ele pode arrumar as malas e ir embora, ele pode fazer sacrifícios por quem ama porque ele acredita na mudança, e ele acredita no amor maior sobre todas as coisas, e ele conhece tudo, ele sabe tudo, e ele tem o dom de ver você além de seu corpo; Ele não é incrível, apenas é humano, apenas é ele mesmo, e não deixa pensamentos vãos entrarem em sua casa, coração, mente e chagas. Ele dança.
Ele está longe de você, e enquanto você não perceber o que você fez, ele não estará aí. Não do jeito que você o quer, ele saiu pra comprar cigarros e não irá voltar tão cedo.
Ele místicamente se transpõe para o Santo Campo de Centeio e lá fica, lá medita. Talvez em todas as suas aflições, quando ele clama por alguém, é lá aonde ele esteja: Lugar inacessível, aonde nem ele mesmo em seu estado físico consegue estar. Ele chora, pensa, medita, briga com seus pensamentos mais insólitos e torposos, brinca, respira, olha pra trás com orgulho, ressurge e deixa estar, deixa ficar. Ele tem as roupas bem passadas, e sempre lava o rosto para não o ver chorando. Ele perdeu o show da vida dele em que ele ganhou ingressos de graça, ele perdeu o disco que mais queria, ele perdeu a bota mais confortável, ele não conheceu o seu 3º cantor favorito, e ele também não pôde dar o presente do pai dele, tampouco dizer ao pai dele que tudo iria dar certo, mesmo que estivesse fadado a dar merda. De tanto perder, ele crê que algum dia alguém irá estar com ele, amar ele, e crer que ele é um cara legal - apesar dos pesares - e vai ver que ele tem um peito grande, aonde passaram muitos amores, muitos amigos, muitas chagas e muitos sacrifícios.
A morte é a maior conquista na vida de uma pessoa. É quando a última dor entra em ação pra ser a verdadeira alegria: A eterna.
Ele se senta no banco, arruma seu casaco, lê seu livro enquanto toma sua cerveja. Ele é assim. Ele precisa desesperadamente de um ponto de paz, que não se encontra em qualquer ponto e que não se tem medida precisa de paz. Ele só quer alguém que lhe seja o que ele quer ser para Ela. Ele só quer ter sua família, a mesma família que um dia ele teve há décadas atrás, e ele sonha por isso, anseia por isso. Ele só quer a felicidade dele, nem dinheiro, nem bens, nem títulos, nem nada. Só o que lhe cabe de direito. Ele só quer ser feliz, como qualquer um que trafega na rua...
...Boa tolice, quem carrega o Carneiro Santo não pode ser feliz. Se você é promessado, você irá enfrentar dragões, leões e áspides, justamente por ser um soldado do Santo dos Santos, e levar sua bondade aonde há mal, se faz necessário, se faz justo. Converter flores mortas em lindas Jasmineiras, e trazer novamente pessoas perdidas para um caminho certo, e fazer seus olhos cintilarem novamente, e fazer todos tentarem ouvir a música mistériosa e cadenciada que só você consegue ouvir. Você é insano porque você tem dons que outros não tem, você vê o que não vêem, fala o que não pronunciam e pensa demais naquilo que gastam poucos panos. Você é único no seu agir, Sionita. Sionita, sionite mais um pouco, tenha com o deserto a conversa que tanto espera, e atinja seu desejo: Um nó de forca, uma bala perdida, uma faca no estômago, um beijo com gosto de veneno nos lábios: O mundo é seu, mas, o que está lá, é mais ainda.
Mas, afinal, o que é bom e o que é certo?
Você foi até o fim, e voltou. Renasceu das cinzas. O banho em sangue quente de bode se secou, e você foi lavado (novamente) de seus erros, e assim, você se limpou de todas as ruindades, e assim se manteve; E assim se mantém. Você prefere estar no lixão, porque ali você se sente bem, e se lembra dos dias de sangue de bode, aonde você não temia ninguém, e os ensinamentos eram mais práticos, mais sintomáticos. Eis que você virou homem, e de repente, se rendeu ante ao mundo e suas leis mais insignificantes, e aprendeu o jogo dos homens de terno, e dos diferentes tão iguais, e dos iguais tão diferentes.
Sua vingança será consumada logo, e os Céus não resplandecerão ao teu favor; Burma.
E então lhe prenderam, rasgaram suas roupas, cortaram seus cabelos e o banharam. Logo depois, o fizeram cair de joelhos ante ao desconhecido, o inexplicável, a reza que não se sabe como, mas, místicamente é rezada pelos olhos, mãos, boca e mente; Assim, seguidamente, ele se transpôs: Não em carne, mas, em matéria. Ele transcendeu a morte, o ódio, a dor, e todos os seus sentimentos de criança que cabiam dentro de seu peito, patuá, guarnição e camisa. Ele venceu seu asco, acalmou sua alma e pereceu ante ao inimigo porque quis, e porque ele quer vencer pacientemente, vendo a morte refazer a vida.
