Tudo irá dar certo.
Louvado seja o Deus que está em todas as coisas, e principalmente em mim, na minha alma, no meu coração. Louvada seja a Mãe Maria de todas as horas, de todas as coisas. Que todos os meus caminhos estejam abertos e livres de todo o mal, toda a vilência que pode ocorrer contra alguém. Que a maldade que eu não cometo contra meus irmãos, não caia sobre minha cabeça, peço apenas pela justiça dos dias.
Tudo está dando certo.
Mesmo que tenha uma névoa sobre meus olhos, Mãe, desce com suas candeias, e livra meus olhos do breu. Cuida de mim, da minha alma, meu corpo, e minha mente. Me livra da hora fea e me ensina sempre a ser um homem bom, cada vez melhor; E que o sangue derramado seja lição aprendida de todas as porradas dadas, e que a lágrima caída agora seja o motivo do riso que irá brotar no meu rosto. Que cada dia que se passe, não exista dor alguma, e que toda a positividade reine nos meus olhos, e que a positividade reine em mim, e que a positividade reine nos meus atos, e em todas as pessoas que eu gosto, que eu amo, que eu estimo tanto.
Tudo já deu certo.
Que a partir de hoje, meus planos dêem certo, e que todas as coisas do mundo sejam eternamente plenas. Que até para quem não vá com a minha cara, tudo dê extremamente certo. Que Deus em sua maravilhosa graça e amor cuide de cada um de nós - filhos pobres, do desterro - e que Mãe Das Candeias nos ponha por debaixo da saia e nos livre do fogueiro do dragão da maldade. Mãe amada, eu não sei rezar, mas se eu olhar pra ti, e exprimar do meu coração o mais puro dos sentimentos, você vem me acalmar?
Tudo vai dar certo sempre.
Que Deus seja exaltado, pois a sorte existe para quem está em comunhão com Deus e o mundo, e que quando vierem tomar sua felicidade, ou tomarem teu riso, ou tentarem te abalar, que antes mesmo de evocar o mais lindo dos Hosanas, seja você, sua família e seus amigos e amores salvo de todo e qualquer tipo de maldade. Que você, leitor, tenha a melhor e a mais ótima das felicidades, pois Deus sempre é, e sempre será convosco. Vibrações positivas, agora e sempre, eternamente e até o fim.
Tudo eternamente deu certo, dá certo e vai dar certo. A vida nunca vai trair quem tem com bem por ela, e vive em nome de quem lhe deu; O Criador.
Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
A Morte Da Mãe Preta.
Hoje me falaram no serviço e até passaram uma circular por e-mail: Fizeram um atentado contra a Mãe Preta. E o culpado é cada um de nós que vive e pisa sobre esse chão de terra batida que ela mesmo caicou e varreu com vassoura de palma. Quando eu era criança, e brincava no quintal da Mãe preta, ela sempre me fazia um bolo de fubá cremoso com chocolate e café-de-ponto bem preto, forte e veludoso; Só que hoje ela não mais está lá, e sinto uma falta enorme daquele colo, sorriso, voz, abraço e conselho.
A Mãe Preta era ré da sociedade má e maldita, que lhe fez perecer e aparecer num canto, sendo que deveria estar nas alturas, e parece que ninguém se importa com isso, parece que ninguém mais a recorre para ouvir seus conselhos, bolos e a corja toda, deixando de lado a "boa" parte da vida, pelo simples fato de não poder ( e/ou conseguir) amar quem tanto lhe (nos) amou primeiro.
Um telegrama da minha prima do Piauí chegou aqui em casa outro dia. E ela disse que antes de morrer - quando ela veio passar uma temporada aqui e ver a Mãe Preta - a Mãe tava era é muito é da preocupada, com todos nós e os nossos futuros, ela tava ocupada cuidando disso pra gente nas suas orações; Parecia até que ela já sabia, entende?
E eu, na minha condição de homem lamentador, não pude fazer nada para salvar ela, passou até num desses jornais bem sensacionalistas. Mas, Será que se eu pedir com fé e força pra Deus ele manda ela de volta pra mim, em forma de chuva, carnal, espiritual, ou nos sambas e agitos de praia ou na folia desgarrada do carnaval de bairro?
Mas, nem todas as orações poderiam intervir na régua e lápis do traço de Deus. Já se foi. E de onde ela estiver, estará ela e nós bem. E se o vento soprar jasmin, e tem cheiro de música o que nos alfejas, tem certeza: Ela está perto de nós, nos guiando e protegendo. A vida continua, e só vai na barca grande quem tem fé no Maior.
