Epitáfio do Marcus Queiroz. Apoia esse blog, faz um pix pra nózes: marcusvini15@hotmail.com
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Sobre Ela.
Ouve agora, sente agora e inda vê, que o Sol nem ousa em nascer; Calada a minha boca em teu ventre está, e dos nossos fins eu broto um começo.
Cante, e bem alto até eu ouvir a tua voz dentro de nós, e não leva mal o meu jeito de ser, me encontra na rua que eu quero poder ver você se sorrindo e abraçando em mim...Parecia ser tão óbvio, você é o meu destino.
A cada rua, casa, carro avenida; Nada muda nosso jeito de ser, nossa essência, vivemos tanto para ser nós dois, e a paz de cada um tem nos braços do amado ser nosso. E quando não houver nada a falar e nem a se dizer, apague a chamusca da raiva e tente me ver agora; Veja meus lábios, meu sangue e minha vontade então, de ser melhor, e poderia ter até um Sol na janela, mais, melhor ainda, é ter você comigo.
As lágrimas descem e eu sei que não vão voltar ou serem perdoadas, muito menos o complexo de cara panaca, mas eu sei que já fui Santo, Herói, Mártir e Bedel, e posso ser inda mais por você Morena, e isso é tão óbvio a mim agora, apesar dos erros e buracos meus, você ainda sim, com toda a sua Graça e Realeza, é o meu destino. Você sempre foi e sempre será. Por Deus, Eu não posso e nem quero ficar sem você! Como nos ficaríamos ? Jarreio sem vinho, gole d'água seca, que corta a garganta, Deus me proteja d'Isso.
Pai, em tuas mãos eu encomendo o meu espírito; Pai, em tuas mãos eu dou o meu último pesar. Pai, me perdoe e os perdoe também.
Pai, em tuas mãos eu peço que me perdoe, em teus átrios, em teus pensamentos, em teu fazer e agir, em teu falar e amar; Só por mais uma vez, me perdoe.
Eu vejo nossa aliança em uma mão calejada. Eu vejo nós dois. Você é tudo o que eu quis, mas, de novo eu, o Ogro da Feira Da Renascença, estragou tudo. Quem segura uma rosa de vidro tão bela, e sem querer a quebra em mil cacos ? Eu.
Andei então eu não chuva, e as lágrimas descram com elas, as gotas protetoras, enquão eu pensava em nós dois, e se você, Deusomelivreemeguarde, (nunca irá), desistir, do, meu, amor. Me assola uma dor tremenda ao meu peito no imaginar disso.
Eu só queria aprender a amar você, e cuidar de você, e ser o melhor possível, estar a sua altura, e ter todo o teu amor.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Sobre o Trabalho. (I)
O Sol hoje se esconde entre as nuvens que ateimam a descer. O cinza toma conta das caras das pessoas no metrô, nos ônibus, e aonde mais que seja...Tudo fica lindo e monótono, fica estranhamente comum e poético, como essas linhas tortas.
Nos vagões, inúmeros olhos se cruzam. Olho, olhas, me medes e vai embora, olhos com sonos, olhos atentos ao roubo, olhos fechados para o caos da briga das duas mulheres no corredor, tudo está atípicamente e normalmente bem aos santos olhos de Deus. Olhos meus que fitam o baianinho encoxando a loira a frente d'Ele, e esta por sua vez o dando uma bela cotovelada para parar com a graça. O metrô, em suma, é um conglomerado de histórias, e vidas encontradas para irem ao trabalho juntos, porém separados.
Sim, juntos, porém separados, pois a mente humana não é coletiva. Tendo assim cada um de nós sua prória história, guardada em seus olhos, suas marcas e suas roupas, tão amassadas pelas outras, dando a nós o clássico "Complexo de Sardinha" dado a nós; Pobres.
Cada ilha de nós, juntas, daria um ótimo livro.
domingo, 14 de novembro de 2010
Escrito Para a Vingança I
Enfim, eu tentei me refugiar em tuas chagas, e tentei até ser o melhor, O teu melhor; Mas, não foi dessa vez. Deus em si, viu qu'Eu tentei ser alguém. Agora, enquanto está se afastando de mim, fazes pilhéria de mim, do meu ser. Nunca te escondeste em minhas chagas, e nunca o fará-lo ?
-Deus meu, Deus meu ? Porque me abandona quando mais preciso de ti ? Sinto-me agora, mais só qual a bateria desconexa e coesamente rápida d'Os Illusion em "You Made Me What I Am". Porque tirastes a essência d'Ela de mim ? Deus meu, foi eu que lhe traíse para receber tal júria ? Em verdade, me diga se Ela me ama e não verá ninguém; A mais ninguém; A aquele ninguém; Tempo insorto dentre minha chaga aberta regada a vinagre e sal: Mortis Lectum.