Não me importa se ele cresceu ou não, juro. Me importa que ele fique bem, que ele esteja bem, que ele viva bem, e que exista alguém nesse extenso universo que o ame - devotadamente e doentiamente - a ponto de deixar sua cabeça cair no seu colo, e carinhar seus cabelos tão castanhos, de raízes tão loiras, de mente tão cheia e obscura, de pensamentos tão certeiros que foram pensados e criados na dor; Olhem por ele. Quando ele turvar sua face, olhe, e não repare; Ele irá chorar, lágrimas de Oxalá, com sentimento de Omolu, e ele irá turvar não só a cabeça, mas, sim todo o seu coração para derramar seus sentimentos e esvaziar seu jarro, para então encher de novo. Pede-se que não se tenham motivos para que o faça o derramamento, mas, mesmo assim, ele o faz. E se o fizer, perceba. E se o fizer, note. E se o fizer, o reconquiste, senão ele não mais será teu. Ele pode arrumar as malas e ir embora, ele pode fazer sacrifícios por quem ama porque ele acredita na mudança, e ele acredita no amor maior sobre todas as coisas, e ele conhece tudo, ele sabe tudo, e ele tem o dom de ver você além de seu corpo; Ele não é incrível, apenas é humano, apenas é ele mesmo, e não deixa pensamentos vãos entrarem em sua casa, coração, mente e chagas. Ele dança.
Ele está longe de você, e enquanto você não perceber o que você fez, ele não estará aí. Não do jeito que você o quer, ele saiu pra comprar cigarros e não irá voltar tão cedo.
Ele místicamente se transpõe para o Santo Campo de Centeio e lá fica, lá medita. Talvez em todas as suas aflições, quando ele clama por alguém, é lá aonde ele esteja: Lugar inacessível, aonde nem ele mesmo em seu estado físico consegue estar. Ele chora, pensa, medita, briga com seus pensamentos mais insólitos e torposos, brinca, respira, olha pra trás com orgulho, ressurge e deixa estar, deixa ficar. Ele tem as roupas bem passadas, e sempre lava o rosto para não o ver chorando. Ele perdeu o show da vida dele em que ele ganhou ingressos de graça, ele perdeu o disco que mais queria, ele perdeu a bota mais confortável, ele não conheceu o seu 3º cantor favorito, e ele também não pôde dar o presente do pai dele, tampouco dizer ao pai dele que tudo iria dar certo, mesmo que estivesse fadado a dar merda. De tanto perder, ele crê que algum dia alguém irá estar com ele, amar ele, e crer que ele é um cara legal - apesar dos pesares - e vai ver que ele tem um peito grande, aonde passaram muitos amores, muitos amigos, muitas chagas e muitos sacrifícios.
A morte é a maior conquista na vida de uma pessoa. É quando a última dor entra em ação pra ser a verdadeira alegria: A eterna.
Ele se senta no banco, arruma seu casaco, lê seu livro enquanto toma sua cerveja. Ele é assim. Ele precisa desesperadamente de um ponto de paz, que não se encontra em qualquer ponto e que não se tem medida precisa de paz. Ele só quer alguém que lhe seja o que ele quer ser para Ela. Ele só quer ter sua família, a mesma família que um dia ele teve há décadas atrás, e ele sonha por isso, anseia por isso. Ele só quer a felicidade dele, nem dinheiro, nem bens, nem títulos, nem nada. Só o que lhe cabe de direito. Ele só quer ser feliz, como qualquer um que trafega na rua...
...Boa tolice, quem carrega o Carneiro Santo não pode ser feliz. Se você é promessado, você irá enfrentar dragões, leões e áspides, justamente por ser um soldado do Santo dos Santos, e levar sua bondade aonde há mal, se faz necessário, se faz justo. Converter flores mortas em lindas Jasmineiras, e trazer novamente pessoas perdidas para um caminho certo, e fazer seus olhos cintilarem novamente, e fazer todos tentarem ouvir a música mistériosa e cadenciada que só você consegue ouvir. Você é insano porque você tem dons que outros não tem, você vê o que não vêem, fala o que não pronunciam e pensa demais naquilo que gastam poucos panos. Você é único no seu agir, Sionita. Sionita, sionite mais um pouco, tenha com o deserto a conversa que tanto espera, e atinja seu desejo: Um nó de forca, uma bala perdida, uma faca no estômago, um beijo com gosto de veneno nos lábios: O mundo é seu, mas, o que está lá, é mais ainda.
Mas, afinal, o que é bom e o que é certo?