A Mãe Preta foi por nós, e nós mesmos a abandonamos, por fea e vã vaidade, falsa superioridade a quem era maior que nós, e mera vontade tola de ser alguém (que era o que ela tanto impulsionava a gente ser: Um alguém na vida...). Mãe Preta agonizou na rua, e ninguém lhe ouviu. Somos todos porcos querendo a boa ração, sem saber porque (e o quê agora) comemos.
Três dias depois de tudo isso ocorrido, eu ainda espero uma renascença dela, ou da minha nova e futura realidade. É duro perder uma mãe, inda mais a Mãe Preta que faz bolinho de chuva, manda um beijo gostoso de carinho, trás o Sol e ainda cantava e bebia com a gente nas rodas quando dançava comigo os carimbós de lá da terra de cima: Petrolina, Juazeiro, Paraíba Do Norte, Exu e Maranhão.
Infelizmente, a vida segue e tudo se assegue junto, sem ter tempo de respeitar, respirar ou digerir melhor o fato. Dói, mas doerá mais ainda sua ausência em todos os lugares aonde nós vivemos juntos.
A Mãe Preta era ré da sociedade má e maldita, que lhe fez perecer e aparecer num canto, sendo que deveria estar nas alturas, e parece que ninguém se importa com isso, parece que ninguém mais a recorre para ouvir seus conselhos, bolos e a corja toda, deixando de lado a "boa" parte da vida, pelo simples fato de não poder ( e/ou conseguir) amar quem tanto lhe (nos) amou primeiro.
Um telegrama da minha prima do Piauí chegou aqui em casa outro dia. E ela disse que antes de morrer - quando ela veio passar uma temporada aqui e ver a Mãe Preta - a Mãe tava era é muito é da preocupada, com todos nós e os nossos futuros, ela tava ocupada cuidando disso pra gente nas suas orações; Parecia até que ela já sabia, entende?
E eu, na minha condição de homem lamentador, não pude fazer nada para salvar ela, passou até num desses jornais bem sensacionalistas. Mas, Será que se eu pedir com fé e força pra Deus ele manda ela de volta pra mim, em forma de chuva, carnal, espiritual, ou nos sambas e agitos de praia ou na folia desgarrada do carnaval de bairro?
Mas, nem todas as orações poderiam intervir na régua e lápis do traço de Deus. Já se foi. E de onde ela estiver, estará ela e nós bem. E se o vento soprar jasmin, e tem cheiro de música o que nos alfejas, tem certeza: Ela está perto de nós, nos guiando e protegendo. A vida continua, e só vai na barca grande quem tem fé no Maior.
A Mãe Preta foi por nós, e nós mesmos a abandonamos, por fea e vã vaidade, falsa superioridade a quem era maior que nós, e mera vontade tola de ser alguém (que era o que ela tanto impulsionava a gente ser: Um alguém na vida...). Mãe Preta agonizou na rua, e ninguém lhe ouviu. Somos todos porcos querendo a boa ração, sem saber porque (e o quê agora) comemos.
Três dias depois de tudo isso ocorrido, eu ainda espero uma renascença dela, ou da minha nova e futura realidade. É duro perder uma mãe, inda mais a Mãe Preta que faz bolinho de chuva, manda um beijo gostoso de carinho, trás o Sol e ainda cantava e bebia com a gente nas rodas quando dançava comigo os carimbós de lá da terra de cima: Petrolina, Juazeiro, Paraíba Do Norte, Exu e Maranhão.
Infelizmente, a vida segue e tudo se assegue junto, sem ter tempo de respeitar, respirar ou digerir melhor o fato. Dói, mas doerá mais ainda sua ausência em todos os lugares aonde nós vivemos juntos.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Sem Nome #14
Hoje tudo paira;
Amanhã o tempo para;
Depois alguém lha ampara;
E outra diz que lhe amara;
Copo se enche e esvazia;
E nada alegra esta via;
Carros trafegam sem meia pia;
E uma costureira ainda fia;
a vida incrívelmente continua, guria.
Deixados nós na selva real;
Eu me dilacero para te mostrar o panorama geral,
o plano de nós dois contra este espaço sideral,
a cidade sendo um vórtex contra nosso bem astral,
eles tiraram tudo nos deixando até sem moral;
Porém ainda temos paz, amor, batatinhas e tal;
Amigos, não é hora de chorar, isso ainda é banal.
Aqui eu digo em alto e bom tom;
Para todo aquele que ouve e entende o seco som;
Define-se mal por não comungar com o bom,
mas isso não define caráter de quem é cristão ou maçom;
Todos se vão pra baixo das raízes escuras da terra marrom:
Ter-se-á quem comunga com o Deus e com o pai de Mamom.