-Deus meu, poruqe não lê isso e não me levas e arrebatas para perto de ti ? Me guarde então você, Deus meu, nas tuas lindas chagas enquao te exalto nessas linhas.
Ó família podre, sem base de concreto e qual com fundamento. Q'O Monstro Da Lagoa coma-vos todos; Desde o filho gordo, até o pai pequeno. A mãe que trai e é traída em dez por mais d'Um. O pai despreocupado e solteiro, o filho retardado, gordo mimado e retrocedero, que Deus arrumeie a vocês todos, escória maldita e cheia de vermes. Meu sangue será preço de maldição, no dia em que vocês verem o que realmente são. Porcos malditos, que mal comem as pérolas do Criador.
Deus, também, no alto da justiça, ouça a minha reza de justiça, e que traga também toda a minha raiva sertaneja, para as pessoas que já apisaram acima do povo fraco. Que Deus, arrebate também de minha família, todos aqueles que me até fizeram mal; Q'ua justiça venha correndo como n'Um gole de d'água seca, e que enjusticeie cada um dos que andam no camnho torto da estrada certa.
-Deus meu, Deus meu; Que feridas são essas em meu peito, e que chagas são essas na minha alma ?Por quê Ela não vem fugir comigo ? Porque tanto cíumes, Senhor Javé Das Batalhas ? Não vos era aquele que trazia um brilho no olhar e um soco inglês na cintura e um cachecol ? Não é a mim qu'Ela ama tanto ? Qual é a porra do grilo então ?
(Deus meu, me mate sem perdão algum.).
Estou eu agora, indo a briga, beber com uns amigos coca-cola, e ver se eu morro entre as esquinas dessa vida maldita, feita uma pedra concreta, a minha vista até ce acega quando eu tento te encontrar nas minhas chagas, e não se afuja de mim, Ó deliciosa Garota de Londres, noite passada eu até posso provar que amei você.
E minhas mãos ainda cheiram você, e ao nosso recém-amor.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Crepúsculo Esmeralda.
Eu estou só.
Mesmo eu estando com Deus e com a Morena e a Asa Veloz dos dias, eu estou só. Ninguém vem ao meu auxílio; Então fico eu perdido em pensamentos sobre o cavalo que fiz. Fico eu perdido em tanto o que de pensar, e em remoer mágoas que não causam diferença, eu fico com raiva do que não é meu, e isso me causa espanto.
Seguro então a areia com mais força, deixando ela escapar dos meus dedos, como você escapa de mim a cada passo que dou, a cada esquina que ando, quando penso em nós e ante-nós.
Sinto cíumes do passado.
Levanto-me; Amaldiçoo o vento que me trás pensamentos de destruição! E deixo uma lágrima escorrer inocentemente, me perdoando do erro. Sei bem eu que estou errado e rezo a Deus para que a próxima onda me acerte. Eu prometi a mim mesmo que eu ia te cuidar e proteger, mas mais uma vez eu falhei, como em todas as outras vezes.
A onda então me acerta e me deixo ser acertado em alvo-cheio, e desço para as profundezas do reino D'Além-Mar. Meu riso se funde co'a água, minha traquéia se abre...Nada mais resta, logo eu penso em nós, me encomendo, e caio em paz. Só. Com nós.
E então quando cair o Crepúsculo Esmeralda, terei eu capido na paz de meu ser, e você será de novo um rouxinol alivre, de tudo o que lhe acauso mal ou influenço em teu altar, tua vivença, eu Nagô, vou estar. Me pense, e tente ver, que coisas podem ser esquecidas, por mais que doam e se remoam no nosso coração ariano e defeituoso.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Sobre a Rotina.
E hoje é o dia D’El Rey, como todos os dias são.
Sem muita coisa a se dizer, deixo o som no olhar e no vento uma mensagem de amor a Ela. As nuvens saberão, que eu e o Castor estamos esperando talvez pelo amor que inda não findou de nossas pequenas, ou pelo fim d’almoço e da vida terrena e corrosiva entre Vila Maria e o Universo.
Tendo na minha mão os dados do jogo, atiro ao acaso o que nada sei, num sopro de vento; Torna-nos a abrir a alma de ser apenas mais um com o medo do fim de enfim; Não poder estar nos teus braços e usufruir do amor; Lavar a ferida com vinho, sal e arnica, Tomar o tiro e morrer em paz enquanto fito teus lindos olhos. A platéia delira na geral.
E talvez, nas inverdades da vida, sejamos cada um parte da grande “Secanja” de Deus. Que como Deus e pode Deus, senão nós ? No 1º gole d’água seca, eu me sinto vivo que só a porra.