domingo, 29 de setembro de 2013

Byride (IV)

Se eu te contasse tudo o que sei, nunca pararia de falar, seria uma matraca sem fim.
Por isso tenho em mim a omissão - por mais que tardia, e a vontade de dizer tanto, e ao mesmo tempo não dizer nada, ou resumir estóicamente tudo o que sinto, penso, falo e creio veemente, assim como ás vezes altero a voz e canto alto ou falo efusivamente e levanto as mãos: É porque estou na graça do estado emocional, totalmente longe do eu mesmo: Não falo baixo, tampouco gaguejo: Burro e bobo, trafego assim na rua entre os dias de brumeio.
Se eu te desse meus olhos você veria tudo como vejo, e pensaria nos prismas como eu penso? Eu não devo temer, eu não vou ter medo, temendo não estarei. Direi o que eu penso, e ouvirei sua rebatida, sincoparei teu ritmo e assim tentaremos entrar nos eixos, ou então eu entrarei no seu coração, ou você entrará na minha mente (cada vez mais e mais e mais...).
Se eu lhe dizer ofensa, perdoa. A palavra fea me é brotada não por maldade, mas pelo o que penso e diverge de ti, e pelo o que sei que queres, e pela tua auto-contradição. Perdoe se não estou me fazendo entender, mas, se o pássaro quer um voo melhor, não se há de fazer vôos rasantes, e sim vôos altos, com ricas jardas para depois apenas planar no céu anilado, sabe? Ao mesmo tempo que eu tento lhe dar o "bom conselho", também fico do teu lado a cada entrada e saída, a cada momento e a cada situação, sendo-a por bem ou por ruindade, só que: Há bondades que podem se antecipar, assim como maldades podem ser prevenidas. Ás vezes, um cachecol na sua mochila pode livrar sua namorada do frio, e fazer ela te amar um pouquinho, assim como uma gentileza gera uma benção, e como uma oração lhe eleva para Deus, ou lhe dá uma graça. Tudo depende de tudo. Basta-nos abrir a mente oca e pensar. O que quero, acima de qualquer coisa é teu bem, é teu riso, é teu calor, e teu amor.
Olha o Céu, e vê através dele. A vida é maior e melhor que tudo isso que nós imaginamos crer, ver, e ter. O mundo é maravilhoso, é cheio de lindas pessoas, e tudo o que se passa aqui, fica aqui. O que levamos, é opção nossa, são momentos nossos, e é a nossa vida. Daqui pra frente, seu vôo há de ser forte e sênil, e não mais desajuizado e caído, uniretilíneo ao chão. Se quiserdes ainda me ter no teu ninho, apeia comigo que lhe darei tuas asas mais aprumadas, tua coroa, casa, caserna, rosa e coroa. Porque eu estou aqui para cuidar de você e do teu ninho, assim como tens o dever de cuidar de um coração que morto já, não pulsa: Apenas emite um chacoalho estranho como se dançasse um frevo descompassado...

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