Não me leve a mal, só estou sendo justo.
Não boto ponto em história alguma.
Nem mudo o traço, fico burro, feio e bobo na rua;
Esperando o dia descer e tanger minh'alma.
Aguentando os dias que passam nos trens;
Amando cada segundo aonde me contemplo;
E esperando você do futuro, vir ao passado m'encontrar.
Amanhã o tempo para;
Depois alguém lha ampara;
E outra diz que lhe amara;
Copo se enche e esvazia;
E nada alegra esta via;
Carros trafegam sem meia pia;
E uma costureira ainda fia;
a vida incrívelmente continua, guria.
Deixados nós na selva real;
Eu me dilacero para te mostrar o panorama geral,
o plano de nós dois contra este espaço sideral,
a cidade sendo um vórtex contra nosso bem astral,
eles tiraram tudo nos deixando até sem moral;
Porém ainda temos paz, amor, batatinhas e tal;
Amigos, não é hora de chorar, isso ainda é banal.
Aqui eu digo em alto e bom tom;
Para todo aquele que ouve e entende o seco som;
Define-se mal por não comungar com o bom,
mas isso não define caráter de quem é cristão ou maçom;
Todos se vão pra baixo das raízes escuras da terra marrom:
Ter-se-á quem comunga com o Deus e com o pai de Mamom.
Não me leve a mal, só estou sendo justo.
Não boto ponto em história alguma.
Nem mudo o traço, fico burro, feio e bobo na rua;
Esperando o dia descer e tanger minh'alma.
Aguentando os dias que passam nos trens;
Amando cada segundo aonde me contemplo;
E esperando você do futuro, vir ao passado m'encontrar.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Maria.
Ave Maria, mãe do amor. Quem anda no morro, é você. Me livra do medo da morte fea, que eu te ajudo a erguer o pendão do teu varal.
Mas, Mãe Maria eram apenas uns soldados, não tinham nem a culpa do fato que fizeram, e seu filho também já os perdoou, e nos livrou de todo o mal, e subindo o morro com graça, nos abençoou. Mas, Mãe Maria, estes seus lindos olhos são densos, e é n'eles que moram toda, toda, toda a minha e nossa paz, Rainha, reine sobre mim, nós e todos, e me livre de todo e qualquer tipo de mal, e sentada no topo do mundo, olhe por mim.
Maria, foi a escolha certa fugir para outro (qualquer outro) lugar. A policia logo tava mandando é matar, e foi pelo seu (Nosso) guri que tu fui é salvar, e na estrada, no lombo do jumento, rezando no desterro, você pôs a voz linda de rouxinol a rezar. Maria, foste tu o começo do Alfomega, da minha pequena, pobre e humilde criação. Acabou-se um vinho, não aperreia, chama o guri, para poder se reavivar, e o moro em feste sorri e se põe a festejar.
Maria, apôs pare de se chorar, porque nada disso foi culpa tua. Foi Alguém Maior que te escolheu para ser mãe do verbo vivo e divino. Pai José apenas segurou o Santificado rojão floreado de glória, quando a fea, boba e hipócrita favela do morro fez um baobá, e o medo de morrer na mão e boca do morro, foi o que te santificou.
Mas, Mãe Maria eram apenas uns soldados, não tinham nem a culpa do fato que fizeram, e seu filho também já os perdoou, e nos livrou de todo o mal, e subindo o morro com graça, nos abençoou. Mas, Mãe Maria, estes seus lindos olhos são densos, e é n'eles que moram toda, toda, toda a minha e nossa paz, Rainha, reine sobre mim, nós e todos, e me livre de todo e qualquer tipo de mal, e sentada no topo do mundo, olhe por mim.
Maria, foi a escolha certa fugir para outro (qualquer outro) lugar. A policia logo tava mandando é matar, e foi pelo seu (Nosso) guri que tu fui é salvar, e na estrada, no lombo do jumento, rezando no desterro, você pôs a voz linda de rouxinol a rezar. Maria, foste tu o começo do Alfomega, da minha pequena, pobre e humilde criação. Acabou-se um vinho, não aperreia, chama o guri, para poder se reavivar, e o moro em feste sorri e se põe a festejar.
Maria, apôs pare de se chorar, porque nada disso foi culpa tua. Foi Alguém Maior que te escolheu para ser mãe do verbo vivo e divino. Pai José apenas segurou o Santificado rojão floreado de glória, quando a fea, boba e hipócrita favela do morro fez um baobá, e o medo de morrer na mão e boca do morro, foi o que te santificou.